08/07/2016

Da exigência...

Há quem não conte que os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

A verdade é que os filhos também são chatos, acordam de mau humor, repetem vezes sem conta as mesmas palavras e frases, fazem reiteradamente as mesmas perguntas às quais por vezes ou não temos resposta ou não queremos responder, insistem em modo burro do Shrek se estamos a chegar? Ainda falta muito? quando nem há 5 segundos dissemos que estamos a chegar, fazem birras do nada e sem razão, choram e gritam nos sítios e ocasiões menos apropriados, definitivamente, os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

Mas e as Mães?

Eu também não sou sempre querida e fofinha e aposto que há mais Mães que não o sejam. 

Mas o problema disto tudo, é que exigimos demais, exigimos que as crianças se portem sempre bem, exigimos que as crianças não interrompam as conversas dos adultos, exigimos que façam as coisas ao nosso ritmo, exigimos que têm que cumprimentar as pessoas quando chegam, às vezes até a dar dois beijinhos e um abraço a alguém que só vêm uma vez por ano, exigimos que emprestem os brinquedos, exigimos que os dividam, exigimos que se entendam com o(s)  irmão(s), primo ou amigo que não queira dividir os seus brinquedos, exigimos que aceite se o amigo raivoso bateu, exigimos que não bata de volta, exigimos que não chore, exigimos que não pode falar quando não for o seu tempo, exigimos que não interrompam as refeições, exigimos que simplesmente não interrompam só porque por exemplo tem um desenho muito bonito e o quer mostrar. 

- Tu não vês que estou a comer, ai que lindo que está, agora vai lá continuar a pintar para eu e o Pai comermos sossegados.

Espera lá, um desenho? Mas que desenho é este? Ah sou eu, a Mãe! 

Pára tudo…

Tu querias interromper-me para mostrar-me o desenho que aprendeste a fazer?

Querias tão somente a minha presença, a minha atenção, o meu amor. 

Desculpem-me meus filhos, exijam que eu pare para vos olhar, exijam que vos oiça, exijam que eu páre para me dedicar a vocês em exclusivo nem que seja por meia hora, exijam que brinque com vocês, exijam que eu esqueça os adultos, o telemóvel, o trabalho, o cansaço, a casa e as suas obrigações, exijam que me sente no chão a brincar com vocês, exijam que eu vos oiça, exijam que eu vos ensine, exijam que eu vos dê atenção, exijam que entre com vocês no mundo do faz de conta, exijam que eu não me esqueça que são crianças, exijam que eu deixe de exigir.

Sejam exigentes comigo!

*para lerem quando crescerem 

♥️♥️♥️♥️

07/07/2016

A minha Bailarina ❤️





Obrigada querida S. pelas fotos

Lembro-me de quando era pequena de querer muito muito muito andar no Ballet. 

A minha Mãe não sabe nadar e por essa razão fui para a natação em vez de ter ido para o Ballet, podia lá a menina não saber nadar. 

Mas eu olhava, olhava as outras meninas enfiadas naqueles lindos maiollts, saias com tules e sapatilhas de laço, o cabelo com maravilhosos carrapitos enfiados em redes e fitas de cetim, ornados com gel e brilhantes, meninas que viviam ainda que por instantes num mundo cor de rosa.

E depois, olhava para mim enfiada num fato de banho que não tinha tule, óculos na cara que não eram cor de rosa e me distorciam as feicções e touca na cabeça que seria o único elemento distintivo dentro de água se por sorte ninguém tivesse uma touca da cor da minha (vá, essa geralmente era cor de rosa), um mundo sem qualquer magia a não ser o momento em que fazia o golfinho.

E pronto, aprendi a nadar e nunca me enfiei num maiollt de ballet. 

A minha Mãe projectou em mim os seus medos e um bocadinho dos seus sonhos, a minha Mãe influenciou-me para seguir um curso que não adorei porque a minha primeira opção não era aceitável e consequentemente uma profissão que não veste a minha pele na totalidade. 

É certo que os filhos são a extensão dos pais no sentido em que herdam características físicas e muitas vezes psicológicas, mas este todo que são os filhos, não são a soma das partes, esse todo é uma pessoa única e com vontade própria.

Não quero projectar os meus próprios desejos não realizados nos meus filhos, está claro na minha cabeça que  não me pretendo ver reflectida neles, estou consciente que os meus filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que o meu papel nesse processo será orientá-los para que alcancem a realização pessoal e profissional e estejam satisfeitos com as decisões que tomem ao longo das suas vidas.

Por isso, como uma caixa de surpresas, deixarei que exerçam os seus talentos únicos um a um, confiando sempre neles e permitindo-lhes que criem o seu próprio caminho…

Quando ela quiser...deixa o Ballet.

Minha Bailarina ❤️

♥️♥️♥️♥️

05/07/2016

A diferença aos olhos de Baby M.

No meu novo desafio profissional trabalho com muitas pessoas oriundas da Ásia. 

Ontem depois de já estar em casa, precisei de voltar ao trabalho e a M. veio comigo. 

Vinha empolgada, todas as crianças crescem com esta grande vontade de irem ao trabalho dos pais, perguntava-me pelo caminho se também lá estava a minha professora, os meus amigos e se também tinha um recreio para brincar. 

Chegou curiosa e observadora, perguntava-me o que é que as pessoas estavam a dizer porque não percebia nada do que diziam, respondi-lhe que falavam chinês. 

- O que é chinês Mãe? 

- Chinês é uma língua diferente do português assim como o Inglês que aprendes na escola. 

- Mas chinês é no Portugal? 

- Não filha, chinês é a língua que se fala na China, e são os chineses que vivem na China e falam chinês. Os chineses são aquelas pessoas que têm os olhos mais rasgados que os teus. Assim como a Sara a amiga do Ruca. Não viste que as meninas chinesas tinham os olhos assim (enquanto gesticulo com os dedos nos meus olhos)?

- Não Mãe, as meninas eram igual a nós!

                     


♥️♥️♥️♥️

30/06/2016

Do Desapego...

As Mães são afeiçoadas, dedicadas, apegadas... diria que é quase uma condição inata à maternidade. 

Apegam-se aos filhos que chegam como se fossem a sua própria continuação, e naquele período de dúvidas, de mudança e agitação que dura alguns meses após o parto, Mãe e bebé vivem quase que em modo simbiose.

É preciso alguma resignação para aceitar que, apesar do bebé ter sido só seu durante nove meses, quando nascem, estes bebés "desapegam-se" para o mundo e a unidade Mãe e filho transforma-se em relação, em vínculo, em laços. 

Ao perder-se a "fantasia" da tal unidade, a mulher que foi Mãe, precisa de voltar a reencontrar-se em si própria muito além do seu papel de Mãe.

Mas não, as Mães continuam a apegar-se, mas agora a uma função, a um papel que a mais ninguém cabe, que mais ninguém sabe ocupar, que mais ninguém tem capacidade, como se, sem a Mãe, o bebé perdesse a fonte onde encontra tudo que precisa para ser no mundo.

Viver nesta "fantasia" faz de nós indispensáveis e faz com que deixemos de pensar no que há para além de ser Mãe.

As Mães são como que gerentes da própria vida e da vida familiar no geral, assumem responsabilidades domésticas, cuidam dos filhos, frequentam a farmácia com mais regularidade que o cabeleireiro e manicure, dormem pouco ou nada, comem a meias, em prestações ou às escondidas, enloquecem regularmente, olham-se ao espelho com ar de espanto por deixarem de ter sido aquela que eram antes de ser Mãe ...

... mas às vezes as mulheres que somos gritam para continuar a existir, estão cansadas de ser Mãe, cansadas de ser gerentes, as que cuidam de tudo, as que tentam manter a paz, o futuro dos filhos, o bem estar da casa, e às vezes só querem ser apenas elas próprias, debilitadas, cansadas, humanas, Mulheres, e nós, nós mandamos calar.

Esta sou eu...

Sem vergonha nenhuma de dizer que não sei praticar o desapego!

♥️♥️♥️♥️

27/06/2016

E estes biberões Twistshake? ❤️

                     


Baby M. com 3 anos e Baby V. com 2 anos ainda bebem o seu leitinho no biberão, há quem diga que devia acabar com isto e que deveria começar a incutir o leitinho no copo. 

A realidade é que o facto de eles ainda usarem biberão não me incomoda minimamente e começarei a insistir que o deixem de usar quando achar que estiverem prontos para a mudança. 

Defendo que têm tempo para crescer e que o uso do biberão uma vez por dia é um momento de conforto e felicidade para ambos. 

Posto isto, biberões lá em casa ainda não estão a mais :-)

Quando vi pela primeira vez os biberões da Twistshake, fiquei com pena que não existissem há mais tempo, além de MUITO MUITO giros, acho todo o conceito inovador, extremamente útil e diferente.

Os biberões Twistshake são ideais para a transição da amamentação para o biberão, a tetina flexível assemelha-se ao mamilo das Mães e ajuda a manter o padrão de sucção natural, a tetina é feita num tipo de silicone super macio, livre de BPA e existe em 4 fluxos diferentes de acordo com cada fase do bebé.

O Twistshake é feito num material que permite manter o calor por mais tempo, tem uma válvula anti cólica que cria um fluxo uniforme para reduzir as cólicas - o TwistFlow - que é um sistema desenvolvido para evitar cólicas e perturbações no fluxo da garrafa e a rede misturadora dissolve de forma eficaz todos os pequenos grumos do leite em pó e reduz o risco de entupimento da tetina permitindo assim assegurar um fluxo uniforme para o bebé e trás ainda um recipiente para colocar o leite em pó. 

Mas este é um biberão que consegue acompanhar o crescimento do bebé, a existência do TwistFlow permite tornar a água das crianças mais divertida e saborosa, podendo colocar-se frutas no biberão e criar a própria agua de fruta natural sem nunca entupir a tetina, assim como o recipiente poderá passar a servir para guardar os cereais ou bolachinhas dos lanches das crianças.

O que mais gosto nestes biberões são além da funcionalidade inovadora o design e as cores.

O Twistshake existe em seis cores que podem ser combinadas entre elas e três tamanhos (180ml, 260ml e 330ml) cá para casa escolhi a cor pêssego a pensar que seria uma cor mais unissexo mas parece que Baby M. ficou a ganhar :-) 

Quem quiser adquirir um biberão destes vão a Twistshake.com e usufruam de 20% de desconto na compra de qualquer biberão mesmo os que já estão em promoção introduzindo o código: cronica20

Obrigada Twistshake :-) 

❤️❤️❤️❤️

* Crónicas de Uma Grávida Acamada foi presenteada com o Twistshake contudo, a opinião e experiência sobre o produto são pessoais


Baby M. with 3 years and Baby V. with 2 still drink the milk at the bottle, some people say I should stop this and should begin to instill the milk at the cup.

The reality is that the fact that they still use bottle does not bother me at all and begin to insist stop using them when they are ready for change.

I argue that they have time to grow and the use of the bottle once a day is a time of comfort and happiness for both.

Said that, baby bottles at home are still not the most :-)

When I saw the bottles of Twistshake, I was sorry they didn't exist more time, they are VERY VERY beautiful, and all the innovative concept, extremely useful and different.

The Twistshake bottles are ideal for the transition from breastfeeding to bottle feeding, flexible teat resembles mother nipple and helps maintain the standard of natural suction, teat is made into a kind of super soft silicone, BPA-free and there in 4 different flows according to each baby stage.

The Twistshake is made of a material that keeps the heat longer, has an anti colic establishing a uniform flow valve to reduce colic - the TwistFlow - which is a system developed to prevent cramping and disturbances in the flow of the bottle and the network mixing dissolves effectively all the small lumps of milk powder and reduces the risk of clogging of the teat thus ensuring a uniform flow to the baby back and also a container to put the powdered milk.

But this is a bottle that can monitor the baby's growth, the existence of TwistFlow allows make water the most fun and tasty kids, being able to put up fruit in the bottle and create their own water natural fruit without ever clogging the teat, so as the container may move to serve to store cereals or cookies for snacks for children.

What I most like these bottles are beyond innovative feature design and colors.

The Twistshake exists in six colors that can be combined between them and three sizes (180ml, 260ml and 330ml) here home I chose the peach to think that would be a more unisex color but it seems that Baby M was to win :-)

Who wants to buy a bottle of these Go to Twistshake.com and benefit of 20% discount on any bottle even those who are already are on sale by entering the code: cronica20

Thanks Twistshake :-)

 * Chronicles of A Pregnant Bedridden was presented with the Twistshake however, the opinion and experience of the product are personal

23/06/2016

o melhor do meu dia #4

E cada vez que recebo emails com este teor acredito ainda mais que partilhar a gravidez de baby V. não foi, é, será, apenas útil para mim.

Partilho estes emails porque em cada um deles há uma partilha inevitável, porque cada mulher vive a sua gravidez de forma própria, porque cada mulher vive os seus medos e receios também eles próprios, na realidade podem ser diferentes mas também semelhantes e podem ser por vezes uma ajuda/solução a quem se pensa tal como a S., diferente, quando na verdade somos todas iguais embora com contornos ligeiramente diferentes. 

Olá, o meu nome é S. e sou uma futura Mãe de Primeira viagem..
Sempre fui uma pessoa muito ativa, fisioterapeuta e amante incondicional de desporto!
Após muiiitos anos de amor, decidimos aumentar a Família... se eu sabia o que significava, o que podia ou não acontecer..  não, de todo.. seguimos o coração, e à primeira, lá estava o nosso bebé! Se estava preparada.. acho que não! Mas como estar?
Tive alterações hormonais, julgo eu, que me levaram a crises de ansiedade e insónias. Como sou pessoa de pedir ajuda, fui a uma psicóloga que me ajudou a sair da crise. :) que alivio senti..
Tudo rolava, até às 20 semanas, quando fui atirada para a cama, com risco de aborto prematuro...
Cá vim.. tenho uma Família do caraças, e à minha Mãe nunca conseguirei agradecer tudo o que tem feito.. A minha outra metade, também à sua maneira, tem me ajudado..faz tudoo em casa! Só não é de muitos afetos, e ñ consegue entender estas minhas ansiedades e angústias... e como uma pessoa fica sensível e carente nestas alturas...
Portanto, fui me aguentando até agora, com quase 30 semanas...
E aqui surge a minha admiração por si... como aguentou???
Será que eu serei diferente por me estar a ir abaixo? Serão normais todas estas minhas dúvidas? Será que afinal não fui feita para ser Mãe?
Será mesmo verdade que quando os vemos tudo vale a pena? Eu que nunca acreditei em amor à primeira vista!
Desculpe este meu desabafo, mas só quem passa por elas é que percebe... qualquer palavra sua, me irá  ajudar a suportar melhor...
Como muito carinho, admiração e respeito.
S.

Querida S., espero sinceramente que as minhas palavras a tenham ajudado a suportar melhor esta fase que está quase quase a acabar. 

❤️❤️❤️❤️

22/06/2016

Quando se fecha uma porta...

Soube desde logo que o caminho que começara a traçar seria mais uma vez temporário, acreditava de forma convicta que ainda não tinha decidido o que queria fazer e não me enganei. 

Bem sei que os caminhos mais difíceis são aqueles que nos dão maior prazer até porque por vezes é no caminho que está a alegria e não no destino.

Que esta janela que se abriu e que me levará a todo um mundo novo e desconhecido seja finalmente o caminho certo!

❤️❤️❤️❤️

16/06/2016

O melhor do meu dia... #3

No dia 14 de Outubro de 2014 a S. escreveu-me, dizia:

Olá Vanessa. Felicito-a pelo seu blog e acima de tudo por ser uma mãe coragem. Não sou mãe...à semelhança do seu post de 12 de agosto "das coisas que não se perguntam"...tive perdas, mas não gosto de falar disso. Ficam as mágoas guardadas na gaveta do coração, sendo que deitei fora a chave que a abre. Continue a escrever dessa forma. Na maioria das vezes faz-me rir e em outras situações admito que fico com os olhos marejados de lágrimas.

Entre várias coisas, a S. falou-me da sua dificuldade em manter as gravidezes, contou-me que estava em processo de adopção, descobrimos que é familiar da minha grande amiga X., manteve-se até hoje numa das seguidoras mais assíduas e participativas do blog, tornamo-nos amigas pessoais no facebook e não nos conhecemos pessoalmente, AINDA!

Ontem dia 15 de Junho de 2016 a S. volta a escrever-me e por uns minutos o meu mundo parou, fez-se silêncio e os meus olhos não desviaram um segundo das suas palavras:  

Olá, sei que alguns de vós conhecem-me desde sempre e outros mais recentemente e outros ainda, conhecem-me apenas virtualmente, mas, com todos vós, e por um motivo ou outro da minha vida, os nossos caminhos cruzaram-se. Talvez nos próximos tempos eu vá estar ausente, a ser feliz. Ou melhor...a continuar a ser feliz...mas com uma nova agitação na minha vida: Vou ser mãe!!! Muitos de vós estão a pensar: Mãe??? Como assim? Eu respondo em alentejanês: Assim “derepentemente”!!! Bom … não foi de repente...muito menos ao fim de 9 meses...como é o normal. Vou ser mãe de coração (e de corpo e alma e com documentos oficiais) de duas crianças – o E de 4 anos e a M de 2. Sucintamente vou apelar a alguns mitos e verdades acerca de todo este processo e do que o antecedeu de uma forma socialmente correta, pois existem frases e observações que me deixam os pelos ouriçados (se bem que com isto não estou a dizer que sejam vocês a deixarem-me com os cabelos em pé) Assim e para desmistificar: - É mito a história da coitadinha que não pode ter filhos: De facto, não tenho qualquer problema em engravidar. Inclusivamente engravidei umas vezes, mas de todas perdi os bebés (tenho dificuldade em manter a gravidez, mas não tenho qualquer problema associado ou diagnosticado). Se doeu? Sim, Muito! Se isso foi o mote para adotar? Não. Podia ter tido a bravia que outras mulheres tiveram de fazer uma gestação totalmente acamada e sem certezas de um final feliz, à semelhança da B. das Crónicas de uma Grávida Acamada, mas NÃO. Não arrisquei. Puseram-se sempre tantas coisas a camuflar esse receio (o emprego, logística, as questões de saúde minhas e da própria criança, etc, etc.) que arrisquei não o fazer. Cobardia, talvez... ou forma desajeitada de defesa, nem sei bem. Depois de saradas as feridas e por ser uma pessoa muito bem resolvida com a vida, e por achar-me com a maturidade suficiente para um novo desafio, embarquei no mar revolto da adoção. Comecei pela Adoção Internacional com muitas aventuras e desventuras (desde a prisão da minha advogada indiciada por tráfico de criancinhas - o que me fez desistir de imediato) e acabei na Nacional, ao fim de quase 5 anos de espera. O que infelizmente nem se percebe, para que quem como eu queria uma adoção tardia e sem bebés de colo, sem etnia ou raça específica. Crianças são crianças em qualquer credo ou cor. Não me julguem boazinha ou caridosa neste ato. Qualquer pessoa que me conhece, vê que à 1ª vista (embora simpática q.b.) que o adjetivo “boazinha” NÃO se aplica a mim (principalmente a nível profissional). Para mim a adoção foi e é um processo totalmente EGOÍSTA, que vem ao encontro do meu desejo e vontade de criar uma família. Adoção não é um gesto heroico ou de caridade. Adoção é somente, e tão somente, uma forma legítima de filiação que permitiu tornar-me mãe. Não fizemos caridade. Muito menos me digam coisas como “Mas adotaste um já crescido em vez de um bebe" Pois, como referi se tivesse querido
 bebe tinha-o tido. Eu sou egoísta. Nesta fase da minha vida não queria (pese embora ainda vá ter) fraldas, biberons, noites mal dormidas, e como adoro viajar...quero pegar nos miúdos e ir...sem muita logística atrás de mim! Não é por ser mais crescido que o vou amar menos ou ela a mim. Afinal quantas vezes conhecemos amigos e conseguimos amá-los tanto ou mais do que família de sangue? Não me digam...como já me disseram: “Ainda bem que adotaste, assim na velhice não vai ficar sozinha: Hello??? Eu quis ter um filho...não um enfermeiro geriátrico! Ou ainda: “Mas não tens vontade de ter um filho que se pareça contigo de verdade? Que tenha seu sangue?”Hello novamente: - Não. Para isso teria que ser clonada como a ovelha Dolly!!! E estes meus filhos não são de verdade??? São meus!!! Com sentença judicial e tudo!!! Claro que também é um ato de amor, e é preciso estarmos preparados para amar um/uns "estranho (s)" e tornar-nos mães/pais dele (s), mas isso também é verdade que acontece com o nascimento, apenas é de outra maneira, pese embora estes meus seres tenham personalidade própria e verbalizem o que lhes vai na alma. Foi um longo caminho e vai sê-lo pela vida fora. O verdadeiro desafio! Tal como o de todos vocês que são mães e pais de forma biológica. Morro de ansiedade de os ter comigo e já só falta um bocadinhooooooo!!! Um bj grande e um abracinho apertado para vocês. S.

A S. acabava de comunicar ao mundo que ia ser Mãe! ❤️
  
Mas não terminava e comunicava-me só a mim que: 

Obrigada querida Vanessa. Você tem uma importância significativa porque ao ler o seu blog eu vi o quanto corajosa foi e o quanto receosa eu o fui por não ter tentado estar na sua situação! A vida tem destas coisas. Penso que por vezes é preciso perder uma coisa na vida para ganhar uma muito boa. Sofri muito desde 2010/2011 até agora. Esperei...esperei e esperei pelos meus filhos. Sei que ainda vai demorar um mês a tê-los comigo e sim...parece-me uma eternidade. Mas sei que no dia em os tiver comigo...vai ser para a vida toda. Aliás saiu-me o Jackpot Dois em um!!! Desde a semana passada que passo os dias com lágrimas nos olhos...de felicidade. Estou com medo, insegura e estou a viver num mês o que as mães vivem em 9 meses. Sei que um dia vamos conhecer-nos pessoalmente e sim, sou eu quem quer muito dar-lhe um abraço. Até lá... e se eu tiver duvidas e receios, espero socorrer-me dos seus conselhos e da sua experiência. Um beijo do tamanho do mundo. Obrigada

Querida S.,
Estou desejosa para conhecer os seus filhos, estou desejosa de os ver no seu colo, no seu abraço.
Obrigada pela referência mas... quem sou eu perante tamanho acto de coragem por quem se diz não a ter. 
Até breve! 

Caramba, e é isto, para mim é isto a essência do meu blog. 

Obrigada 

❤️❤️❤️❤️ 

Resultado Passatempo Bechamel

 

Antes de revelar a identidade da vencedora tenho que agradecer a todos (e foram alguns incluindo maridos apaixonados e pais babados) os que participaram. 

Deixaram-me, sem dúvida, com vontade de voltar a repetir a experiência de um passatempo.

E agora… tcham tcham tcham tcham... a vencedora do passatempo é ...

Joana Freitas

Parabéns! 

Por favor entre em contacto directo com a Bechamel  através de mensagem na página de Facebook! 

Mais uma vez, muito obrigada a todos :-) 

❤️❤️❤️❤️




08/06/2016

Para lerem quando crescerem* #8


Despreocupem-se.
Libertem-se.
Soltem-se e abandonem tudo o que vos faça mal.
Interrompam cada pensamento negativo e afastem-se do que vos magoa.
Desliguem-se do que vos atormenta.
Sorriam sempre.
Sintam o silêncio, escutem apenas o vosso coração bater!
Por vezes esqueçam as horas, as obrigações.
Reflictam.
Sintam o que há de bom em serem vocês próprios.
Sejam o que quiserem ser.
Imaginem, realizem e não deixem nada por fazer.
Desgastem-se com o que vos dá prazer.
Sintam a paz, apreciem-na.
Sonhem. Fantasiem.
Apaixonem-se.
Amem-se e amem.
Deliciem-se com a vida.
Isto tudo.
Para que sejam felizes.

 *para quando souberem ler

Mãe 

❤️❤️❤️❤️

07/06/2016

Das coisas que a Maternidade me trouxe...





Entre tantas, umas das coisas maravilhosas que a maternidade me trouxe são as festas da escola, não a festa em si, mas tudo o que me proporciona a festa, em particular, a reacção deles ao ver-nos chegar ao mundo deles.

Ontem foi dia de festa na escola do V. alusiva ao dia da criança. 

No caminho vou sempre à frente do A. em passos largos, nestes dias instala-se toda uma ansiedade devido à enorme expectativa que crio na reacção ao me verem. 

Entro e vejo-o num cantinho, olhar entusiasta, brilho nos olhos, sorriso maroto em jeito nervoso, correria desenfreada para chegar até mim, a subida de macaquinho para alcançar o colo, o modo lapa com que se senta no meu colo e me dá as mãos, o olhar incrédulo a cada minuto, os segredos baixinhos e o orgulho e contentamento de ter a Mãe e o Pai só para ele.

Não há palavras suficientes para descrever estas reacções, a minha e a deles!  

❤️❤️❤️❤️

05/06/2016

Passatempo - BECHAMEL

Pela primeira vez, e em parceria com a Bechamel, este blog vai fazer um passatempo!

A Bechamel é uma marca de vestuário de criança 100% portuguesa que respeita valores como a qualidade sendo todas as peças produzidas em atelier através de um processo quase artesanal em que todas as peças são pensadas uma a uma.

Todas as peças são feitas de muito mais do que tecidos e linhas, são peças feitas com cuidado, dedicação mas principalmente com muito amor. 

As Crónicas de Uma Grávida Acamada em parceria com a Bechamel tem para oferecer, não uma, mas duas túnicas (uma para a Mãe outra para a Filha) com cor de tecido e pompons à escolha da vencedora. 



Para se habilitarem a ganhar as túnicas só tem de: 

1. Fazer gosto na página de facebook do Blog 
2. Fazer gosto na página de facebook da Bechamel
3. Comentar identificando 3 amigas

Só são válidas participações até dia 12 de Junho (Domingo) às 24h
A vencedora será seleccionada via Random.org e será anunciada dia 13 de Junho (2ª Feira)
Só é válida uma participação por pessoa 

Nota: As participações deverão ser feitas no Blog e não não página da Bechamel!

Boa sorte! :-) 

❤️❤️❤️❤️

22/05/2016

2 anos de Baby V. ❤️


Foi um dia tão bom tão bom tão bom...

Adormeço com a certeza de que tiveste um dia muito feliz.

Hoje não consigo escrever-te mais que isto, no dia de hoje não quero perder nem mais um minuto que não seja a olhar-te, a aproveitar-te!

Parabéns meu amor ❤️

❤️❤️❤️❤️

20/05/2016

1 hora...


... para conseguir beber um copo de leite, 2 horas para comer uma sopa (fria) e 
muito poucas de sono. 

Dores, fome (muita fome), perda de peso (estava mesmo a precisar), mau estar, desconforto, falta de paciência, mau humor e noites muito mal dormidas. 

Confesso que estava psicologicamente preparada para um pós operatório bem mais simples, não sou de me queixar, positiva por natureza, mas caramba que isto está a ser MUITO difícil.

E comer muitos gelados que faz bem, é um mito.

Quando quiserem saber a verdade de uma amigdalectomia eu conto.

😷😷😷😷

14/05/2016

Quase a ir para casa...


Dou por mim a levantar-me da cama muito lentamente, a por instintivamente a mão na barriga, a andar em passos lentos, pé ante pé.

O suspirar da minha Mãe.

O semblante do meu Pai.

O A. já de casa a enviar-me uma mensagem onde, entre várias coisas, diz: "Estares internada outra vez traz-me lembranças tão duras. Que tu passaste com tanta distinção."

Parece que não sou a única com dificuldade em mudar o chip.

Estou bem, correu tudo bem, o pós operatório está a ser bem mais difícil do que eu tinha imaginado, e prevêem-se dias difíceis, afinal isto não é nada assim tão simples.

Mais uma vez, e como sempre, esta "casa" acolheu-me mais do que com profissionalismo ímpar, com carinho, paciência, simpatia e sorrisos rasgados dos enfermeiros amigos que ao verem o meu nome no sistema correm ao meu quarto.

Obrigada pela preocupação, pelo carinho e amizade, pelas visitas, telefonemas, mensagens, emails, é tão bom saber-nos queridos, é tão bom saber que tenho amigos tão bons.

Obrigada.

❤️❤️❤️❤️

12/05/2016

Aos amigos...

que pediram reiteradamente, e que esperam, ainda que em duvida, se acedo ou não ao que me pedem, podem esfregar as vossas mãos de contentamento!


#imnotafashionblogger 

Vou descer!

Até já.

❤️❤️❤️❤️

11/05/2016

A 24 horas...

Ainda calma e serena e sem pensar muito no assunto, tomo coragem para perguntar a quem me lê e passou pelo mesmo, como foi a experiência (boa, má ou assim assim) de ficar sem amígdalas?

A verdade! 

Eu aguento. 

❤️❤️❤️❤️

10/05/2016

Do verbo acostumar...


Acostuma-me a ideia de ter que apagar algumas coisas guardadas na memória e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me a ideia de saber que não podemos esperar nada das pessoas e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me a ideia de saber que não posso cobrar delas o que não têm para dar e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me a ideia de haver dias em que tenho que desligar a tomada que mantém a luz incandescente que insiste em iluminar os outros, e que por vezes é em vão e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me que existam dias em que tudo faz sentido e outros em que nada faz sentido e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me que a vida seja como um grande quebra-cabeças em que as peças se juntam para dar sentido à nossa existência e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me que a vida seja difícil e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me que a vida seja muito maior que pequenas coisas e aprendo a lidar com isso.

Acostuma-me que tenho que aprender simplesmente a lidar...

❤️❤️❤️❤️

06/05/2016

#Amigdaliteódependente


Estou há anos a tomar coragem para por um fim às amigdalites que me consomem e perseguem. 

Após muitos antibióticos, muita penicilina e duas conversas sérias com as minhas amigas R.M. e M.F. que me convenceram que o melhor seria operar, tomei coragem e está tudo tratado.

A uma semana da operação, como que em jeito de despedida, estou (espero eu) em luta contra o tempo sob pena de tudo cair por terra, a dar cabo da última amigdalite da minha vida.

Se pensas que volto atrás estás enganada!

Estás a sair melhor que a encomenda ó Maio e ainda só vamos a dia 6. 

💔💔💔💔