22/04/2015

11 meses de Baby V.




Faz hoje 11 meses que te beijei pela primeira vez, um beijo perfeito… um beijo que tomou conta de mim, tu que tomaste conta de mim no momento em que te beijei primeiro com os olhos depois com os lábios!

10 segundos nos lábios e o resto da vida na minha memória.

11 meses de ti...

♡♡♡♡

21/04/2015

À minha amiga M. ♡



A M. é aquela amiga a quem pela primeira vez chamei melhor amiga. 

Ontem a M. fez anos, dei-lhe um envelope, abriu e ficou desiludida, o envelope tinha o convite do baptizado de Baby V. de quem ela vai ser Madrinha, mas ainda assim ficou desiludida, disse-me que esperava que lhe escrevesse qualquer coisa, umas palavras bonitas como dizia em tom trocista.

Antes de começar a unir estas palavras parei para reflectir, deixei todas as nossas memórias – as recentes e as antigas – ocuparem a minha cabeça, e fico feliz quando recordo o que já vivemos juntas e fico expectante com aquilo que juntas ainda temos para viver.

Querida M.

Tenho duas palavras bonitas para te dizer – Desculpa e Obrigada! 

Desculpa por te ter desiludido ontem, por certo e ao longo destes 20 anos de amizade não terá sido a primeira vez que te desiludi, mas consigo ouvir-te a  dizeres-me “não te preocupes”, já perdi a contas às vezes que a minha consciência pesa por não ter sido a amiga que devia ser, de quando te falho ou não estou à altura do que devia e mereces, desculpa.

Obrigada por chegares sempre no momento certo, no momento que eu mais preciso, por estares comigo quando sorrio mas também quando choro, por teres um sentido de humor e uma gargalhada contagiante, um sorriso travesso, um olhar perspicaz, por aceitares os meus defeitos, pela sabedoria do uso do silêncio quando sabes que ele próprio vai dizer tudo o que preciso, por me reprovares com um olhar mudo por não me quereres magoar com as palavras, por me incentivares quando tenho medo, pelos segredos sempre bem guardados, por compartilhares comigo o que me faz doer e o que me angustia, por me ensinares que a vida é como uma peça de teatro, que por vezes não há tempo para os ensaios e ainda assim temos que subir a palco e dar o nosso melhor.

Sou tão feliz por te ter na minha vida!

♡♡♡♡

17/04/2015

Hum...

O A. estava com baby M. em plena sessão cinematográfica, quando chega o Padrinho de Baby V.

Da cozinha oiço a interessante conversa sobre o ainda mais interessante filme que viam.

A: Já viste este filme? Este filme é muito bom!

Padrinho G.: Hum...Não!

A: E a miúda canta muito bem.

Padrinho G.: Hum...Pois!




♡♡♡♡

16/04/2015

Coisas dela#6



Eu: Madalenaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, sai de cima do teu irmão, ele é mais pequenino que tu, podes magoá-lo. Ele é bebé!

Baby M: E eu Mãe? 

♡♡♡

13/04/2015

Amor é...


Chorar por um simples anel!

Foi um fim de semana em que por vários momentos coloquei em causa a minha sanidade mental, a lima das unhas que encontrei no copo da escova dos dentes, os morangos que estavam guardados no micro ondas, o arroz que foi aberto e guardado sem entrar na panela, mas o mais grave, o mais grave de tudo, foi olhar para a minha mão esquerda e não ter a minha aliança de noivado.

Há muito tempo que não me lembrava de ter um momento em que bloqueasse daquela maneira, fiquei quase que petrificada a olhar para a mão, comecei louca a correr a casa toda a tentar lembrar-me onde seria possível ter perdido a aliança ou se por acaso a tinha tirado, mas a minha cabeça estava vazia ao contrário dos olhos que estavam a esta altura já cheios de água que derramou quando oiço a minha Mãe dizer que a tinha perdido de tão magra que estou, bem tentava pensar mas não conseguia.

Não conseguia pensar tal como no dia em que juntos saltámos 5000 metros de altitude e ao por os pés em terra ele me põe a aliança no dedo e me pede em casamento.

No dia que saltámos juntos e selámos o momento com um simples anel foi o começo de uma nova etapa na nossa vida.

Há momentos que não se repetem por muito que se tente, há objectos que não se substituem e esta que exibo com orgulho como que a gritar ao mundo que a ele pertenço é insubstituível.

Sim apareceu, estava na cama da Baby M., continuo sem saber como foi lá parar…

Sou só eu que acho que perder uma aliança é perder um bocadinho de uma história? 

♡♡♡

08/04/2015

Baby V. já gatinha!




Baby V. descobriu a primeira forma de se deslocar sozinho... 

Seguramente já não quererá estar mais quieto... esta sua inquietude que significa nada mais nada menos que o inicio da suas descobertas.

Seu grande crescido podes crescer um bocadinho mais devagar?

♡♡♡

P.s. Alguém reclamou que o video estava no Instagram mas não estava no blogue!

07/04/2015

Das voltas da vida...

Fizeram-me uma proposta e eu atirei-me de cabeça sem pensar duas vezes, sem pensar nos prós e nos contras que essa decisão poderia trazer para mim, para nós...

No compasso de espera, havia dias em que desejava não ser escolhida, havia outros dias em que pensava no disparate que pensava em não ser escolhida e desejava ser escolhida.

Fui escolhida!

O medo…o medo de sair da zona de conforto, de seguir por caminhos mais sinuosos e arriscados.

A vida dá voltas, quando me vejo a mim e às voltas que a minha vida tem dado até chegar à vida como é agora vivida não deixo de esboçar um sorriso e um certo ar de admiração, um segundo que vira o segundo anterior do avesso, uma palavra que vira a palavra anterior ao contrário, encho o peito de ar, faça chuva ou faça o sol e sigo o caminho que o sei, com curvas, subidas íngremes e buracos, mas que ainda sem medo de o fazer.

Tudo na vida é uma escolha, cada um escreve a sua história à sua maneira, eu decidi sair da introdução e dar espaço a um novo capítulo.

O tempo não pára e a vida não espera.

Dei um salto, e em vez de cair espero conseguir voar!

Desejem-me sorte!

♡♡♡

02/04/2015

Baby V. bate palminhas!


Há Mães chatas, Mães que fazem dos filhos macaquinhos, sempre a quererem que os filhos mostrem as suas habilidades: bate palminhas! diz olá, agora diz Mamã! faz adeus!

Eu sou uma Mãe dessas, chata, mas eu não seria assim se baby V. não batesse palminhas tão bem mas tão bem, ao ponto de não lhe resistir... de ser mais forte do que eu... e só lhe peço 10 vezes por dia para o fazer.

Se calhar não sou chata mas sim muito chata.

V. bate palminhas para a Mamã JJJJ

♡♡♡♡

31/03/2015

As Mães segundo Herberto Helder

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.


(excerto do poema «Fonte», publicado em A Colher na Boca, 1961)

                                                                                                                                      Herberto Helder
                                                                                                                                             Poesia Toda
                                                                                                                  Lisboa, Assírio & Alvim, 1990

                                                                                                                                      

27/03/2015

Nosso Menu - Semana 13/53


Sou da opinião que todas as famílias são especiais, mas há umas que por alguma razão ou várias razões são um bocadinho mais especiais do que outras, o menu de hoje é elaborado por uma dessas famílias um bocadinho mais especial, a família Los Amados.

Ouvi  falar pela primeira desta família aqui, e confesso que na altura li este post várias vezes e terminava sempre com um sorriso e a pensar na sorte que o Z.M. tinha de ser filho da R. e do J.

Na altura desconhecia por completo que esta família tinha um blogue, no principio do ano quando o descobri acabei por revirá-lo de uma ponta à outra tal era a sede de conhecer cada vez mais a essência desta família que a cada post que lia mais certezas me davam do quanto são simples, descomplicados, pés na terra e com um amor desmedido uns pelos outros.

A R. e o J. são pais biológicos do M., do Z.M. e do X. que está a chegar a qualquer momento, são pais de coração da T., a T. tem uma participação activa no blogue, leiam os post dela, vão perceber que não tinha outro lugar senão nesta família um bocadinho mais especial.

A Mãe desta família de 5 quase quase quase 6, teve durante uns tempos de cama nesta gravidez do X., e por razões óbvias não me ficou indiferente, tomei a liberdade de lhe enviar uma mensagem e convidá-la a fazer um menu para que de alguma forma tivesse um momento de distracção.

Presenteou-me com um menu integral e ainda com as suas explicações:

Notas: pequeno-almoço descrito é para os mini manos, a mãe e a Tânia comem torradas com chá ou café e o pai bananas.
Os legumes variam todas as semanas de acordo com o que vem no cabaz da semana e adaptamos as receitas aos mesmos. Todas as refeições são acompanhadas por sopa e fruta.
Só a mãe e a Tânia é que almoçam e lancham em casa ao dia de semana.



Querida R. muito obrigada, que baby X. chegue rápido, estou desejosa de o conhecer. 

♡♡♡♡

26/03/2015

Para lerem quando crescerem* #6

Hoje confesso-vos… o quanto me tornaram vulnerável!

Uma Mãe vulnerável…

Vulnerável Fisicamente, este meu corpo de Mãe que anda com partes soltas dele por ai, o coração que bate fora do peito, os olhos descontrolados que não seguram as lágrimas quando o assunto são vocês, a cabeça que está onde vocês estão…

Vulnerável emocionalmente, sei que para ser forte tenho que ser frágil, que preciso de pedir ajuda, sou impaciente, assumo sem vergonha que a nossa casa é desarrumada, tenho coragem para assumir que não sei tudo, que há noites que durmo de consciência pesada, que erro muitas vezes, que falho… já deixei cair as defesas e assumo-me exactamente assim, vulnerável!

Nunca tentei fazer o percurso contrário, sou frágil quando tenho que ser, choro onde e quando tenho que chorar, assumo a tristeza quando assim me sinto.

Tenho medo, muito medo que essa fragilidade, choro ou tristeza fiquem cá para sempre, por isso, há que ser vulnerável.

Com a vulnerabilidade descobrimos a nossa autenticidade, porque…para se ser verdadeiro há que ser vulnerável.

Sempre sincera
Mãe

♡♡♡♡

 *para quando souberem ler

24/03/2015

10 meses de baby V.




10 meses de ti meu pequeno grande bebé...

de ti que de mim não saíste, não sais, não sairás.

de ti que em mim moraste, moras, morarás.

♡♡♡♡

23/03/2015

Um Ano de Blogue!


No sábado o blogue fez um ano…

Confesso que quando nasceu as minhas pretensões eram poucas, não surgia em buscas de likes ou protagonismo, surgia tímido e introvertido mas sem qualquer medo do fracasso ou da rejeição, surgiu num impulso de insegurança que em nada me caracteriza e sem qualquer objectivo proposto a não ser chegar a outras grávidas na mesma situação do que eu.

Surgiu quase como que por necessidade, na altura que o fiz nascer estava muito cansada, estava grávida de 27 semanas e já contava 15 semanas de cama, poder trabalhar enfiada numa cama já não me era suficiente, precisava de mais qualquer coisa para que os dias longos custassem menos a passar, passava muito tempo sozinha e foi nas palavras que consegui expressar o que me ia na mente, na alma, no coração e não me canso de dizer que foi tão bom (ainda é), que me fez tão bem (ainda faz) e o quanto foi (continua a ser) importante para mim.

Pensava que mesmo que ninguém me lesse eu escrevia, escrevia principalmente para mim, mas escrevia também para nós, para  baby V. escrevia a história dele, a nossa história até o conseguirmos ter nos braços, quero que perceba que apesar da difícil gravidez foi muito desejado, quero que perceba que a vida apesar de difícil tem recompensas incalculáveis, quero que Baby M, entenda o quanto me foi difícil não ser Mãe dela e que ainda hoje trago essa pedra no sapato.

Não sou escritora, nunca o vou ser, às vezes escrevo o texto de uma só vez desenfreadamente, às vezes escrevo linhas soltas que vou juntando, não sei definir o que escrevo até porque quando escrevo não racionalizo, escrevo o que sinto, e apesar das minhas poucas pretensões quando iniciei o blogue, a verdade é foi a melhor coisa que eu poderia ter feito por mim e nada seria assim tão bom se não estivessem do outro lado os melhores leitores do mundo – Vocês!

Continuo sem grandes pretensões ou objectivos mas gosto essencialmente quando chego às gravidas que tal como eu não conseguiram ter uma gravidez fácil, confesso que gosto que a página vá crescendo, gosto dos comentários, dos emails, do feed back, gosto da oportunidade que o blogue me dá de conhecer novas pessoas. 

Agora escrevo essencialmente para os meus filhos, quero acreditar que um dia me vão ler, escrevo para não esquecer, escrevo para eternizar palavras e ainda que desengonçadas, palavras verdadeiras e sentidas! 

Obrigada a quem me lê!

♡♡♡♡

19/03/2015

Ao Pai da nossa casa...




Querido A.,

Não esperes um presente ao fim do dia, não o vou ter...

Espera olhares atentos a ti……que farão os teus olhos brilhar,

Espera dois beijinhos sentidos… que te colocarão no rosto um sorriso genuíno,

Espera dois abraços apertados…e sentires-te ainda mais feliz,

Espera um obrigado por seres o Pai que és… que te levará a gritar ao mundo todo o orgulho que não te cabe no peito.

Espera antes, duas pessoas ansiosas à TUA espera.

Feliz Dia do Pai!

♡♡♡♡

18/03/2015

Que demore...


Há coisas que, e por muito que tente sei que não vou conseguir captar, que não vou conseguir guardar, arrumar, conservar… queria guardar o cheiro deles para não o perder, o toque da pele macia e sedosa para não esquecer, a sensação de acalmar um choro que insiste em ficar, mas que facilmente se rende no meu abraço, os sorrisos desdentados, as gargalhadas contagiantes, as palavras inventadas, o som suave das suas vozes, os abraços, os beijos, a forma como me olham…

Gostava de conseguir gravar cada segundo que passo com eles para sempre, mas bem sei que o tempo vai cumprir o seu papel, e lentamente, silenciosamente vai levando as minhas memórias.

o tempo!

♡♡♡♡

17/03/2015

Super Poderes de Mãe




Depois de ser Mãe fiquei com medo, com muitos medos mas corajosa… depois de ser Mãe fiquei com sono, com tanto sono mas ainda assim desperta… com a Maternidade entrei num novo universo, numa nova dimensão, comecei a desenvolver habilidades nunca antes imaginadas e descobri que tinha super poderes…Super Poderes de Mãe:

Tudo começa com o Poder de gerar uma vida, no meu caso duas, o Poder de por dois filhos no mundo, e não importa de que forma as mulheres exercem este poder, se de parto normal, cesariana ou do coração mas este é o poder que faz desencadear outros poderes como o Poder da amamentação, poder que nem todas temos que usar até porque não é fácil, muitas vezes é doloroso e muitas vezes uma batalha que pode ou não ser uma conquista, o Poder da Intuição, não há Mãe que não saiba quando o seu filho não está bem, o aperto no coração ou o arrepio na pele são sentidos de forma diferente, o Poder da audição, sim só as Mães tem a capacidade de ouvir o bebé chorar antes de o começar a fazer, de reconhecer o choro do seu bebé entre outros, acordar a cada suspiro seu e perceber que o silêncio é sinal de disparate ou de perigo, o Poder da Visão as Mães veem tudo às vezes fingem que não veem, as Mães põem em sentido com um simples olhar, o Poder da Protecção, os braços das Mães são um ninho, porque se calam e acalmam no imediato quando estão no seu abraço?, o Poder da força, conseguir carregar os filhos no colo, os sacos do supermercado, a mala, o portátil, os sacos deles, fechar a porta do carro, abrir a porta de casa e ter um sorriso nos lábios, o Poder da Insónia, a capacidade de não dormir, a capacidade de em seis horas de sono sermos interrompidas de duas em duas horas e acordar renovadas e de bem com a vida, o Poder da multiplicação de nós próprias, conseguir chegar a todo o lado (ou quase) multiplicando o tempo para dar conta de todas as tarefas, o Poder da cura, sem frequentarem um curso de medicina todas as Mães tem um médico dentro de si, não há abraço ou beijinho que não cure todos os dói dóis físicos e emocionais, o Poder de prever o futuro - Vais cair? Cuidado! Eu não disse que ias cair. Veste o casaco que vai estar frio, leva o chapéu que está sol,  o Poder do Multitasking, dar banho, enquanto o jantar faz e a máquina da roupa lava e atendemos o telemóvel, e, e, e..., o Poder de conhecer uma pessoa como ninguém, que só de olhar nos olhos conseguimos dizer que está doente, que só de olhar percebemos o que quer e o que precisa, o Poder de Amar de forma incondicional e ilimitada acima de tudo e de todos, o Poder da imperfeição, as Mães não são perfeitas, são incrivelmente humanas, apesar de terem super poderes!

♡♡♡♡

13/03/2015

Nosso Menu - Semana 12/53

Alguém tem posto as ementas semanais em prática?

A quem o faz, menos dores de cabeça? mais organização? mais tempo?

Pode parecer complicado, mas na realidade não é e evito situações como chegar a casa em cima da hora do jantar sem ter nada descongelado, não ter vontade de cozinhar ou até descobrir à última da hora que não tenho todos os ingredientes necessários para preparar o que pensei fazer.

Basta planear a semana, ter noção do que vamos comer nos próximos dias e com base nisso gerir a lista de compras do supermercado.

Experimentem!

Deixo a minha sugestão de ementa da próxima semana.


Bom fim de semana.

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11/03/2015

Nós não somos um casal perfeito!

Três episódios dos últimos dias: 

1º Recebi uma mensagem de uma leitora do blogue que entre várias coisas me dizia que eu e o A. eramos um casal perfeito. 

Tenho-me perguntado se este tipo de casais existe.

2º Trabalho nas torres por cima do centro comercial que costumo chamar o centro do mundo, há tudo e mais alguma coisa e a probabilidade de se encontrar alguém conhecido anda pelos 90%. 

Não acredito que tenha a sorte de me acontecer muito mais vezes, mas,  a semana passada por coincidência fui abordada duas vezes por causa do blogue, um bj M. e P. gostei muito de vos conhecer pessoalmente.

3º No outro dia discuti num local publico com o A., não gosto de dizer discuti porque não é a palavra certa, prefiro dizer desconversei, olhei para o lado e senti-me observada, alguém estava atentamente a olhar para nós e a ouvir a nossa conversa que ainda por cima não tinha nada de interessante, ele pedia-me para ir buscar o carro para mais perto do local onde estávamos enquanto se queixava que tinha Baby V. há muito tempo ao colo e que já pesava e eu ripostava que tinha Baby M. que não era menos leve, basicamente uma desconversa de logística seguida da aula de natação e que já acusava algum cansaço de ambos.

No fim da desconversação lá fui eu buscar o carro, confesso que com vergonha daquela que nos observava, e fui no caminho a pensar que por vezes há coisas tão desnecessárias que chegam a roçar o ridículo. 

Por vezes tenho uma pequena panela de pressão dentro de mim, a pressão do dia a dia, da vida no geral que me faz entrar em ponto de ebulição e corromper todas as válvulas de controlo e segurança que fazem o pipo assobiar, fumegar e rodar desenfreadamente, e estas pequenas desconversações são nada mais do que tirar o pipo em jeito de alivio da pressão, mas continuo a dizer, são ridículas. 

Isto tudo para dizer que eu e o A. discutimos, desconversamos, embirramos, desentendemo-nos e que possivelmente quem nos observava no episódio do ponto 3º também lê este blogue e pensa exactamente aquilo que corresponde à realidade – somos um casal comum, um casal com os problemas normais e correntes de qualquer família, nós não somos um casal perfeito! 

♡♡♡♡

10/03/2015

Porque tenho filhos?

Perguntaram-me se eu queria ter mais filhos, respondi sem pensar duas vezes, SIM! Como é possível quereres mais filhos depois do que passaste para ter baby V.? Porquê?

Tomei esta como uma questão generalizada: porque tenho filhos? 

A pergunta não é politicamente correta, a resposta a esta questão não sai de imediato, que raio de pergunta difícil de responder, ainda assim não fiquei em silêncio, respondi: Porque é o melhor da minha vida!

Mas afinal temos filhos porquê? Pressão da sociedade? Relógio Biológico? A nossa continuidade? Para tomarem conta de nós quando somos velhinhos? Os filhos dão trabalho, dão despesas, limitam a vida dos pais… mas e este amor que eu desejei completar em forma de família?

Deixei que este amor falasse mais alto, não existem palavras certeiras para explicar porque decidi ter filhos, todas as razões óbvias tocam o egoísmo, não queria deixar de vivenciar esta experiência única, inigualável que é ser Mãe, a sensação de que fiz finalmente algo de útil na vida, não queria deixar de sentir um sorriso, um abraço e um beijo babado sincero, não queria não ouvir chamarem-me Mãe, queria ser engolida por um amor indescritível e único, tenho filhos porque os desejei mais que tudo na vida ainda que não consiga explicar porquê...todas as sensações que nos provocam e nos viciam, que despertam um lado irracional que nos faz querer viver tudo outra vez e outra vez...

Para muitas pessoas ter mais que 2 filhos é quase um absurdo, e como me dizem muitas vezes em forma de consolo pelo facto de não poder ter mais filhos “Vocês já tem um casal!” quase em jeito de: já é suficiente, já chega de filhos. 

Tentar um menino ou uma menina é um bom motivo para tentar um segundo, terceiro ou quarto filho? Não me parece.

A nossa história não se escreve sozinha, são eles que a completam, que a prolongam...

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