30/03/2016

Em jeito de desabafo...



É difícil a indissociabilidade do ser humano na vida pessoal e na vida profissional. 
É difícil acreditar que alguém possa ser diferente utilizando a mesma cabeça e o mesmo corpo e há quem diga que é praticamente impossível separar os ambientes, e que, assim como somos na vida pessoal somos obrigatoriamente na vida profissional.
O mundo espera muito de nós,  mas quando nos mantemos fieis a nós próprios e a consciência está em sintonia com o coração, as atitudes e decisões fluem com mais naturalidade e maior sentido de justiça.
Os diferentes papéis que assumimos perante a sociedade são representados por uma única pessoa - Nós!
O equívoco da maioria das pessoas está no facto de querer utilizar as mesmas competências para papéis distintos.
O que sou na vida pessoal até posso ser na vida profissional, até porque, tento sempre não perder a minha essência, até porque tento sempre pautar-me na vida profissional pelos princípios que vou adquirindo na minha vida pessoal. Tal como na vida pessoal, na vida profissional também os meus olhos vêem mais além, também o meu coração encerra competências e desigualdades.
Talvez nunca venha a ser uma excelente profissional...
♡♡♡♡

23/03/2016

10 anos de nós!


10 anos 

De lá para cá ...
Dá a sensação que foram 10 minutos.
De lá para cá ...
Cresceu um Amor Maior e a minha alma mudou de casa
De lá para cá . . .
nasceu uma família que para mim é tudo
Obrigado por teres aparecido continua por cá
Não sei viver sem ti lá.


(Hoje foi ele que me escreveu, escreveu no timeline daquele que faz as famílias perfeitas. mentiria se dissesse que estes 10 anos foram perfeitos, mentiria se dissesse que te amo de igual forma todos os dias, mentiria se dissesse que todos os dias me deito de bem contigo, mentiria se dissesse que conseguia viver sem ti, cá ou lá.)


 
♡♡♡♡

21/03/2016

Dois Anos de Blogue!


Não tenho a pretensão de escrever só para mim, até porque, para isso, teria um diário. Mas a realidade é que não vou contado tudo, não conto detalhadamente o que faço todos dias, também não gosto de me queixar ou enaltecer e tento ser o mais real possível, a quem vem aqui em busca de um blogue de uma família perfeita, wrong way go back, este blogue é de uma família comum, uma família igual à maioria das pessoas que me lê, um casal que se ama mas que discute, filhos bonitos (aos meus olhos) mas que têm ranho no nariz e tiram fotografias de pijama e às vezes desirmanados, o que por aqui vou contando é muito pouco planeado ou pensado, o que conto é espontâneo e verdadeiro.

E por essa razão, dou-me conta de que a qualidade do que escrevo é irregular, o interesse é inconstante, há erros, imprecisões e remendos a serem feitos, mas esta é quem eu sou, por vezes também irregular, inconstante, com erros e imprecisões e sem qualquer meta, escrevo quanto me apetece e escreverei até quando me apeteça, mas sempre e essencialmente para eles, e na esperança e expectativa de que lhes arrancarei sorrisos.

Pouco ou nada acrescento ao que escrevi quando o blog fez um ano, mantenho o cliché de que o melhor que este blog me traz são as pessoas, pessoas com quem se criam laços curiosos, ao contrário do que muito se fala, a virtualidade não impede que surja amizade, admiração, ternura até. Nitidamente, existem "famílias" na blogosfera e às vezes sinto falta de quem por aqui andou e deixou de vir.

Faz hoje dois anos que este blogue nasceu.
 
Comecei este blog sem saber nada do meio, escrevi no motor de busca "como criar um blog" e fui seguindo os passos.

A quem segue os meus, muito obrigada. 

♡♡♡♡

17/03/2016

Ser Mãe cansa!

Sem tempo para recuperar o fôlego,  sem ainda conseguir respirar fundo, saímos do bloco de partos e num segundo mudamos de estatuto.
Somos MÃES!

Aliado ao que já tínhamos na nossa vida, passamos agora a ter que dar conta de uma quantidade de coisas que se tornam efectivamente reais na nossa nova vida: a realidade da amamentação, das fraldas, dos banhos, do colo, do choro, das cólicas, das birras, das noites sem dormir, o peso da responsabilidade de ter alguém totalmente dependente de nós.

Somos levadas pelas hormonas, pela emoção do parto, pela ansiedade de ver a cara que imaginamos durante meses, pela excitação de segurar pela primeira vez no colo aqueles que dizemos ser NOSSOS, pela chapada de amor, pela grandeza deste acontecimento de nos termos tornado Mães.

No meio deste estado meio alterado de consciência, por conta das hormonas, das emoções, do novo ritmo e das exigências, não damos conta dos dias e das noites, não damos conta do passar do tempo.

A nova rotina é levada pelos acontecimentos e pelas necessidades do bebé, pensamos pouco, apenas vamos agindo, e vamos agindo como se sempre tivesse sido assim, é uma mudança radical mas num simples instante já não conseguimos conceber a nossa vida sem eles.

Os filhos chegam e instalam-se, e instalam-se curiosamente no lugar daquilo que parece ser agora o suficiente e essencial para vivermos e noutro simples instante a nossa vida deixa de ser imaginada sem eles e parece que tudo sempre existiu desta forma.

Parece simples...
Parece fácil...

Mas nem tudo é cor de rosa, há um momento em que o cansaço vai chegar e tomar conta de nós, um corpo cansado, uma cabeça exausta, um sono descontrolado e atrasado, ritmos e rotinas diferentes, o isolamento do mundo pela dedicação em pleno e em exclusivo a estes seres que nos engolem na nossa plenitude, a constante exigência, e às vezes as Mães cansadas também choram, choram de amor, choram por não saber, choram por insegurança, choram de medo, choram de preocupação, choram de cansaço.

Mas às vezes não se conta, não se conta que se chora, não se conta que é difícil, não se conta que ser Mãe é cansativo, os timelines de fotografias felizes e bonitas, a pressão social de que tudo na maternidade é maravilhoso e de que as Mães têm que estar sempre felizes tende a falar mais alto.

Confesso que tenho dias que me apetece sair a correr, bater com a porta, deixar para alguém tratar e só chegar quando já estiverem a dormir.

Confesso também que por vezes um simples sorriso desfaz como que por magia este cansaço, um olhar cúmplice que me enche de força para estar outra vez pronta para tudo, mas ainda assim, uma coisa não anula a outra, o amor, a felicidade, a alegria da maternidade não impedem que o corpo e a cabeça façam tilt, não impedem que tenhamos dias difíceis, dias cansativos.

O cansaço é legitimo, porque as Mães são humanas, e nós as Mães também nos cansamos.

❤❤❤❤

05/03/2016

Escolhas...

Esta semana Baby M. recebeu pela primeira vez um convite para a festa de aniversário de uma amiguinha da sala dela.

Já me tinham dito que a partir de uma certa idade começamos a andar a toque de caixa da "vida social" dos nossos filhos, mas confesso que me lembro do quanto gostava das festinhas de aniversário dos amigos da escola  e por essa razão estava curiosa para também ela começar a ir a estas festinhas inesquecíveis que fazem parte da infância.

Hoje em conversa com uma outra Mãe que me questionava se a Madalena ia à festa da C., porque não tinha ido às duas festas anteriores, percebo que: Festas anteriores?? Hum... pois este foi o primeiro convite que a M. recebeu! 

Confesso que fiquei triste, talvez por a M. ser a mais pequenina seja vista com outros olhos, afinal de contas todos os meninos estão a caminho dos 4 anos quando ela praticamente acabou de fazer 3 anos, ainda assim este é um tipo de triagem difícil, e não querendo exagerar já exagerando, é uma triagem feia. Feio isto convidar uns meninos e não convidar outros!

Bem sei que por vezes é dificil, e até impossivel, convidar todos os meninos, e somos nós pais que os obrigamos a ter que fazer essa escolha, uma simples triagem que pode magoar quem ainda não tem capacidade para gerir emoções e frustrações.

Hoje escreve uma Mãe triste e com pouco estofo para estas situações, é verdade que ela ainda não percebe, mas e quando perceber? e quando me perguntar porque não foi convidada? E quando um dia tiver que ser eu a dizer-lhe que tem que escolher? 
 
Sei que os meus filhos não vão ser convidados para todas as festas, que eles se vão apaixonar por pessoas que não se vão apaixonar por eles, que se vão desiludir com amigos... tantas decepções e frustrações pelo caminho, tanta coisa que não vou conseguir controlar. 

Bem sei que os tenho que criar para o mundo, mas quando o mundo os magoa a minha vontade é de os por debaixo das asas, protege-los e tomar uma atitude por eles. 
 
Filhos sofrem, Mãe sofre, mas é preciso manter o foco, a atenção e ter calma, muita calma para todos os detalhes que não estão previstos no sonho da maternidade.

Amanhã já me passa...

❤❤❤❤

02/03/2016

Bechamel no Mercadito da Villa



A minha ausência deve-se ao facto de andar com a cabeça a mil com a preparação da nova colecção da Bechamel.

A quem tem chegado ao blogue, podem saber mais sobre o que falo aqui

A Bechamel estará presente pela primeira vez num mercado e confesso que o entusiasmo e o nervosismo estão de mãos dadas.

A 1ª edição Mercadito da Villa irá realizar-se este domingo, dia 6, entre as 10H e as 20H no Edifício da Romeira em Alenquer.

Este evento que está a ser organizado pela Marymada, Laçarote e Evela, promete levar à Vila de Alenquer mais do que um evento de moda, um dia muito bem passado em família. 

Adorava ter-vos por lá.

Desejem-me sorte, e que este, seja o primeiro de muitos mercados. 

❤❤❤❤

10/02/2016

Sempre tu...tempo!

Quem perde tempo a ler as minhas palavras desajeitadas, sabe desta luta constante que tenho contra o tempo... o tempo que passa a fugir, que não nos deixa ter tempo para nada, que não nos é suficiente, o tempo que os faz crescer depressa demais, o tempo que nos faz correr, que nos tira qualidade de vida, que nos tira por vezes pessoas que tal como eu não têm o tempo que gostariam para alimentar o amor, a família e os amigos.

Hoje tive tempo para ver as notícias e confesso-me baralhada, fala-se da redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, fala-se do alargamento do horário escolar para o 2º e 3º ciclo até às 19:30, decifro daqui que se fala essencialmente de tempo. O tempo...sempre o tempo! 
O tempo para ser Mãe, Filha, Mulher, Amiga...

Hoje alimento uma filha doente, sedenta de tempo e atenção da Mãe.


Uma filha que é levada nesta espiral e nesta luta pelo tempo, uma filha que não tarda sabe dizer: Já chegaste?! Mas ainda é de dia! Mas porque que nunca tens tempo?!

E eu não sei o que vou responder.

❤❤❤❤

26/01/2016

A culpa foi da Martha Stewart

Chego a casa sem nada para o jantar.

 

Entro na cozinha, abro o frigorifico e encontro: um peito de frango assado no forno com limão.

 

Encarno a Martha Stewart que há em mim e decido fazeres-lhe uma receita de “One Pot Pasta a la Mama B.”

 

Massinha, alho, tomate fresco, cenoura aos cubos, orégãos, o peito de frango todo desfiado, água, um fio de azeite e lume.

 

Vou a correr ter com o A. orgulhosa do meu feito enquanto alegremente dizia que o jantar deles estava a fazer e que não teríamos que recorrer a salsichas e ovos.

 

Jantar pronto!

 

Filhos na Mesa.

 

Baby V. só abre metade da boca.

 

Baby M. começa a fazer caretas.

 

Diz o A. entre dentes e baixinho:

 

- B. acho que eles não estão a gostar.

 

Começam os dois a cuspir.

 

- B. eles não estão mesmo a gostar.

 

- Nãooooo? como não? eu fiz isto com tanto amor, inspiração e criatividade.

 

- Puseste um bocadinho de sal?

 

Como defraudar as expectativas de uma Mãe com um simples ingrediente!


❤❤❤❤

 

15/01/2016

Isto de fazer anos...



... a 48 horas de fazer anos paro e reflicto sobre estes anos que provavelmente representam metade da minha vida.

Se tivesse escrito este post há dois dias as palavras usadas talvez fossem bem diferentes, o estado de espirito era outro, a vontade era diferente e não tinha como hoje, o coração na ponta dos dedos. 

Hoje percebo uma serie de coisas que fui ouvindo ao longo da minha vida e que a certa altura não me faziam qualquer sentido, hoje percebo o que é isto da idade ser um posto, de chegar a uma altura que deixamos de fazer "fretes", que as pessoas com a idade se tornam experientes e egoístas, confesso que esta última parte ainda não consigo encaixar, não deveriam as pessoas com a idade solidificar relações, qualquer ela que seja?! não deveriam as pessoas com a idade saber viver melhor em sociedade e dar mais de si?! A 48 horas de fazer 36 anos concluo que esperança é coisa que nunca perderei, que jamais tirarei os óculos cor de rosa e que serei uma eterna sonhadora.

No alto dos meus quase 36 anos sei que a felicidade é realmente efémera, o que é agora pode não ser no minuto seguinte, e  que o truque é sim, almejaremos a serenidade. 

A serenidade, que é sem duvida o meu estado mental mais saudável. É quando todas as minhas emoções, pensamentos e comportamentos agem em uníssono e resultam num sentimento de tranquilidade, gratidão, contentamento, afecto pelos outros e uma profunda paz interior.


A serenidade, que traz ao de cimo o melhor de mim, melhor Mãe, melhor Filha, melhor Mulher, melhor Amiga.


Que os 36 me tragam serenidade! 


❤❤❤❤

07/01/2016

As Mães também ficam doentes

Ao tornarmo-nos Mães não deveria ser permitido que voltássemos a estar doentes.

A realidade é que antes dos filhos era-nos permitido ficar de cama com uma simples constipação mas depois de um filho nascer é nos quase vedado o direito de nos deixarmos abater. 

A rotina da casa e dos filhos continua, e mesmo que estejamos com febre ou com dor, os filhos continuam a precisar de cuidados e atenção, e por mais ajuda que se tenha, há coisas que só as Mães podem. 

Podemos estar com febre, com dor, indispostas ou cansadas que assim que somos chamadas nada mais importa e ainda que arrastadas levantamo-nos ao primeiro chamamento.

E explicar que estamos doentes e que não passa com um beijinho mágico? E explicar que não podemos estar muito perto? E explicar que ao contrário do que julgam não somos infalíveis? 

Começo o ano na outra casa e mantendo a convicção de que ser Mãe tem coisas muito difíceis.


❤❤❤❤

06/01/2016

Slow Parenting


Ser Mãe é completamente impossível de descrever.
É amar incondicionalmente, é rir e brincar, é chorar e desesperar, é transbordar de alegria com um abraço apertado, é sentir orgulho, é sentir medo, é sentir angústia, é sentir felicidade… ser Mãe é tudo isto e muito, mas muito mais. 

É também sentir preocupação, é querer dar o melhor aos nossos filhos e guiá-los da melhor forma para fazer deles pessoas felizes. 
E no meio desta nossa tentativa de dar o nosso melhor é natural que nos deparemos com inúmeras teorias e correntes sobre a melhor forma de educar.
E tão díspares que são! 

Mas há uma corrente que a mim me desperta particular interesse, o “Slow Parenting”.

O "Slow Parenting" defende uma verdadeira desaceleração da vida e a opção por uma educação com menos pressão, menos actividades, menos gadgets tecnológicos, menos compromissos, menos metas e, consequentemente, menos pressa, mais brincadeiras e mais presença, proporcionando uma infância mais tranquila e que permita às nossas crianças explorar o mundo ao seu ritmo.

Querem saber um pouco mais?

Esta teoria do “Slow Parenting” choca com a ânsia dos pais quererem e exigirem que os filhos sejam os melhores em tudo, sobrecarregando-os com actividades extra curriculares que se juntam a cargas horárias escolares pesadas e rotinas rigorosas, pensado que assim os preparam melhor para o futuro e a ter o seu lugar ao sol num mercado de trabalho adulto altamente competitivo, proporcionando o melhor que eles podem ter em termos de educação, para desenvolver todas as suas habilidades e potenciais. 

Tudo isto são formas de pensar e agir cheias de boa intenção e que, inclusivamente, podem exigir sacrifícios por parte dos pais, nomeadamente pessoais e financeiros. 
Mas o “Slow Parenting” defende que é preciso PARAR. É preciso proporcionar uma infância calma e diminuir a velocidade das exigências. É preciso criar espaço para que os pais possam estar mais presentes e deixarem de ler e-mails enquanto brincam com os filhos ou de estar sempre a correr para não chegarem atrasados a compromissos em excesso. 
O que o “Slow Parenting” propõe é resgatar a infância como um período de descobertas e aprendizagens, permitindo que os filhos sejam eles próprios e não aquilo que os pais desejam que eles sejam.

Este movimento baseia-se em alguns princípios. Do que li e pesquisei, basicamente tirei estas conclusões:

1. É importante dar ouvidos às crianças. Ouvir os nossos filhos é fundamental para estabelecer uma relação de amor e confiança. É também importante cultivar a habilidade de os observar, assim como às outras crianças, para podermos ter em conta as diferenças de desenvolvimento em todas as idades. Mas atenção: “dar ouvidos” não é deixá-los fazer o que eles querem: a ideia é permitir que eles sejam quem são mas que não deixem de fazer o que é necessário ser feito. Assim, dizer NÃO é perfeitamente legítimo e necessário, assim como estabelecer limites.
2. O “emprego” das crianças é brincar. Brincar nem deveria fazer parte da agenda da criança: é uma condição do desenvolvimento.
3. Actividades extra curriculares em excesso são de evitar. As actividades extra curriculares podem ser muito boas quando ajudam a exercitar a mente e o corpo, mas são nocivas quando são em excesso. Na verdade, as crianças até aos 5 anos de idade devem aprender livremente e apesar de a partir dessa idade já aprenderem de forma mais sistematizada, as actividades devem ser na dose certa. Por isso é importante aprender a reconhecer quando uma actividade não vale a pena ou deixou de ser produtiva. São aulas de inglês que querem? Que assim seja. São aulas de dança? Que assim seja. Aulas de surf? Que assim seja. Mas não as três…
4. Menos, menos. Menos correria para tudo, menos consumo, menos metas, menos comparações, menos rótulos e mais tempo livre para as crianças brincarem, simplificando-lhes a agenda. 
5. O tédio faz bem. Deixar que as crianças fiquem entediadas é uma forma de fazer com que elas aprendam a ser mais criativas, permitindo a expansão da mente a novos e livres pensamentos. 
6. O ócio familiar é necessário. Reservar algumas horas por semana para “não fazer nada” em família é importante. A ideia é conversar, jogar, cozinhar, etc., sem nenhuma programação prévia. Mas atenção: o “Slow Parenting” não defende o ócio na educação, pois isso pode resultar em pais ausentes e filhos indisciplinados. O ócio deve ser cultivado como um valor e como um momento específico. Como já foi dito, uma criança precisa de rotina e limites. 
7. Fazer novos amigos é fundamental. Quando forem ao parque com os vossos filhos resistam à tentação de estar sempre a brincar com eles. Deixar as crianças relacionar-se com outras crianças é importante. O círculo social dos filhos precisa ser maior do que apenas o círculo familiar.
8. Não pressionar é essencial. O “Slow Parenting” não significa descartar todas as formas de disciplina. A ideia é incentivar as crianças a fazer coisas, a seguir as suas paixões, encontrando o equilíbrio entre as exigências diárias e o que é importante para elas. Para as crianças, compreender-se a si, aos outros e ao mundo já é uma aprendizagem enorme, por isso não faz sentido que os adultos acrescentem ainda maiores exigências sobre elas.


Slow Parenting = mais brincadeira e menos compromissos

Créditos: Ties

Créditos: GPE Photography

♡♡♡♡ 

Post escrito em parceria com a Zaask

01/01/2016

Bem vindo 2016!


Ela pequenina sentada na cadeira pequenina, ele pequenino encosta-se a ela com a mão pequenina nos seus joelhos, envolto nos seus braços pequeninos ela baixinho diz-lhe segredos, ele ri-se baixinho. 

Assim começou 2016. 

Isto é tão grande! 

❤❤❤❤

31/12/2015

Em 2015...

...mudei de trabalho duas vezes, tornei-me Madrinha do B., baptizamos o V., criei um marca de roupa, não me dediquei devidamente, não escrevi tanto quanto queria, não alterei o layout do blogue como desejava, estive durante meses dedicada a um possível projecto e não fui escolhida para ficar, aprendi que é importante tentar sempre, abri horizontes, tive vontade de fazer grandes mudanças, resolvi assuntos pendentes que me angustiavam, não me dediquei tanto quanto queria à família e aos amigos, não estive à altura enquanto mulher do A., esqueci-me de mim e consequentemente de nós, não viajei, corri uma mini maratona, não li um único livro, não fui ao cinema, assisti à melhor peça de teatro da minha vida, tive o privilegio de assistir a uma missa intimista no campo, aprendi a gostar de vinho tinto, passei a ouvir Mãe de duas vozes pequeninas, comi mal, dormi ainda pior, não fui tão boa Mãe quanto quero ser, ri-me muito mais do que chorei, continuei a fazer-me de parva e a ignorar situações, errei, arrependi-me, eles foram sempre a minha prioridade, senti-me perdida, procurei o meu rumo, não o encontrei...ainda!

Um ano de poucos feitos aos invés de 2014, não fosse eu inexplicavelmente adversa aos anos ímpares.

Até já 2016!

♡♡♡♡

09/11/2015

As coisas que tu te lembras...



Sim, são meias por cima das calças.
Não é bonito mas sabe bem! 

Raios partam as amigdalites que insistem em manter-se na minha vida.

A febre e o mau estar obrigaram-me a ficar em casa, como estás constipadinha convidei-te a ficar em casa comigo, não hesitaste, e com o sorriso mais querido do mundo aninhaste-te em mim e disseste que sim baixinho.

Perguntaste-me várias vezes porque estava doente, disse-te que tinha um
dói dói na garganta, continuavas sempre a perguntar porquê? como é tinha feito o dói dói? Se doía? Se tinha sangue? Se dava para por um penso das joaninhas? 

De todas as perguntas houve uma que me fez gelar, perguntaste se por causa deste dói dói a cama que estava na sala quando o mano era pequenino e estava na minha barriga ia voltar.

Achei que te lembravas porque se falou recentemente sobre isso e tu ouviste, mas não... descreveste todo o cenário, onde estava, como estava, como era...

Ensinas-me tanto!

E eu gostava de te ensinar que há coisas que não vale a pena reter. 

Nunca menosprezar a tua memória!
Nunca! 

❤❤❤❤

05/11/2015

04.11.2012


Ontem há 3 anos atrás...

Nasces tu.
Nasço eu.
Nascemos as duas. 
Tu filha eu Mãe! 

A chapada de amor assim que os meus olhos te alcançaram, amor desenfreado, desmedido ainda que calmo e sereno.

Contigo aprendi o que era isto do Maior Amor Existente! 

Um beijo e um abraço teu e xiuuuuu...nada mais existe... o meu mundo pára! não há tempo, não há pressa, fecho os olhos, aproveito o momento e agradeço! 

❤❤❤❤

22/10/2015

É isto mesmo!


Recordou-me o facebook que hoje, há 3 anos atrás, começava a contar os dias para nasceres.

Não sabia ao que ia, o que era isto de ser Mãe, mas tudo ia ganhando mais sabor, mais sentido, mais desejo à medida que crescias dentro de mim.

Nunca tive medo, sabia que não ia ser um: E agora? mas sim: É isto mesmo!

O sentido da vida, o seu rumo, o seu caminho mudará, viver em função e dependente de alguém, de ti! 

Sem duvida, é isto mesmo!

❤❤❤❤

13/10/2015

Podiamos ser nós!

http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/a-foto-de-familia-que-esta-a-dar-que-falar-nas-redes-sociais


Penso muitas vezes em como seriam se tivessem nascido?
Como seria nossa vida? 
Meninos? Meninas? Nunca quis saber!

Podiamos ser só 2.
Somos 4!

Mas há dias em que somos 6.

❤❤❤❤

08/10/2015

Da Cumplicidade...


- Biiiimmmmm Diiiiaaaa!

Gritas tu Baby M. quando vês o teu mano pela manhã.

Tu Baby V., gargalhas de alegria enquanto corres à procura de Baby M. que corre desenfreadamente como que a desafiar-te para um jogo de apanhada ou de escondidas.

Ao fim de um minuto oiço gritos e choros, um empurrou, outro puxou, um não emprestou e outro amou, a chucha que foi roubada, o brinquedo que foi tirado e por vezes alguém foi batido.

Ainda assim, e sabendo que há coisas que não se explicam, que não se ensinam, faço todos os dias o trabalho de casa: "Incutir a Cumplicidade". 

❤❤❤❤

06/10/2015

Da Frustração...

 

Andas a comer mal.

 

Ligo para a escola para saber o que comes durante o dia.

 

Comes melhor que em casa, ainda assim com algumas recusas. Nada que me surpreenda.

 

Perguntei como está a ser a tua adaptação e como te comportas:

 

- É Teimosa! Muito teimosa. É difícil de dar a volta, teima sempre em levar a sua vontade ao ponto de terem que lhe abrir os olhos ou fazer cara feia.

 

Volto a não ficar surpreendida.

 

Dizem-me ainda que conseguem que acabes por ceder mas que depois choras, atiraste para o chão e pedes a chucha e o Doudou como conforto.

 

Desligo o telefone faço todo o filme na minha cabeça e apetece-me correr para te ir buscar.

 

Engulo o choro e fico como tu... Frustrada.

 

Talvez esteja a falhar, talvez não esteja a ensinar-te a enfrentar o mundo real e te proteja em demasia.


Essas tuas frustrações que por vezes se traduzem em birras e descontrolos que me descontrolam, e eu... e eu cedo!


Já não és a bebé que eu sentava no carrinho quando queria, a realidade é que estás a crescer e todos os dias conquistas um bocadinho mais a tua independência e vontade.
Chego à conclusão que a melhor maneira de me acalmar e não me culpar tanto é voltar atrás no tempo e pensar se teria feito alguma coisa de forma diferente.
Não, não fazia. 
Tenho uma vida para te educar, reeducar e ensinar o que julgo melhor e correcto para ti.
E o amor, esse nunca é demais.
Mãe 
❤❤❤❤