03/03/2015

Obrigada Baby M.!




Entraste na minha vida…

foste crescendo dentro de mim, serenaste-me por dentro, e eu fui crescendo contigo. 

Nascemos, tu Filha eu Mãe.

Tudo o que era importante deixou de o ser, já nada era mais importante do que tu.

No momento em que te tive nos meus braços ensinaste-me o propósito da vida,

Vida essa que eu daria por ti sem olhar para trás.

Ensinaste-me que existe um amor verdadeiro, incondicional, um amor impossível de descrever, um amor que me ultrapassa e que de tão intenso torna qualquer palavra pequena para o caracterizar. 

Ensinaste-me tanto... 

Ensinaste-me a ser Mãe. 

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02/03/2015

Dias perfeitos...

Não há choros, não há birras, nem berros mimados ou olhares entristecidos, não lhes ralho, não se zangam comigo nem eu com eles, não há discussões parvas, picuinhas e sem sentido, ninguém anda a bufar nem a revirar os olhos, não se desconversa, não há respostas tortas e indelicadas, não há mau humor, más disposições ou falta de paciência, não há um clima pesado de intolerância, não há embirrações, não há conversas cansativas ou falhas de comunicação..

Há desde que acordamos até nos voltarmos a deitar uma sintonia conjunta, uma cumplicidade ímpar, coisas simples, sorrisos, beijos, abraços, toques, simples olhares…

Isto sim é um dia perfeito, não importa se chove ou se há sol, se estamos na praia, em casa ou no campo, importamos nós, importa estarmos os quatro em pleno uns para os outros.

Ontem…

Ontem foi um dia perfeito!

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27/02/2015

Cheiros...



Há cheiros que reconheço, há cheiros que estranho e cheiros que me entranham.

Cheiros que me levam de volta ao passado, que me fazem lembrar situações já passadas, memórias escondidas,  momentos da vida, a um momento, e de tão intenso que consigo vivê-lo de novo.

O cheiro…
esse que nos leva a reunir os mais variados sentimentos, saudade, angustia, tristeza, alegria, amor, prazer, nostalgia…tudo aquilo que me faz lembrar a altura em que o conheci e o apreciei.

No ar deste escritório paira todo um cheiro de pipocas e algodão doce, hoje tenho 7 anos e estou na feira popular.

Bom final de semana … repleto de cheiros!

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Nosso Menu - Semana 10/53


Menu para a próxima semana!

Espero que gostem J

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26/02/2015

Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional

Era impossível ficar indiferente a esta petição que acabei de assinar, uma petição que tem como objectivo a criação do Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional.

Tenho dois filhos mas já estive grávida quatro vezes, sofri na pele duas perdas gestacionais antes de Baby M., tento neste post explicar por palavras como foi, o que senti...

É uma perda dura, incompreendida por quem nos rodeia e frases como, Ainda és nova tens muito tempo!, não são certamente consolo para quem acaba de perder um filho, independentemente do tempo gestacional esta é sem duvida uma dor que não se esquece, são filhos que antes de estarem na barriga estão no coração. 

Esta é uma dor muda, pouco se fala do assunto, é quase tabu, quando infelizmente e depois de passar por isso percebi que é tão mais comum mas que não se fala sobre isso, e acho que uma palmadinha nas costas e um para a próxima vai ver que corre tudo bem sejam suficientes, há que quebrar o tabu, há que respeitar o sofrimento de todos os pais, há que falar!



Porque nem sempre conseguimos resolver os nossos problemas sozinhos.

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25/02/2015

Para lerem quando crescerem* #5

Meus amores,

Lembrei-me que há já algum tempo não vos escrevo quando me perguntaram o que era o "Para lerem quando crescerem" neste nosso blogue, expliquei que são como cartas que vós escrevo, cartas estas que nem sempre são fáceis de escrever, são com toda a certeza os textos onde tenho mais dificuldade com as palavras desajeitadas que escrevo, palavras que apago, palavras que rasuro e que volto a escreve vezes sem conta.

Como vos definir? O que vos dizer? O que representam para mim? 

Não há palavras suficientes para conseguir responder...

Gostava de vos conseguir definir, sou suspeita, tão suspeita, é-me difícil definir os meus próprios filhos, seres únicos que me marcam pela personalidade que me fascina, que me prende. Tenho a sorte de distribuírem alegria e simpatia por onde passam, têm um sorriso que me encanta, sem falar nas gargalhadas contagiantes, que poder esse o vosso de me cativar e apaixonar dia após dia.

A vossa chegada revolucionou a minha vida, a minha maneira de ser, de estar e enxergar a vida, são como uma bússola que me guia, como uma luz quando os dias teimam em ser escuros, tudo tem outro sabor, outra magia, são vocês que me movem, vocês o melhor da minha vida.

Diz-me a vossa Tia S.L., que com a vossa chegada adquiri uma nova licenciatura, licenciatura que não pediu anos de estudo, não pediu tempo, disciplina, persistência ou esforço, licenciei-me sem precisar de estudar, sem ler qualquer manual, sem precisar de pratica ou estágio, sem precisar de nada minimamente racional, licenciei-me automaticamente assim que te vi Baby M., no minuto em que te peguei ao colo pela primeira vez, o poder do encaixe perfeito e a maneira ideal de te pegar pareciam uma capacidade inata...

mas esta é uma licenciatura sem fim, a licenciatura Mãe que nunca acaba, vocês ainda têm tanto para me ensinar, sim, os filhos também ensinam as Mães.

Estarei sempre ao vosso lado, ainda que algumas vezes possa parecer o contrário, a maioria dos vossos problemas, não vou resolver, por mais que eu saiba como os resolver, faz parte do meu papel de mãe ensinar-vos a enfrentar sozinhos, mas estarei aqui pra vos ajudar a resolver, seja com ensinamentos, palavras, um ombro amigo ou simplesmente vos ouvindo.

A vida oferece-nos oportunidades únicas, a melhor de todas, a oportunidade de ser vossa mãe!

Com muito amor, 

Mãe 

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*para quando souberem ler

24/02/2015

E se nos acontecesse a nós?

Acabei de ler este post, comecei a ler e face à sua extensão comecei a ficar ansiosa e vim logo para o fim, só queria ler a palavra “encontrei-o”, li o post porque uma amiga partilhou no Facebook dela e o mesmo está acompanhado de um comentário de uma amiga que por coincidência trabalha na IKEA, referia ela que a IKEA está preparada para agir rapidamente neste tipo de situações e conta um episódio de uma criança que desapareceu na loja e quando a conseguiram encontrar a criança fazia-se acompanhar de estranhos já com o cabelo cortado e com a roupa mudada.

No momento em que li isto senti o estomago na boca e o coração nos pés, toda uma revolução se deu em mim, incrédula que isto fosse possível em Portugal, confesso que já tinha ouvido falar destas histórias mas achava que eram como um mito, e de repente imagino a minha baby M. desaparecida e encontrada de cabelo cortado de roupa trocada, imagino se esta situação fosse connosco, e confesso que não consigo pôr por palavras o que sinto.

Mesmo sem conhecer esta amiga da minha amiga perguntei-lhe: Pensei que essas histórias do cabelo cortado e outra roupa vestida...em Portugal? caramba. Ainda estou a digerir essa história, acabei de levar um soco no estômago. Obrigada! Respondeu-me que este episódio não se passou em Portugal mas sim na Alemanha. Não me descansou!

Às vezes ainda acho que sou muito ingénua, ou talvez não queira acreditar na maldade que anda por este mundo fora, ou pior, muito pior, talvez seja daquelas que ache que há coisas que só acontecem aos outros.

Acho que hoje abri ainda mais os olhos para uma realidade que eu não queria enxergar. 

Tudo o cuidado é pouco, mil olhos insuficientes e uma distracção por um segundo pode ser uma tragédia.


23/02/2015

Maternidade sem Manual

Quando engravidei de Baby M. ouvi toda uma série de palpites sobre tudo e mais alguma coisa, compra isto, não faças/faz assim, é melhor desta forma, e isto e aquilo...

Quando nasceu todos os palpites dados até então não foram suficientes e os mesmos continuaram a surgir, de todos os palpites há um que não me esqueço e que foi de todos o mais certeiro, aquele que ouvi com mais atenção e que reti: Não ligues a nada do que te dizem, há uma coisa que se chama instinto e esse não te vai falhar! És tu que vais saber o que é melhor para o teu bebé!

Confesso que tenho um certo pavor de pessoas que padronizam a maternidade.

A maternidade é acompanhada de fortes sentimentos, e nos momentos de dúvidas, não faltam conselhos das mães, das sogras, das tias e das amigas, obviamente que todos bem intencionados, mas por vezes a divergência de opiniões pode fazer com que uma simples decisão seja uma verdadeira batalha. 

Uma coisa é certa, assim como na vida, a maternidade não tem manual. 

Então porquê tentar padronizá-la? 

Se somos todos diferentes, porquê criar os filhos de forma igual?

E o instinto, esse, nunca mas nunca me tem falhado. 

22/02/2015

9 meses de baby V.

Disse-lhe para estar quietinho que lhe queria tirar uma fotografia para recordar o dia em que faz 9 meses, acreditou! 

Pequenino querido da Mãe 




20/02/2015

Bexsero – Sim ou Não?

Este não é um assunto actual, mas na nossa casa ainda era e era uma questão que me andava a atormentar.

Na consulta de rotina dos 6 meses de Baby V. perguntei ao pediatra a opinião dele quanto à administração desta vacina, respondeu-me que deveria esperar, a vacina é nova, ainda não se conheciam os efeitos da mesma pelo que deveria esperar para se saber mais sobre a mesma, fui para casa descansada, além de confiar em pleno no pediatra deles também eu acho que não sendo necessário não vale a pena estar a submete-los a mais bicharocos e possíveis efeitos secundários, e desliguei do assunto. 

Entretanto várias amigas começaram a perguntar-me se eu lhes tinha dado a vacina, e quando respondia que não ouvia do outro lado, NÃO DESTE?

Passado uns dias já era eu que estava a começar a perguntar a algumas pessoas se tinham dado ou não esta vacina aos seus filhos, uma amiga foi peremptória na sua resposta: Claro que dei, a partir do momento em que se pode morrer é para dar! Caramba que esta frase nunca mais me saiu da cabeça e andava mesmo ansiosa com este assunto.

Ontem fomos à consulta de rotina dos 9 meses de Baby V. e voltei a falar sobre este assunto ao pediatra, a opinião mudou, deixou ao nosso critério mas a sua opinião é, sim é para dar a vacina, mas sem pressas, quando ele fizer 12 meses pensa nisso e a prioridade é Baby V. e depois logo pensa em dar a Baby M. 

Já eram muitos meses a pensar neste assunto não ia aguentar mais 3 meses, assim como não me fazia qualquer sentido administrar a vacina só a um, decidimos que era para fazer logo e aos dois. 

Vim para casa bem mais leve, da consciência e da carteira, é uma vacina caríssima (não sei se vai haver menu semanal nos próximos tempos a não ser que gostem muito de açorda) e li entretanto que não consta do Plano Nacional de Saúde por falta de verba, não sei se será mesmo a verdadeira razão.

Recusei-me, até hoje, pesquisar no Dr. Google o que quer que fosse relativamente a esta vacina, e ainda bem, vale a pena ler a explicação da mesma aqui e aqui.

Já sabia que este assunto era alvo de divergência, mas eu não conseguia andar mais em divergência com a minha consciência.

19/02/2015

Contemplação





gosto de vê-los a dormir, de os conseguir contemplar em pleno sem interrupções...

de ficar a olhá-los enquanto decoro cada detalhe dos seus rostos, têm um ar sereno que me derrete

enquanto dormem não sentem o meu toque, mas eu insisto em acarinha-los, gosto de sentir a pele deles nos meus dedos enquanto os mimo devagar

cada vez que os seus peitos sobem e descem, sinto a minha paz a ser restabelecida aos ritmo das suas respirações

conto quanto palmos tem cada um, pois sei que se acordarem estarão diferentes,

mais crescidos!

18/02/2015

Não quero esquecer...

Não quero nunca esquecer o motivo pelo qual este blogue nasceu.

Disseram-me e ainda me dizem várias vezes quando se fala na gravidez do V. que vou esquecer tudo. 

Não vou esquecer, não quero esquecer!

Como é que se esquece uma gravidez? Como é que apago da cabeça os meses intensos desta gravidez? 

Não se esquece, não se apaga!

Recebi um email de uma Mãe que passou também ela uma gravidez difícil, dizia-me que após dias e dias a ler o meu blogue teve finalmente coragem para me enviar um email, entre várias coisas que partilha comigo, diz-me ainda que: “Nos últimos dias ter lido o seu blog e perceber como superou tudo sem entrar em depressão ajudou-me e tem ajudado a ser mais forte e não dar espaço sequer para se instalar uma depressão.”

É tão bom, é tão grande saber que afinal este blogue chega a alguém, saber que serve (não quero dizer inspiração porque pode ser presunçoso de mais) de conforto para quem se julga sozinha. 

Este era o meu grande medo na altura, achar-me sozinha, não ter resposta a algumas questões, parecia-me que as gravidezes acamada não existiam ou eram como um assunto tabu, eu prefiro acreditar que são gravidezes raras. 

Recordo-me de nos primeiros tempos ainda antes do blogue existir ter recorrido a um grupo de Mães do Facebook, de ter colocado várias questões sobre gravidezes acamadas e ter obtido uma única resposta, se já tinha vontade duvidas não restaram para fazer este blogue nascer. 

E se duvidas por vezes existem, depois de receber emails como este concluo que este blogue vale a pena.

17/02/2015

Então e o Carnaval de Baby M. e Baby V.?




Mergulhos de amor ♡

No dia do amor levámos Baby V. pela primeira vez à natação, adoroouuuuuuu!

Do dia do amor do ano de 2015 é este o registo que ficará para recordar, é isto que eu chamo mergulhar no amor.



Venham de lá esses risos, eu aguento!



13/02/2015

No dia do amor...



informo que aceito os teus protestos de amor não só hoje mas todos os dias, o canto direito já está rasgado de tanto dobrar. 


Percebo que este blogue tem alguma credibilidade...

...quando mais do que uma leitora me faz convites de amizade no meu facebook pessoal!

J

Nosso Menu - Semana 8/53


Esta semana o menu é da minha amiga R. do "Memórias da M" sei da sua dificuldade no que toca à organização e decidi contribuir para uma semana mais organizada desafiando-a a fazer o menu da próxima semana, confessou-me que o marido lhe deu uma ajuda não fosse ele, por experiência própria, um cozinheiro de mão cheia. 

Sou muito suspeita para falar sobre este blogue, esta família faz parte do meu dia à dia, são sobrinhos do coração e sei que também eu faço parte das suas memórias J

Obrigada querida amiga.

12/02/2015

Baby M. descobriu o meu nome!

Baby M. entrou naquela fase em que me chama pelo nome…

O meu nome é Vanessa, que me perdoem todas as Vanessas mas este não é um nome bonito, diz que significa “como uma borboleta” ainda assim não fico minimamente convencida, este é um nome que não se cola à minha pele e continuo a imaginar que me poderia chamar qualquer outro nome.

Sorte a minha que Baby M. não me chama pelo nome propriamente dito mas o apelido pelo qual sou chamada desde pequena por quase todas as pessoas e com o qual me identifico.

Não me incomoda que me chame pelo apelido, sei que o faz porque ouve o A. fazê-lo, contudo,  vivia na esperança que lá para os 15 anos dela descobrisse o meu verdadeiro nome, mas não, na escola, e cá desconfiada que sabendo deste meu ódio de estimação pelo meu próprio nome ensinaram-lhe que a Mãe se chama Vanessa.

Manessa! Manessa! Manessa! Grita ela pela casa enquanto se ri descaradamente.

Já percebeu tudo.

O meu nome é Vanessa, tenho 35 anos e a minha filha de 2 anos goza comigo!



Espero que entretanto não descubra o segundo nome.