21/05/2015

Sobre ser Mãe pela segunda vez...#2




A um dia de Baby V. fazer 1 ano faço um balanço do que é ser Mãe de dois.

Um balanço deste que é sem duvida o maior e mais difícil desafio ao qual jamais fui sujeita, um desafio diário que vai acompanhar o resto da minha vida, uma aprendizagem diária, deste eu enquanto Mãe, deste nós enquanto família.

Quando Baby V. nasceu e me vi com dois bebés nos braços não fazia ideia do que me esperava, confesso que ser Mãe de dois com idades tão próximas é difícil, é trabalhoso, é uma verdadeira loucura entre fraldas, biberões e chuchas a dobrar.

No entanto, agarro-me à ideia de que os 18 meses que os separam resultarão numa amizade e cumplicidade ímpar e que será mais fácil criar os dois ao mesmo tempo.

A palavra revezar nem sempre se aplica em nossa casa, é um para cada um ou às vezes os dois para um, é possível chegar aos dois, mas a maioria das vezes é difícil chegar aos dois ao mesmo tempo, e quando não é possível, aprendi a ter que deixar um dos dois a chorar e dar prioridade àquele que precisa mais no momento.

Aprendi que ao contrário do que pensava não sou uma super mulher e não consigo chegar a todo o lado.

Desde que sou Mãe de dois que há dias que parece que cai num poço de culpa, a culpa aumentou significativamente depois de Baby V. nascer, não sei se é um sentimento comum a todas as Mães, mas eu sinto, em vários momentos e por vários motivos. Ao inicio sentia culpa por ter que dividir a atenção que antes era exclusiva de Baby M. e ao mesmo tempo não me poder dedicar exclusivamente a Baby V. como fiz com ela, sinto culpa por não ter tempo suficiente para os meus filhos, sinto culpa por deixá-los na escola durante quase 10 horas diárias, sinto culpa por haver vezes em que descarrego neles as minhas frustrações e cansaço, sinto culpa quando lhes falho…ainda estou a aprender a viver com esta culpa!

Enquanto Mãe de dois aprendi que preciso de me dividir, que preciso de me multiplicar, aprendi o que é isto da multiplicação do amor e que é possível amar duas pessoas da mesma maneira.

A vida já me tinha ensinado a amar várias pessoas embora de forma diferente, amar duas pessoas da mesma forma, sem preferência e sem hierarquia, amar duas pessoas como se fossem uma só, era algo que me era desconhecido, mas aprendi que ao contrário dos meus medos ainda quando Baby V. morava em mim, sim, é possível amar dois filhos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.

Enquanto Mãe de dois tenho a sorte de poder presenciar, de fazer nascer e de ajudar a construir uma das coisas mais importantes no mundo, o amor entre Baby M. e Baby V, o amor de irmãos.

Derreto-me com a reacção dele perante a chegada dela, o entusiasmo, o riso mais que dobrado, o brilho nos olhos e os braços esticados em sua direcção, tivesse ela capacidade física de o agarrar ao colo que de imediato o apertaria enquanto lhe afaga o cabelo e lhe diz "Pixente Goducho" de forma carinhosa e enternecida.

Mas na maternidade nem tudo são borboletas, há dias de lagarta, dias que me apetece fugir para longe, dias em que me apetece paz e silêncio, ainda assim eu agradeço todos os dias por ter a sorte de eles existirem na minha vida, ainda assim o balanço deste desafio difícil é positivo, foi até hoje o desafio mais gratificante e compensador, foi até hoje o melhor da minha vida.

♡♡♡♡

18/05/2015

Ontem há um ano atrás...




Lembro-me que fomos almoçar fora, de seguida fomos ter com a Catarina ao jardim do Campo Pequeno e por fim fomos ao aniversário da minha sobrinha B.

O que parece ser um dia normal foi para mim um dia diferente, foi o único dia da gravidez de Baby V. em que me senti a viver a vida de forma normal, um dia em que não olhei a meios e fiz quase tudo o que me apeteceu.

Mas este foi um dia especial, já contava quase 7 meses em que não pegava Baby M. ao colo.

Não o consegui fazer sozinha, o A. a medo, e face às minhas limitações físicas teve que pegar nela para a por e tirar do meu colo, e lembro-me que, antes que ele me tirasse a minha filha dos braços, que me afastei, para que, e ainda que fosse só por segundos, fosse um momento só nosso.

Lembro-me que...
Contava os dias para voltar à minha vida.
Contava os dias para ele nascer.
Contava os dias para voltar a ser Mãe de Baby M., 
Contava os dias para entrar no desafio de ser Mãe de dois.

O tempo voa…

Hoje conto os dias para celebrarmos o 1º aniversário de Baby V. está quase...

Faltam 4 dias…

♡♡♡♡

11/05/2015

Ser Mãe é…

Percebi hoje às 01:30 da manhã que o leite de Baby V. acabou, que aquela que eu pensava ser uma caixa nova afinal estava guardada vazia.
Acordei o A., disse-lhe que ia à procura de uma farmácia de serviço, no caminho rezava…rezava para que ele não acordasse com fome.
Sai a voar em direcção à farmácia de serviço mais perto, não tinha o leite…
Voltei a meter-me dentro do carro e continuei o voo para a próxima farmácia de serviço, entrei na 2ª circular e decidi ligar primeiro para perguntar se tinha o leite, também não tinha…
Já a entrar em modo desespero decido parar na berma da 2ª circular e começar a telefonar  a todas as farmácias de serviço permanente antes de me voltar a por a caminho sabia lá eu para onde, a resposta era sempre a mesma: Não! Não temos! Não vendemos essa marca! Esse leite é vendido no supermercado vai ser muito difícil conseguir encontrar numa farmácia!
Ao fim de uns cinco telefonemas oiço um Sim temos, uma única embalagem!
Continuo o voo 2ª circular fora até à Avenida do Uruguai, saio do carro, compro o leite, entro no carro com pressa de chegar a casa, ansiosa e na expectativa que a qualquer momento o A. me ia ligar com ele a chorar de fome. O telemóvel acusa 10% de bateria. Para voltar para casa faço o caminho que faço todos os dias quando saio do trabalho, pois ontem tinha que me enganar, quando dei por mim estava quase a entrar na ponte 25 de Abril por sorte sai na última saída para a Praça de Espanha e até casa é num instante.
Chego a casa, estaciono o carro, subo no elevador, e estou de mãos vazias, o leite? Ficou no carro.
Desço outra vez ao carro, olho para o relógio e conto 40 minutos nesta situação, subo, entro em casa – Silêncio! Todos a dormirem, Baby V. por sorte não acordou como de costume a reclamar o seu leitinho.

Deitei-me de consciência pesada, há erros inadmissíveis.

Lembro-me de uma vez nos ter acontecido exactamente o mesmo com Baby M. e de ter prometido a mim mesma que com Baby V. não iria passar por sufoco semelhante, passei precisamente na última lata de leite que tive que lhe comprar.


Ser Mãe é também falhar com os filhos!

♡♡♡♡

06/05/2015

Coisas minhas#4

Percebo que ando mesmo cansada quando, ao olhar para a nova montra do talho da nossa rua comento com o A: 

- As pessoas são más, já viste que já foram estragar a nova montra do talho? Escreveram-lhe Porco nos vidros. 

♡♡♡♡

04/05/2015

Do Dia da Mãe


Ontem, ao contrário do que li em inúmeros murais, o meu dia não foi envolto numa maternidade idílica e perfeita.

Acordei e estavam já os três na sala, no sofá, o A. no meio com um de cada lado, ignoraram-me, estavam bem no aconchego do Pai, não senti que fosse dia da Mãe.

Estiquei os braços a baby V. não ligou, pedi um beijinho a baby M., não deu, não me apeteceu mesmo que fosse dia da Mãe.

Passado um bocadinho Baby V. quis vir ao meu colo, Baby M. correu em minha direccão enquanto gritava MÃEEEEEEEEEEEE…apeteceu-me que fosse dia da Mãe.

O dia correu como de costume, envolto em biberões, chuchas, fraldas, birras, sopas, sestas, banhos, senti que era dia da Mãe.

No instante que Baby M. nasceu percebi que ser Mãe não é um compromisso diário, é sim um compromisso para a vida, um compromisso com dias mais ou menos fáceis, com dias mais ou menos felizes.

Todos os dias é dia para ser vossa Mãe.

♡♡♡♡

29/04/2015

Para lerem quando crescerem* #7 - Do verbo desistir...

Queridos filhos, 

A ideia de se desistir vem quase sempre associada à falta de coragem, à falta de determinação, à falta de vontade em ir em busca daquilo que se quer. 

Não!

Há momentos em que é necessário desistir, desistir de comportamentos, desistir de pensamentos, desistir de um trabalho, desistir de pessoas até... 

Defendo que aquilo que desejo e pelo qual luto e alcanço me deve fazer feliz, mas se afinal de contas não faz é porque há alguma coisa errada, ainda assim insisto, insisto porque nem sempre posso desistir, insisto essencialmente por comodidade, por orgulho ferido, por apego, por teimosia, por dependência, e dou por mim a insistir no que não me faz feliz, e isso, vai minando a minha essência.

Às vezes é tempo de desistir e parar de insistir, sem medo de parecer que baixamos os braços, que se fracassou, que se lutou pouco, que se precisava de ter mais coragem ou ser ainda mais forte e determinado para me conseguir manter numa situação que me faz infeliz. 

Confesso-me imperfeita, confesso que já desisti, já desisti de um amor por ter encontrado outro maior, já desisti de um trabalho que não me fazia feliz, já desisti do que me faz mal, já desisti de amizades, de sonhos, de planos, de tanta coisa…simplesmente, parei de insistir. 

Aprendi que às vezes tenho que desistir e desistir não é nada mais do que parar de insistir.

Desistir às vezes faz bem!

A Mãe que nunca vai desistir de vocês. 

♡♡♡♡

 *para quando souberem ler

24/04/2015

O meu maior desafio enquanto Mãe de dois!


Ela bateu-lhe com o microfone do Panda na cabeça, ralhei com ela.

Ela zangada porque lhe ralhei puxou-lhe os cabelos.

Ele chorou.

Disse-lhe que se não gostava do irmão que o íamos dar a outra senhora, que ele ia morar para outra casa.

Ela chorou.

Chorou enquanto me dizia não, não, não, Pixente não vai embora!

Pedi-lhe para lhe ir dar um beijinho, um abraço e pedir desculpa, ainda assim, orgulhosa, não foi.

Este será sem duvida o meu maior desafio enquanto Mãe destes dois bebés, conseguir incentivar a cumplicidade entre os dois, ter a capacidade de explicar que devem dividir objectos e acima de tudo afectos, fazer com que juntos percorram um percurso que lhes permita criar vínculos que durem uma vida inteira, que não briguem, que não voltem as costas um ao outro, que sejam amigos.

Quero conseguir ensinar aos meus filhos o verdadeiro sentindo de um irmão, a importância um do outro nas suas vidas.

Os irmãos não são escolhidos como os amigos, são as pessoas com quem se divide a casa e os pais, sem o ter pedido.

Tenho em crer que a qualidade do relacionamento entre os irmãos depende essencialmente de como os pais se organizam para acomodá-los, de como os pais evitam dar mais atenção a um do que a outro, de como os pais mostram que cada um tem seu lugar.

Desejo que sejam os melhores amigos, verdadeiros companheiros de uma vida, que se amem verdadeiramente.

Espero sinceramente, estar à altura deste desafio!

♡♡♡♡

23/04/2015

IVI - Instituto Valenciano de Infertilidade


Quando penso na difícil e complicada gravidez do V., penso também na quantidade de mulheres que pagariam para passar por tudo o que eu passei para conseguirem alcançar o sonho da maternidade.

Digo muitas vezes que a maternidade é madrasta, e a infertilidade será sem duvida a mais cruel das madrastas na vida de uma mulher que anseia ser Mãe.

INFERTILIDADE é palavra tabu, felizmente e com o passar do tempo, cada vez mais vai sendo um assunto falado e assumido por quem sofre desta que é já uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, com uma percentagem que se estima atingir cerca de 10% a 15% da população em idade reprodutiva.

O IVI é o Instituto Valenciano de Infertilidade implementado no mercado português, desde 2006. São já mais de 36 clínicas IVI espalhadas por todo o mundo, Portugal, Espanha, Índia, Brasil, Argentina, México são alguns dos países que oferecem aos cidadãos comuns os melhores tratamentos de Reprodução Assistida.

Há mais de 9 anos que  o IVI Lisboa ajuda inúmeros casais a tornarem realidade o sonho de serem pais, tendo nascido mais de 2.000 crianças em Portugal, com a ajuda dos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida, como a Inseminação Artificial ou a Fecundação In Vitro.

Atualmente o IVI também ajuda casais serodiscordantes a terem bebés completamente saudáveis e livres do vírus, há já alguns casos de sucesso de crianças nascidas através de tratamentos a mulheres seropositivas para o vírus do VIH, Hepatite B e Hepatite C.

Outro dos serviços que é prestado é a vitrificação de ovócitos, este serviço possibilita o congelamento dos ovócitos ainda com qualidade, em mulheres que querem adiar a gravidez, por algum motivo social ou profissional, ou em mulheres que estejam a atravessar uma doença, como o cancro, antes de iniciarem tratamentos como a quimioterapia ou a radioterapia.

Este tema além de delicado ainda não é muito falado em Portugal, felizmente e ao longo do tempo tem sido desmistificado junto do publico em geral, nomeadamente, mediante campanhas de sensibilização, folhetos informativos, audiências com deputados, caminhadas, manifestações e sessões de esclarecimento.

À Conversa no IVI é a primeira sessão de esclarecimento, sobre Tratamentos de Reprodução Assistida, que vai ser promovida pelo IVI a título GRATUITO no dia 5 de Maio pelas 19h na Avenida Infante D. Henrique, 333 H - Esc. 1 - 9ª, 1800-282 Lisboa.

É importante que se procure ajuda especializada, é importante que se perceba que a infertilidade é uma doença, que esta doença tem tratamento e uma recompensa de uma nova vida.

Contactos IVI aqui e aqui 

22/04/2015

11 meses de Baby V.




Faz hoje 11 meses que te beijei pela primeira vez, um beijo perfeito… um beijo que tomou conta de mim, tu que tomaste conta de mim no momento em que te beijei primeiro com os olhos depois com os lábios!

10 segundos nos lábios e o resto da vida na minha memória.

11 meses de ti...

♡♡♡♡

21/04/2015

À minha amiga M. ♡



A M. é aquela amiga a quem pela primeira vez chamei melhor amiga. 

Ontem a M. fez anos, dei-lhe um envelope, abriu e ficou desiludida, o envelope tinha o convite do baptizado de Baby V. de quem ela vai ser Madrinha, mas ainda assim ficou desiludida, disse-me que esperava que lhe escrevesse qualquer coisa, umas palavras bonitas como dizia em tom trocista.

Antes de começar a unir estas palavras parei para reflectir, deixei todas as nossas memórias – as recentes e as antigas – ocuparem a minha cabeça, e fico feliz quando recordo o que já vivemos juntas e fico expectante com aquilo que juntas ainda temos para viver.

Querida M.

Tenho duas palavras bonitas para te dizer – Desculpa e Obrigada! 

Desculpa por te ter desiludido ontem, por certo e ao longo destes 20 anos de amizade não terá sido a primeira vez que te desiludi, mas consigo ouvir-te a  dizeres-me “não te preocupes”, já perdi a contas às vezes que a minha consciência pesa por não ter sido a amiga que devia ser, de quando te falho ou não estou à altura do que devia e mereces, desculpa.

Obrigada por chegares sempre no momento certo, no momento que eu mais preciso, por estares comigo quando sorrio mas também quando choro, por teres um sentido de humor e uma gargalhada contagiante, um sorriso travesso, um olhar perspicaz, por aceitares os meus defeitos, pela sabedoria do uso do silêncio quando sabes que ele próprio vai dizer tudo o que preciso, por me reprovares com um olhar mudo por não me quereres magoar com as palavras, por me incentivares quando tenho medo, pelos segredos sempre bem guardados, por compartilhares comigo o que me faz doer e o que me angustia, por me ensinares que a vida é como uma peça de teatro, que por vezes não há tempo para os ensaios e ainda assim temos que subir a palco e dar o nosso melhor.

Sou tão feliz por te ter na minha vida!

♡♡♡♡

17/04/2015

Hum...

O A. estava com baby M. em plena sessão cinematográfica, quando chega o Padrinho de Baby V.

Da cozinha oiço a interessante conversa sobre o ainda mais interessante filme que viam.

A: Já viste este filme? Este filme é muito bom!

Padrinho G.: Hum...Não!

A: E a miúda canta muito bem.

Padrinho G.: Hum...Pois!




♡♡♡♡

16/04/2015

Coisas dela#6



Eu: Madalenaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, sai de cima do teu irmão, ele é mais pequenino que tu, podes magoá-lo. Ele é bebé!

Baby M: E eu Mãe? 

♡♡♡

13/04/2015

Amor é...


Chorar por um simples anel!

Foi um fim de semana em que por vários momentos coloquei em causa a minha sanidade mental, a lima das unhas que encontrei no copo da escova dos dentes, os morangos que estavam guardados no micro ondas, o arroz que foi aberto e guardado sem entrar na panela, mas o mais grave, o mais grave de tudo, foi olhar para a minha mão esquerda e não ter a minha aliança de noivado.

Há muito tempo que não me lembrava de ter um momento em que bloqueasse daquela maneira, fiquei quase que petrificada a olhar para a mão, comecei louca a correr a casa toda a tentar lembrar-me onde seria possível ter perdido a aliança ou se por acaso a tinha tirado, mas a minha cabeça estava vazia ao contrário dos olhos que estavam a esta altura já cheios de água que derramou quando oiço a minha Mãe dizer que a tinha perdido de tão magra que estou, bem tentava pensar mas não conseguia.

Não conseguia pensar tal como no dia em que juntos saltámos 5000 metros de altitude e ao por os pés em terra ele me põe a aliança no dedo e me pede em casamento.

No dia que saltámos juntos e selámos o momento com um simples anel foi o começo de uma nova etapa na nossa vida.

Há momentos que não se repetem por muito que se tente, há objectos que não se substituem e esta que exibo com orgulho como que a gritar ao mundo que a ele pertenço é insubstituível.

Sim apareceu, estava na cama da Baby M., continuo sem saber como foi lá parar…

Sou só eu que acho que perder uma aliança é perder um bocadinho de uma história? 

♡♡♡

08/04/2015

Baby V. já gatinha!




Baby V. descobriu a primeira forma de se deslocar sozinho... 

Seguramente já não quererá estar mais quieto... esta sua inquietude que significa nada mais nada menos que o inicio da suas descobertas.

Seu grande crescido podes crescer um bocadinho mais devagar?

♡♡♡

P.s. Alguém reclamou que o video estava no Instagram mas não estava no blogue!

07/04/2015

Das voltas da vida...

Fizeram-me uma proposta e eu atirei-me de cabeça sem pensar duas vezes, sem pensar nos prós e nos contras que essa decisão poderia trazer para mim, para nós...

No compasso de espera, havia dias em que desejava não ser escolhida, havia outros dias em que pensava no disparate que pensava em não ser escolhida e desejava ser escolhida.

Fui escolhida!

O medo…o medo de sair da zona de conforto, de seguir por caminhos mais sinuosos e arriscados.

A vida dá voltas, quando me vejo a mim e às voltas que a minha vida tem dado até chegar à vida como é agora vivida não deixo de esboçar um sorriso e um certo ar de admiração, um segundo que vira o segundo anterior do avesso, uma palavra que vira a palavra anterior ao contrário, encho o peito de ar, faça chuva ou faça o sol e sigo o caminho que o sei, com curvas, subidas íngremes e buracos, mas que ainda sem medo de o fazer.

Tudo na vida é uma escolha, cada um escreve a sua história à sua maneira, eu decidi sair da introdução e dar espaço a um novo capítulo.

O tempo não pára e a vida não espera.

Dei um salto, e em vez de cair espero conseguir voar!

Desejem-me sorte!

♡♡♡

02/04/2015

Baby V. bate palminhas!


Há Mães chatas, Mães que fazem dos filhos macaquinhos, sempre a quererem que os filhos mostrem as suas habilidades: bate palminhas! diz olá, agora diz Mamã! faz adeus!

Eu sou uma Mãe dessas, chata, mas eu não seria assim se baby V. não batesse palminhas tão bem mas tão bem, ao ponto de não lhe resistir... de ser mais forte do que eu... e só lhe peço 10 vezes por dia para o fazer.

Se calhar não sou chata mas sim muito chata.

V. bate palminhas para a Mamã JJJJ

♡♡♡♡

31/03/2015

As Mães segundo Herberto Helder

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.


(excerto do poema «Fonte», publicado em A Colher na Boca, 1961)

                                                                                                                                      Herberto Helder
                                                                                                                                             Poesia Toda
                                                                                                                  Lisboa, Assírio & Alvim, 1990

                                                                                                                                      

27/03/2015

Nosso Menu - Semana 13/53


Sou da opinião que todas as famílias são especiais, mas há umas que por alguma razão ou várias razões são um bocadinho mais especiais do que outras, o menu de hoje é elaborado por uma dessas famílias um bocadinho mais especial, a família Los Amados.

Ouvi  falar pela primeira desta família aqui, e confesso que na altura li este post várias vezes e terminava sempre com um sorriso e a pensar na sorte que o Z.M. tinha de ser filho da R. e do J.

Na altura desconhecia por completo que esta família tinha um blogue, no principio do ano quando o descobri acabei por revirá-lo de uma ponta à outra tal era a sede de conhecer cada vez mais a essência desta família que a cada post que lia mais certezas me davam do quanto são simples, descomplicados, pés na terra e com um amor desmedido uns pelos outros.

A R. e o J. são pais biológicos do M., do Z.M. e do X. que está a chegar a qualquer momento, são pais de coração da T., a T. tem uma participação activa no blogue, leiam os post dela, vão perceber que não tinha outro lugar senão nesta família um bocadinho mais especial.

A Mãe desta família de 5 quase quase quase 6, teve durante uns tempos de cama nesta gravidez do X., e por razões óbvias não me ficou indiferente, tomei a liberdade de lhe enviar uma mensagem e convidá-la a fazer um menu para que de alguma forma tivesse um momento de distracção.

Presenteou-me com um menu integral e ainda com as suas explicações:

Notas: pequeno-almoço descrito é para os mini manos, a mãe e a Tânia comem torradas com chá ou café e o pai bananas.
Os legumes variam todas as semanas de acordo com o que vem no cabaz da semana e adaptamos as receitas aos mesmos. Todas as refeições são acompanhadas por sopa e fruta.
Só a mãe e a Tânia é que almoçam e lancham em casa ao dia de semana.



Querida R. muito obrigada, que baby X. chegue rápido, estou desejosa de o conhecer. 

♡♡♡♡