26/01/2016

A culpa foi da Martha Stewart

Chego a casa sem nada para o jantar.

 

Entro na cozinha, abro o frigorifico e encontro: um peito de frango assado no forno com limão.

 

Encarno a Martha Stewart que há em mim e decido fazeres-lhe uma receita de “One Pot Pasta a la Mama B.”

 

Massinha, alho, tomate fresco, cenoura aos cubos, orégãos, o peito de frango todo desfiado, água, um fio de azeite e lume.

 

Vou a correr ter com o A. orgulhosa do meu feito enquanto alegremente dizia que o jantar deles estava a fazer e que não teríamos que recorrer a salsichas e ovos.

 

Jantar pronto!

 

Filhos na Mesa.

 

Baby V. só abre metade da boca.

 

Baby M. começa a fazer caretas.

 

Diz o A. entre dentes e baixinho:

 

- B. acho que eles não estão a gostar.

 

Começam os dois a cuspir.

 

- B. eles não estão mesmo a gostar.

 

- Nãooooo? como não? eu fiz isto com tanto amor, inspiração e criatividade.

 

- Puseste um bocadinho de sal?

 

Como defraudar as expectativas de uma Mãe com um simples ingrediente!


❤❤❤❤

 

15/01/2016

Isto de fazer anos...



... a 48 horas de fazer anos paro e reflicto sobre estes anos que provavelmente representam metade da minha vida.

Se tivesse escrito este post há dois dias as palavras usadas talvez fossem bem diferentes, o estado de espirito era outro, a vontade era diferente e não tinha como hoje, o coração na ponta dos dedos. 

Hoje percebo uma serie de coisas que fui ouvindo ao longo da minha vida e que a certa altura não me faziam qualquer sentido, hoje percebo o que é isto da idade ser um posto, de chegar a uma altura que deixamos de fazer "fretes", que as pessoas com a idade se tornam experientes e egoístas, confesso que esta última parte ainda não consigo encaixar, não deveriam as pessoas com a idade solidificar relações, qualquer ela que seja?! não deveriam as pessoas com a idade saber viver melhor em sociedade e dar mais de si?! A 48 horas de fazer 36 anos concluo que esperança é coisa que nunca perderei, que jamais tirarei os óculos cor de rosa e que serei uma eterna sonhadora.

No alto dos meus quase 36 anos sei que a felicidade é realmente efémera, o que é agora pode não ser no minuto seguinte, e  que o truque é sim, almejaremos a serenidade. 

A serenidade, que é sem duvida o meu estado mental mais saudável. É quando todas as minhas emoções, pensamentos e comportamentos agem em uníssono e resultam num sentimento de tranquilidade, gratidão, contentamento, afecto pelos outros e uma profunda paz interior.


A serenidade, que traz ao de cimo o melhor de mim, melhor Mãe, melhor Filha, melhor Mulher, melhor Amiga.


Que os 36 me tragam serenidade! 


❤❤❤❤

07/01/2016

As Mães também ficam doentes

Ao tornarmo-nos Mães não deveria ser permitido que voltássemos a estar doentes.

A realidade é que antes dos filhos era-nos permitido ficar de cama com uma simples constipação mas depois de um filho nascer é nos quase vedado o direito de nos deixarmos abater. 

A rotina da casa e dos filhos continua, e mesmo que estejamos com febre ou com dor, os filhos continuam a precisar de cuidados e atenção, e por mais ajuda que se tenha, há coisas que só as Mães podem. 

Podemos estar com febre, com dor, indispostas ou cansadas que assim que somos chamadas nada mais importa e ainda que arrastadas levantamo-nos ao primeiro chamamento.

E explicar que estamos doentes e que não passa com um beijinho mágico? E explicar que não podemos estar muito perto? E explicar que ao contrário do que julgam não somos infalíveis? 

Começo o ano na outra casa e mantendo a convicção de que ser Mãe tem coisas muito difíceis.


❤❤❤❤

06/01/2016

Slow Parenting


Ser Mãe é completamente impossível de descrever.
É amar incondicionalmente, é rir e brincar, é chorar e desesperar, é transbordar de alegria com um abraço apertado, é sentir orgulho, é sentir medo, é sentir angústia, é sentir felicidade… ser Mãe é tudo isto e muito, mas muito mais. 

É também sentir preocupação, é querer dar o melhor aos nossos filhos e guiá-los da melhor forma para fazer deles pessoas felizes. 
E no meio desta nossa tentativa de dar o nosso melhor é natural que nos deparemos com inúmeras teorias e correntes sobre a melhor forma de educar.
E tão díspares que são! 

Mas há uma corrente que a mim me desperta particular interesse, o “Slow Parenting”.

O "Slow Parenting" defende uma verdadeira desaceleração da vida e a opção por uma educação com menos pressão, menos actividades, menos gadgets tecnológicos, menos compromissos, menos metas e, consequentemente, menos pressa, mais brincadeiras e mais presença, proporcionando uma infância mais tranquila e que permita às nossas crianças explorar o mundo ao seu ritmo.

Querem saber um pouco mais?

Esta teoria do “Slow Parenting” choca com a ânsia dos pais quererem e exigirem que os filhos sejam os melhores em tudo, sobrecarregando-os com actividades extra curriculares que se juntam a cargas horárias escolares pesadas e rotinas rigorosas, pensado que assim os preparam melhor para o futuro e a ter o seu lugar ao sol num mercado de trabalho adulto altamente competitivo, proporcionando o melhor que eles podem ter em termos de educação, para desenvolver todas as suas habilidades e potenciais. 

Tudo isto são formas de pensar e agir cheias de boa intenção e que, inclusivamente, podem exigir sacrifícios por parte dos pais, nomeadamente pessoais e financeiros. 
Mas o “Slow Parenting” defende que é preciso PARAR. É preciso proporcionar uma infância calma e diminuir a velocidade das exigências. É preciso criar espaço para que os pais possam estar mais presentes e deixarem de ler e-mails enquanto brincam com os filhos ou de estar sempre a correr para não chegarem atrasados a compromissos em excesso. 
O que o “Slow Parenting” propõe é resgatar a infância como um período de descobertas e aprendizagens, permitindo que os filhos sejam eles próprios e não aquilo que os pais desejam que eles sejam.

Este movimento baseia-se em alguns princípios. Do que li e pesquisei, basicamente tirei estas conclusões:

1. É importante dar ouvidos às crianças. Ouvir os nossos filhos é fundamental para estabelecer uma relação de amor e confiança. É também importante cultivar a habilidade de os observar, assim como às outras crianças, para podermos ter em conta as diferenças de desenvolvimento em todas as idades. Mas atenção: “dar ouvidos” não é deixá-los fazer o que eles querem: a ideia é permitir que eles sejam quem são mas que não deixem de fazer o que é necessário ser feito. Assim, dizer NÃO é perfeitamente legítimo e necessário, assim como estabelecer limites.
2. O “emprego” das crianças é brincar. Brincar nem deveria fazer parte da agenda da criança: é uma condição do desenvolvimento.
3. Actividades extra curriculares em excesso são de evitar. As actividades extra curriculares podem ser muito boas quando ajudam a exercitar a mente e o corpo, mas são nocivas quando são em excesso. Na verdade, as crianças até aos 5 anos de idade devem aprender livremente e apesar de a partir dessa idade já aprenderem de forma mais sistematizada, as actividades devem ser na dose certa. Por isso é importante aprender a reconhecer quando uma actividade não vale a pena ou deixou de ser produtiva. São aulas de inglês que querem? Que assim seja. São aulas de dança? Que assim seja. Aulas de surf? Que assim seja. Mas não as três…
4. Menos, menos. Menos correria para tudo, menos consumo, menos metas, menos comparações, menos rótulos e mais tempo livre para as crianças brincarem, simplificando-lhes a agenda. 
5. O tédio faz bem. Deixar que as crianças fiquem entediadas é uma forma de fazer com que elas aprendam a ser mais criativas, permitindo a expansão da mente a novos e livres pensamentos. 
6. O ócio familiar é necessário. Reservar algumas horas por semana para “não fazer nada” em família é importante. A ideia é conversar, jogar, cozinhar, etc., sem nenhuma programação prévia. Mas atenção: o “Slow Parenting” não defende o ócio na educação, pois isso pode resultar em pais ausentes e filhos indisciplinados. O ócio deve ser cultivado como um valor e como um momento específico. Como já foi dito, uma criança precisa de rotina e limites. 
7. Fazer novos amigos é fundamental. Quando forem ao parque com os vossos filhos resistam à tentação de estar sempre a brincar com eles. Deixar as crianças relacionar-se com outras crianças é importante. O círculo social dos filhos precisa ser maior do que apenas o círculo familiar.
8. Não pressionar é essencial. O “Slow Parenting” não significa descartar todas as formas de disciplina. A ideia é incentivar as crianças a fazer coisas, a seguir as suas paixões, encontrando o equilíbrio entre as exigências diárias e o que é importante para elas. Para as crianças, compreender-se a si, aos outros e ao mundo já é uma aprendizagem enorme, por isso não faz sentido que os adultos acrescentem ainda maiores exigências sobre elas.


Slow Parenting = mais brincadeira e menos compromissos

Créditos: Ties

Créditos: GPE Photography

♡♡♡♡ 

Post escrito em parceria com a Zaask

01/01/2016

Bem vindo 2016!


Ela pequenina sentada na cadeira pequenina, ele pequenino encosta-se a ela com a mão pequenina nos seus joelhos, envolto nos seus braços pequeninos ela baixinho diz-lhe segredos, ele ri-se baixinho. 

Assim começou 2016. 

Isto é tão grande! 

❤❤❤❤

31/12/2015

Em 2015...

...mudei de trabalho duas vezes, tornei-me Madrinha do B., baptizamos o V., criei um marca de roupa, não me dediquei devidamente, não escrevi tanto quanto queria, não alterei o layout do blogue como desejava, estive durante meses dedicada a um possível projecto e não fui escolhida para ficar, aprendi que é importante tentar sempre, abri horizontes, tive vontade de fazer grandes mudanças, resolvi assuntos pendentes que me angustiavam, não me dediquei tanto quanto queria à família e aos amigos, não estive à altura enquanto mulher do A., esqueci-me de mim e consequentemente de nós, não viajei, corri uma mini maratona, não li um único livro, não fui ao cinema, assisti à melhor peça de teatro da minha vida, tive o privilegio de assistir a uma missa intimista no campo, aprendi a gostar de vinho tinto, passei a ouvir Mãe de duas vozes pequeninas, comi mal, dormi ainda pior, não fui tão boa Mãe quanto quero ser, ri-me muito mais do que chorei, continuei a fazer-me de parva e a ignorar situações, errei, arrependi-me, eles foram sempre a minha prioridade, senti-me perdida, procurei o meu rumo, não o encontrei...ainda!

Um ano de poucos feitos aos invés de 2014, não fosse eu inexplicavelmente adversa aos anos ímpares.

Até já 2016!

♡♡♡♡

09/11/2015

As coisas que tu te lembras...



Sim, são meias por cima das calças.
Não é bonito mas sabe bem! 

Raios partam as amigdalites que insistem em manter-se na minha vida.

A febre e o mau estar obrigaram-me a ficar em casa, como estás constipadinha convidei-te a ficar em casa comigo, não hesitaste, e com o sorriso mais querido do mundo aninhaste-te em mim e disseste que sim baixinho.

Perguntaste-me várias vezes porque estava doente, disse-te que tinha um
dói dói na garganta, continuavas sempre a perguntar porquê? como é tinha feito o dói dói? Se doía? Se tinha sangue? Se dava para por um penso das joaninhas? 

De todas as perguntas houve uma que me fez gelar, perguntaste se por causa deste dói dói a cama que estava na sala quando o mano era pequenino e estava na minha barriga ia voltar.

Achei que te lembravas porque se falou recentemente sobre isso e tu ouviste, mas não... descreveste todo o cenário, onde estava, como estava, como era...

Ensinas-me tanto!

E eu gostava de te ensinar que há coisas que não vale a pena reter. 

Nunca menosprezar a tua memória!
Nunca! 

❤❤❤❤

05/11/2015

04.11.2012


Ontem há 3 anos atrás...

Nasces tu.
Nasço eu.
Nascemos as duas. 
Tu filha eu Mãe! 

A chapada de amor assim que os meus olhos te alcançaram, amor desenfreado, desmedido ainda que calmo e sereno.

Contigo aprendi o que era isto do Maior Amor Existente! 

Um beijo e um abraço teu e xiuuuuu...nada mais existe... o meu mundo pára! não há tempo, não há pressa, fecho os olhos, aproveito o momento e agradeço! 

❤❤❤❤

22/10/2015

É isto mesmo!


Recordou-me o facebook que hoje, há 3 anos atrás, começava a contar os dias para nasceres.

Não sabia ao que ia, o que era isto de ser Mãe, mas tudo ia ganhando mais sabor, mais sentido, mais desejo à medida que crescias dentro de mim.

Nunca tive medo, sabia que não ia ser um: E agora? mas sim: É isto mesmo!

O sentido da vida, o seu rumo, o seu caminho mudará, viver em função e dependente de alguém, de ti! 

Sem duvida, é isto mesmo!

❤❤❤❤

13/10/2015

Podiamos ser nós!

http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/a-foto-de-familia-que-esta-a-dar-que-falar-nas-redes-sociais


Penso muitas vezes em como seriam se tivessem nascido?
Como seria nossa vida? 
Meninos? Meninas? Nunca quis saber!

Podiamos ser só 2.
Somos 4!

Mas há dias em que somos 6.

❤❤❤❤

08/10/2015

Da Cumplicidade...


- Biiiimmmmm Diiiiaaaa!

Gritas tu Baby M. quando vês o teu mano pela manhã.

Tu Baby V., gargalhas de alegria enquanto corres à procura de Baby M. que corre desenfreadamente como que a desafiar-te para um jogo de apanhada ou de escondidas.

Ao fim de um minuto oiço gritos e choros, um empurrou, outro puxou, um não emprestou e outro amou, a chucha que foi roubada, o brinquedo que foi tirado e por vezes alguém foi batido.

Ainda assim, e sabendo que há coisas que não se explicam, que não se ensinam, faço todos os dias o trabalho de casa: "Incutir a Cumplicidade". 

❤❤❤❤

06/10/2015

Da Frustração...

 

Andas a comer mal.

 

Ligo para a escola para saber o que comes durante o dia.

 

Comes melhor que em casa, ainda assim com algumas recusas. Nada que me surpreenda.

 

Perguntei como está a ser a tua adaptação e como te comportas:

 

- É Teimosa! Muito teimosa. É difícil de dar a volta, teima sempre em levar a sua vontade ao ponto de terem que lhe abrir os olhos ou fazer cara feia.

 

Volto a não ficar surpreendida.

 

Dizem-me ainda que conseguem que acabes por ceder mas que depois choras, atiraste para o chão e pedes a chucha e o Doudou como conforto.

 

Desligo o telefone faço todo o filme na minha cabeça e apetece-me correr para te ir buscar.

 

Engulo o choro e fico como tu... Frustrada.

 

Talvez esteja a falhar, talvez não esteja a ensinar-te a enfrentar o mundo real e te proteja em demasia.


Essas tuas frustrações que por vezes se traduzem em birras e descontrolos que me descontrolam, e eu... e eu cedo!


Já não és a bebé que eu sentava no carrinho quando queria, a realidade é que estás a crescer e todos os dias conquistas um bocadinho mais a tua independência e vontade.
Chego à conclusão que a melhor maneira de me acalmar e não me culpar tanto é voltar atrás no tempo e pensar se teria feito alguma coisa de forma diferente.
Não, não fazia. 
Tenho uma vida para te educar, reeducar e ensinar o que julgo melhor e correcto para ti.
E o amor, esse nunca é demais.
Mãe 
❤❤❤❤

30/09/2015

Dos Amigos...


Há uma verdade absoluta quando vos digo que os amigos não são todos iguais e somos nós que temos a possibilidade de os escolher.

No entanto, há uma magia qualquer que faz com que nos aproximemos mais de umas pessoas do que de outras. 

Fascina-me este lado inexplicável e incompreensível das amizades, de as tornar sólidas, especiais e impares.

Primeiro a empatia, depois a cumplicidade e por fim a afinidade, um simples gesto, uma troca de olhares, os gostos comuns, as semelhanças, as diferenças, as emoções e sentimentos que nascem não se sabe onde nem como, os amigos, os tais amigos que nos confortam com um simples sorriso ou um abraço, que transformam cada encontro num bom momento, amigos que fazem esquecer silêncios e qualquer distância.


A magia da amizade que por vezes surge por um mero acaso, e que lentamente vai fortalecendo entre o que contamos e o que calamos, intimidades partilhadas, alma e coração cheios, alegria por estar juntos, e simplesmente, ficar feliz por isso.


Se tu vens às quatro da tarde desde as três eu começarei a ser feliz.


Vivo com a missão de vos tornar amigos assim, amigos para a vida.


Mãe


❤❤❤❤

Outro Outono...



Tirei esta fotografia a Baby V. e falei sobre as folhas secas que ele pisava e que o Outono estava a chegar, perguntaste-me de seguida o que era. 

Tentei, mas és ainda pequenina para entenderes o que são as 4 estacões do ano, disse-te então que o sol ia começar a ir para a cama mais cedo, que ia começar a ficar um bocadinho mais de frio e que tínhamos que começar a calçar sapatos e vestir casacos.

- Não Mãe, és tonta, não vês que está calor.

Sorri-lhe...

Afinal de contas o Outono é muito mais do que dias que gradualmente vão escurecendo mais cedo, e mais do que o quente que se torna ameno. 

Outono é quando despertam as lembranças das últimas férias já em jeito de saudosismo, é a chegada das primeiras semanas do ano lectivo que o fazem tornar-se persistente na memória, é quase como que um convite da natureza ao conforto, um chá, um bolo, uma manta....

O Outono é conforto, é recomeço, é o voltar às nossas vidas.

Um dia vão perceber...mas vai demorar!

Mãe

❤❤❤❤

28/09/2015

Os nossos dias...



Os nossos dias são simples, gosto disto da simplicidade da vida.

Os nossos dias correm rápido, os nossos dias são uma corrida constante, a grande maioria das vezes vividos num tempo fora do tempo e por vezes num mundinho só nosso. 

Tento acertar passo com o mundo "lá fora" mas vou aprendendo que é bom aceitar que não tenho que correr para chegar a todo o lado, se chegar cheguei se não chegar...sorte a minha, ter-vos sempre à minha espera!

❤❤❤❤

30/07/2015

Mudanças...


Andava a adiar que este sentimento me invadisse, sabia que ia chegar mas andava a evitá-lo, preferi desligar, não sofrer por antecipação e esperar que o dia chegasse, é amanhã! 

Tinhas 4 meses quando te deixei ao cuidado desta que foi a tua casa durante dois anos e meio, lembro-me que desci as escadas pé ante pé para ouvir se choravas, não choraste. Chorei eu!

Não houve um único dia ao longo deste tempo que tivesses ficado a chorar ou tivesses dito que não querias ficar.

Foste acolhida por um conjunto de pessoas às quais não posso deixar de agradecer por tão bem terem cuidado de ti, pessoas que te ensinaram, que te ajudaram, que te fizeram crescer e que em muito são responsáveis pelo pessoa maravilhosa que te estás a tornar.

Foste muito feliz nesta escola, mas chegou a hora de mudar, vais para a escola dos crescidos. Desculpa, não consigo acrescentar tempo ao tempo, estás crescida.

Que aprendas com sorriso nos lábios o significado da palavra adaptação, que sejas tão ou mais feliz nesta nova etapa da tua vida minha querida.

Com um misto de angustia e tristeza, ainda que a sorrir, um muito obrigada à Inês C., Dulce, Mafalda, Inês A., São, Fernanda, Leonor, Filipa, Paula, Vera e Raquel, que mais do que o profissionalismo deram à minha baby M. o que há de mais valioso: tempo, atenção, dedicação, amizade e amor.

❤❤❤❤

15/07/2015

Amanhã é outro dia...


Não percebia quando me falavam sobre o ciclo da vida e das coisas...

questionava-me inúmeras vezes sobre o que significava, o que era afinal isto do ciclo da vida, o que era isto das coisas terem ciclos como se tivessem obrigatoriamente um inicio e um fim...

a realidade é que a vida me tem ensinado que há coisas com inicio e fim e que há momentos em que me devo soltar, mudar, fechar portas, terminar capítulos, encerrar ciclos! 

hoje, já sei quando um ciclo chega ao fim, não insisto em permanecer, insisto sim em mergulhar num novo ciclo.

Sou uma pessoa de dentro para fora, acredito em sonhos e não em utopia, estou aqui para viver, cair, aprender, levantar-me e seguir em frente. 

Hoje sou assim, mas...amanhã já me reinventei.

Reinvento-me sempre que a vida me pede uma mudança, quando a vida me pede mais. 

Não me dou pela metade, não gosto de meios termos, não sou meio amiga nem quase amor, gosto de ser tudo. 

Um ciclo que se fechou, um novo ciclo que começa! 

03/07/2015

O melhor do meu dia...#2

Receber este email faz-me continuar a acreditar que este blogue afinal ainda vale a pena J

Querida "grávida acamada"

Nunca fiz isto na vida, nunca escrevi a nenhum autor de blogue, livro, crónica, a propósito da sua obra.
Mas desta vez teve que ser. Teve que ser, adivinhe-se porquê?
Estou grávida de um bebé V. (o mesmo nome!) e estou acamada....E tambem fui uma "feliz contemplada" com diabetes gestacional...
Quando fiquei inicialmente num repouso "parcial", como gosto de chamar, descobri o seu blogue e pensei "Caramba, há pessoas extraordinárias! Como é possível manter o espírito positivo quando se é atirado para uma cama naquele suposto estado de graça a que se chama gravidez?"
E eis que, pouco tempo depois, seria a minha vez de estar no repouso a "full time"...
Reli todos os posts que escreveu na gravidez do seu V. e cada um deles era uma lufada, não propriamente de ar fresco, mas de esperança! Porque tinha passado mais um dia, mais uma semana, mais um mês... E não só o seu V. continuava na sua barriga como também a sanidade mental se mantinha na sua cabeça. E por isso, lhe agradeço. Mas mesmo que tivesse sido diferente, agradecer-lhe-ia na mesma, porque partilhou connosco provavelmente um dos períodos mais difíceis e antagónicos da sua vida, ajudando-nos (sim, não somos assim tão poucas) a encarar este período com mais ânimo e esperança. E quem passa por uma situação semelhante sabe o quão difícil é sair incólume.

Também tenho um filho mais velho, de 3 anos, com quem não "brinco"... Entenda-se, leio-lhe imensas histórias, vemos desenhos animados, pintamos, mas não brincamos aos piratas, aos crocodilos, aos bombeiros, não jogamos à bola nem damos passeios. E claro, não lhe pego ao colo há meses... Até ele me pergunta se vou ficar deitada para sempre...

No meu caso foi o meu pai que se mudou de armas e bagagens cá para casa para ajudar (super pai, super avô), a minha irmã que sempre que pode vem até cá e um maridão que depois de um dia enorme e cheio de trabalho, brinca infinitamente com o nosso filhote.
Por isso no meio disto tudo, deve haver quem esteja pior, não é?

Chegámos hoje às 28 semanas, e cada dia que passa é uma vitória! Ainda hoje reli o seu post do dia em que fez 28 semanas (Bom fim de semana, 28 de Março de 2014). Sabe bem ler pensamentos positivos.

Continuarei a ler o seu blogue com imenso carinho e admiração. Inspirada pela sua ideia, comecei a escrever um diário, só para mim, mas que tem ajudado a desabafar!

Um grande bem haja e muitas felicidades 

Querida E. está quase...

Estou de coração cheio

Muito obrigada 

30/06/2015

O Baptizado de Baby V.

Quando eu e o Pai casámos decidimos, por vários razões, que quando vocês nascessem seriam baptizados.  

Dia 24 de Maio, dois dias depois de fazeres um ano foi o dia escolhido para seres batizado, estava um dia bonito de sol.

A cerimónia intima e cheia de simbolismo foi celebrada pelo nosso querido amigo Padre L. que como sempre nos acolhe na sua casa de braços abertos e sorriso nos lábios e nos faz sempre ter a certeza que o batismo é mais do que uma cerimónia. 

Reunida toda a família e amigos que mais gostamos, começou o ritual, não podia ter corrido melhor, cantaste o tempo inteiro, estiveste sempre bem disposto e nunca choraste, encheste a igreja de alegria e todos os rostos sorriam para ti. 

Foi um dia simples, ainda assim um dia cheio de muitas emoções, mais do que o teu batizado foi um dia em que celebrámos a tua vida junto de quem nos acompanhou ao longo deste teu primeiro ano de vida, junto de quem acompanhou a luta e o milagre de te termos na nossa vida.

Foi um inesquecível, um dia especial, um dia passado entre família e amigos, que vai ficar para sempre na minha memória, deste dia guardo o teu sorriso contagiante, ainda que de colo em colo a tua boa disposição e felicidade, o olhar deliciado de quem te olhava.

Neste dia voltei a confirmei que o Amor é a base de tudo, que o Amor foi a base deste milagre – TU!

















Fotos - Ties
Design convites e decoração - Pêra Doce


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29/06/2015

Mãe o que é que se passa?

E quando este blogue se transformar num livro de leitura meramente familiar, vocês vão olhar para as datas e vão perceber que deixei de escrever assiduamente neste nosso blogue há algumas semanas.  

Se me perguntarem porquê responderei que por muito que tente, que por muito que queira não consigo chegar a todo o lado.

Eu que sempre me achei a pessoa mais organizada do mundo, vi-me sem braços a medir e a gritar por tempo, o tempo que me é sempre insuficiente quando tudo o que quero fazer não cabe dentro dele, a desordenada correria do dia a dia, os compromissos sempre inadiáveis… desgastada, fiquei sem discernimento para o que é ou não prioritário.

Bem sei que por vezes temos que deixar sonhos para trás em prol de um imprevisto que se torna prioridade, e que isso nos traz frustração e exige de nós um esforço extra, mas prefiro permanecer confiante acreditando que novas situações vão surgir trazendo com elas outras oportunidades.

Que a vida vos ensine, que temos que nos aprender a moldar quando a vida assim o exige. A vida… este processo de mudança constante!

Acreditem sempre que novas prioridades são também novos desafios, novas motivações, mas o mais importante de tudo é não esquecer que a maior das prioridades é a vida, a vida e a urgência que temos de a viver.

Mas não basta simplesmente respirar e sobreviver, é preciso parar, suspirar e viver a vida com intensidade, como personagem activa e insubstituível desta nossa história e não como meros figurantes.

Passa-se que tinha muitas saudades de vos escrever e que não quero deixar de o fazer. Será uma prioridade.

Com amor 
Mãe

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