31/08/2016

Na nossa casa não vemos telejornal...

Sim, é uma daquelas casas em que é o canal Panda que reina. 

Confesso que por vezes prefiro ficar indiferente ao que se passa no Mundo e há mesmo noticias que me recuso a ler.

Cansada de me sentir incomodada, de me sentir intrigada e tantas vezes incrédula.

Sinto o peso da responsabilidade no que toca à educação dos meus filhos que vivem nesta sociedade de intolerância religiosa, machista, homofóbica, misógina, selectiva, excludente e cruel.

E penso muitas vezes que simples atitudes do nosso quotidiano que se repetem, ainda que por vezes inconscientemente, fazem perpetuar esta realidade e estas mentalidades.  

Está enraizado, é quase visceral… para mudar vai doer, vai mexer nas estruturas, vai virar coisas ao contrário, mudar mentalidades e formas de ser e estar. 

Preocupo-me com os filhos que vou deixar neste mundo.

Quero deixar filhos que pensam pela própria cabeça, curiosos, livres, dispostos a lutar e a acabar com modelos e padrões, filhos que dão a cara, que levantam bandeiras, que dizem o que pensam, que se respeitam a si mesmo e aos outros, filhos que não se acomodam, filhos que não baixam os braços, que não põem as mãos nos bolsos, activos e volto a repetir, livres, essencialmente livres. 

Quero deixar filhos que vão poder continuar a defender aquilo que querem e em que acreditam em prol de um mundo melhor.

Mas e se o mundo não estiver melhor?

Se não estiver melhor, eles vão estar ali, preparados para agir e enfrentar os obstáculos e não sentados à espera, a chorar, preocupados e a lamentar que vivem num mundo assustador e que não há maneira de o mudar. 

Mas há maneira, a maneira são eles, e para serem eles, temos que ser nós que também temos que mudar.

Para mostrar aos meus filhos o que é o respeito, por mim, pelos outros e pelo mundo, não me vou rir de piadas sobre raça, sexo ou religião, não vou diminuir uma luta ou um ideal mesmo que não seja meu e mesmo que não concorde com ele, não vou incutir clubismos, vou desmistificar o preconceito, não vou incentivar a minha filha a que seja ela sozinha a cuidar dos filhos, da casa e do marido, não vou dizer ao V. que não pode vestir cor de rosa ou brincar com as bonecas da irmã, não vou dizer que a irmã por ser mulher é mais frágil do que ele….vou ensinar que cada pessoa tem o seu lugar no Mundo independentemente das suas escolhas.

Exercer maternidade é quase um acto político no sentido em que somos nós Pais que temos a responsabilidade de ajudar os filhos a descobrir o seu potencial, somos nós Pais que ajudamos os filhos na construção dos seus projecto de vida, somos nós Pais que os temos que ajudar a ser (bons) cidadãos no Mundo, somos nós Pais que os temos que ajudar a exercer a sua (boa) cidadania, somos nós Pais os responsáveis por aquilo que está para vir. 

❤️❤️❤️❤️

25/08/2016

PASSATEMPO - Onde vais Safira?



A Ana Rita Forte é a autora do livro Onde vais Safira? 

A Safira, é uma jovem girafa, que um dia acorda e não está ninguém na sua aldeia. 

Todos desapareceram e não a levaram, resolve então partir sozinha, em busca da sua mãe e da sua família. 

Pelo caminho conhece um macaco, o Zacarias, que se torna seu amigo inseparável e se junta a ela nesta aventura pelo deserto. 

Safira descobre um mundo que não sabia que existia e vai viver uma aventura inesquecível com Zacarias e outros animais que conhece pelo caminho.

E pronto podiamos ficar por aqui bla bla bla... e concorram. Mas não, primeiro ainda falta falar da autora deste livro, a Rita. 

A Rita foi minha colega de escola na secundária, as escolhas das nossas vidas acabaram por nos separar e foi o facebook quem conseguiu a proeza de nos voltar a juntar ainda que virtualmente mas, com a sensação de que estive com ela ontem e que nunca ficámos sem falar durante alguns anos, e foi com surpresa que reencontrei a Rita com este "filho" nos braços.

E porque acredito neste projecto pessoal da Rita, e porque por trás deste projecto estão horas de trabalho e dedicação, um projecto que fez nascer com tanto carinho e expectativa, e sendo a melhor publicidade, a publicidade do passa a palavra, assumo que este é um passatempo com o objectivo de dar a conhecer a Safira e os seus amigos e com a certeza que daqui a um tempo a Rita nos vai presentear com novas aventuras da sua Safira. 

E agora sim :-) 

Para ganharem um exemplar da obra - Onde vais Safira?

1. Fazer gosto na página de facebook deste blog de palavras desajeitas
2. Fazer gosto na página de facebook da Safira 
3. Comentar identificando 3 amigas/os 
4. E partilhar no facebook

Só são válidas participações até dia 31 de Agosto (4ª feira) às 24h
A/O vencedora/o será seleccionada/o via Random.org e será anunciada/o dia 1 de Setembro (5ª Feira)

Só é válida uma participação por pessoa 

Nota: As participações deverão ser feitas na página de facebook do blog.

A Safira está à vossa espera, boa sorte! :-) 

❤️❤️❤️❤️

24/08/2016

Uma semana sem eles pela primeira vez 😃😩😃😩😃😩

E venho no caminho para casa a pensar:

"E agora chego a casa e vou fazer o quê?" 

1 - Tomar banho sem interrupções?
2 - Estender-me no sofá que me trata por você?
3 - Comer um gelado SÓ para mim?
4 - Ler aquele livro de 250 páginas que comecei em Junho e vou na página 50? 
5 - Vou-me já deitar para por o sono em dia?
6 - Aproveitar o silêncio? 

Nop...

(Quando sei perfeitamente que estão óptimos, a adorar e também a precisar de férias nossas)

Vou ligar aos avós para saber deles, para falar com eles e perguntar mil vezes se estão a gostar, se não têm saudades da Mãe e se querem vir para casa ✔️

Ele: 

- Até amanhã!

Ela:

- Oh Mãe, quero ir à praia!

❤️❤️❤️❤️

22/08/2016

Hoje vou casar o meu Pai...

No dia em que ele me casou...

Arrisco a dizer que este talvez seja o post mais íntimo que já escrevi no blog, o que mais revela sobre mim e sobre o meu modo de estar na vida.

Sou filha, como se chama na gíria, de uma família não tradicional ou até, como por vezes ouvi, de uma família disfuncional.

Quando tinha 9 anos, os meus Pais divorciaram-se, não tenho uma única memória dos meus pais enquanto casal, um dar de mãos, um beijo nos lábios, dormirem juntos...

Quando se divorciaram fiquei com o meu Pai, isto há 27 anos atrás era qualquer coisa de diferente. 

Entre eles combinaram que a casa seria para manter e que eram eles quem tinham de se "arranjar".

Passado talvez um ano o meu Pai sai e entra a minha Mãe, passado alguns anos o meu Pai termina uma relação de vários anos e também ele volta, ficamos os 3, entretanto sai a minha Mãe, volta, sai o meu Pai, volta, eu fico sempre, até que um dia ficamos os 3 outra vez, cada um deles com vida própria e relações amorosas independentes, cada um por si e os dois por mim. 

Um dia sai eu de casa e eles ficaram, os dois, na independência dependente que os caracteriza. 

Quando na escola contava o meu modo de vida havia que sem risse, havia quem não fizesse questões e havia ainda quem me questionasse sem fim, havia que achasse graça, quem entendesse e quem não entendesse. 

Apesar deste modo de vida nem sempre ser bom também havia momentos em que não era mau, mas tenho em crer que também é assim nas famílias tradicionais. 

E cresci assim, com pais separados juntos, com vidas separadas paralelas, com relações distantes próximas.

O meu pai casa hoje, vai casar com a M. e mais uma vez tudo é diferente do suposto tradicional, a M. tem menos 5 anos do que eu, a M. podia ser filha do meu Pai, não, a M. não é brasileira como tantas vezes me perguntam, a M. é também ela filha de uma família atípica ou disfuncional como há quem goste de assim chamar, a M. é uma mulher doce e meiga, cheia de bons princípios e valores, com uma dedicação e amor desmedido pelo meu Pai, não, também não é por dinheiro, nesta, para mim família, cada um vive do esforço do seu trabalho. 

Mas esta não é a primeira vez que vivo isto, também a minha Mãe teve durante anos uma relação com uma pessoa muito mais nova do que ela, pelo que, já tenho um enorme estofo para as perguntas e respostas para as relações amorosas dos meus pais. 

Hoje o meu pai vai casar e a minha Mãe é a sua madrinha de casamento.

E esta é a minha família atípica e disfuncional, sem dúvida atípica e disfuncional na forma como gostamos verdadeiramente um dos outros, na capacidade de aceitação, na cumplicidade, na amizade, no amor que nos une aos 3! 

❤️❤️❤️❤️

18/08/2016

Oh Mãe...



Oh Mãe eu quero!
Oh Mãe dá!
Oh Mãe vá lá...
Oh Mãe posso?
Oh Mãe tenho sono!
Oh Mãe tenho sede!
Oh Mãe fiz dói dói!
Oh Mãe doí!
Oh Mãe tenho fome!
Vou dizer à Mãe!
Oh Mãe quero fazer xixi!
Eu quero a Mãe!
A Mãeeeeeeeee!
Ohhhh Mãeeeeee!
A Mãe é que faz!
A Mãe é que sabe!
Oh Mãe colo!
Não és tu, é a Mãe!
Mãe és má!
Mãe querida!
Gosto tanto de ti Mãe!
Mãe, leitinho!
Vamos Mãe!?
Oh Mãe agora!
Mãe tenho frio!
Mãe tenho calor!
Oh Mãe não gosto de sopa!
Oh Mãe eu não quero!
Oh Mãe não fui eu!
Oh Mãe eu prometo...
Oh Mãe mas porquê?
Oh Mãe, Mãezinha, Mamã...
Oh Mãe obrigada!
Oh Mãe ♥️

♥️♥️♥️♥️

11/08/2016

Mas...

...não é o dia dos Filhos todos os dias a partir do momento em que somos filhos ou pais?! ❤️


❤️❤️❤️❤️

06/08/2016

Estamos de férias...

há uma semana.


Desta foto resulta e até parece, que as nossas férias estão a ser uma maravilha. Mas só parece!

Férias com filhos é sempre aquela logística que por muitos métodos e teorias que se arranje não sabe verdadeiramente a férias.

Fujo às rotinas e horários sem peso na consciência mas admito que as voltas trocadas lhes causam algumas diferenças, incluindo no comportamento, admito ainda que há dias em que desejo que estas férias acabem rápido e que trabalhar cansa bem menos.

Gerir dois filhos tão pequenos e com idades tão próximas é também uma aprendizagem constante, em tudo na vida vamos ganhando maturidade, e na maternidade não é excepção, e sei que por vezes me falta maturidade emocional para gerir conflitos e birras e que em vez de parar para pensar me deixo levar.

Consola-me saber que apesar da minha falta de paciência e dificuldade na gestão, nestas férias sentem-se livres, estão felizes! 

Ainda assim, não me deixo enganar pelas fotos que aparecem no timeline do facebook e instagram.

Não se deixem enganar com as minhas também :-) :-) :-) :-) 

Boas férias! 

❤️❤️❤️❤️

20/07/2016

Há dias de poucas palavras...



Há mais silêncio do que letras, e as que se ouvem, são para mim vazias de sentido.

O coração encosta-se ao estômago, e é à coluna a quem cabe a tarefa e o esforço de desfazer este nó e manter-me direita para seguir o caminho.

E mesmo com dúvidas, incertezas e hesitações a pulsarem na minha cabeça, palpitarem no meu coração e a latejarem na minha alma, prefiro manter-me no silêncio e na ignorância.

Prefiro calar-me quando só o meu silêncio é capaz de abafar o barulho incómodo da minha própria indignação.

Preciso de me manter calada para que os “desafectos”, não afectem a minha paz, nem me arranhem o juízo.

Procuro no meu silêncio inspirar a calma e a tolerância da qual estou sedenta.

Procuro com o grito do meu silêncio fazer com que alguns ouvidos se apercebam dos seus enganos.

Prefiro o silêncio ao retruque e às palavras que não constroem,

Prefiro a calma à inquietude,

Prefiro a tolerância à provocação.

Quero ser imune aos erros dos outros.

Quero a paz e a tranquilidade.

Há dias assim, de poucas palavras... e muito por dizer.

♥️♥️♥️♥️

11/07/2016

E pela 1ª vez...


Créditos da Foto da Tia Rita aqui

... na minha vida, o Futebol fez-me vibrar! 

Vibrar muitooooooooooooo a sério, fez-me ter vontade de gritar, de saltar, de morder a camisola, de consolar o Cris Ron, de pintar a cara, erguer um cachecol.

Não sou adepta de Futebol, e mais do que não gostar é não compreender muitas fez o fascínio que muitas pessoas têm por este desporto. 

Clubismos à parte, tenho para mim que a selecção portuguesa de futebol é muito mais do que um campeonato de futebol, a selecção mais do que ter proporcionado um excelente espectáculo, para mim enquanto espectadora foi isto, um excelente espectáculo, proporciona momentos incríveis entre os que se juntam para a assistir ao espectáculo. 

Nunca mais vou esquecer que assisti com amigos que adoro, num dia maravilhoso, em que os meus filhos estavam incrivelmente felizes, a Portugal a ganhar pela primeira vez um campeonato europeu.

V - Cucugal! Cucugal! Cucugal! 

M - Portugal allez! Lá lá lá lá lá 

Eu - Ai meu querido Cristianoooooooooooooooooooooooooooo! 

A - (não falava) buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa 

Há dias bons!

Portugal! Portugal! Portugal!

♥️♥️♥️♥️

08/07/2016

Da exigência...

Há quem não conte que os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

A verdade é que os filhos também são chatos, acordam de mau humor, repetem vezes sem conta as mesmas palavras e frases, fazem reiteradamente as mesmas perguntas às quais por vezes ou não temos resposta ou não queremos responder, insistem em modo burro do Shrek se estamos a chegar? Ainda falta muito? quando nem há 5 segundos dissemos que estamos a chegar, fazem birras do nada e sem razão, choram e gritam nos sítios e ocasiões menos apropriados, definitivamente, os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

Mas e as Mães?

Eu também não sou sempre querida e fofinha e aposto que há mais Mães que não o sejam. 

Mas o problema disto tudo, é que exigimos demais, exigimos que as crianças se portem sempre bem, exigimos que as crianças não interrompam as conversas dos adultos, exigimos que façam as coisas ao nosso ritmo, exigimos que têm que cumprimentar as pessoas quando chegam, às vezes até a dar dois beijinhos e um abraço a alguém que só vêm uma vez por ano, exigimos que emprestem os brinquedos, exigimos que os dividam, exigimos que se entendam com o(s)  irmão(s), primo ou amigo que não queira dividir os seus brinquedos, exigimos que aceite se o amigo raivoso bateu, exigimos que não bata de volta, exigimos que não chore, exigimos que não pode falar quando não for o seu tempo, exigimos que não interrompam as refeições, exigimos que simplesmente não interrompam só porque por exemplo tem um desenho muito bonito e o quer mostrar. 

- Tu não vês que estou a comer, ai que lindo que está, agora vai lá continuar a pintar para eu e o Pai comermos sossegados.

Espera lá, um desenho? Mas que desenho é este? Ah sou eu, a Mãe! 

Pára tudo…

Tu querias interromper-me para mostrar-me o desenho que aprendeste a fazer?

Querias tão somente a minha presença, a minha atenção, o meu amor. 

Desculpem-me meus filhos, exijam que eu pare para vos olhar, exijam que vos oiça, exijam que eu páre para me dedicar a vocês em exclusivo nem que seja por meia hora, exijam que brinque com vocês, exijam que eu esqueça os adultos, o telemóvel, o trabalho, o cansaço, a casa e as suas obrigações, exijam que me sente no chão a brincar com vocês, exijam que eu vos oiça, exijam que eu vos ensine, exijam que eu vos dê atenção, exijam que entre com vocês no mundo do faz de conta, exijam que eu não me esqueça que são crianças, exijam que eu deixe de exigir.

Sejam exigentes comigo!

*para lerem quando crescerem 

♥️♥️♥️♥️

07/07/2016

A minha Bailarina ❤️





Obrigada querida S. pelas fotos

Lembro-me de quando era pequena de querer muito muito muito andar no Ballet. 

A minha Mãe não sabe nadar e por essa razão fui para a natação em vez de ter ido para o Ballet, podia lá a menina não saber nadar. 

Mas eu olhava, olhava as outras meninas enfiadas naqueles lindos maiollts, saias com tules e sapatilhas de laço, o cabelo com maravilhosos carrapitos enfiados em redes e fitas de cetim, ornados com gel e brilhantes, meninas que viviam ainda que por instantes num mundo cor de rosa.

E depois, olhava para mim enfiada num fato de banho que não tinha tule, óculos na cara que não eram cor de rosa e me distorciam as feicções e touca na cabeça que seria o único elemento distintivo dentro de água se por sorte ninguém tivesse uma touca da cor da minha (vá, essa geralmente era cor de rosa), um mundo sem qualquer magia a não ser o momento em que fazia o golfinho.

E pronto, aprendi a nadar e nunca me enfiei num maiollt de ballet. 

A minha Mãe projectou em mim os seus medos e um bocadinho dos seus sonhos, a minha Mãe influenciou-me para seguir um curso que não adorei porque a minha primeira opção não era aceitável e consequentemente uma profissão que não veste a minha pele na totalidade. 

É certo que os filhos são a extensão dos pais no sentido em que herdam características físicas e muitas vezes psicológicas, mas este todo que são os filhos, não são a soma das partes, esse todo é uma pessoa única e com vontade própria.

Não quero projectar os meus próprios desejos não realizados nos meus filhos, está claro na minha cabeça que  não me pretendo ver reflectida neles, estou consciente que os meus filhos são pessoas com individualidade e sonhos próprios, e que o meu papel nesse processo será orientá-los para que alcancem a realização pessoal e profissional e estejam satisfeitos com as decisões que tomem ao longo das suas vidas.

Por isso, como uma caixa de surpresas, deixarei que exerçam os seus talentos únicos um a um, confiando sempre neles e permitindo-lhes que criem o seu próprio caminho…

Quando ela quiser...deixa o Ballet.

Minha Bailarina ❤️

♥️♥️♥️♥️

05/07/2016

A diferença aos olhos de Baby M.

No meu novo desafio profissional trabalho com muitas pessoas oriundas da Ásia. 

Ontem depois de já estar em casa, precisei de voltar ao trabalho e a M. veio comigo. 

Vinha empolgada, todas as crianças crescem com esta grande vontade de irem ao trabalho dos pais, perguntava-me pelo caminho se também lá estava a minha professora, os meus amigos e se também tinha um recreio para brincar. 

Chegou curiosa e observadora, perguntava-me o que é que as pessoas estavam a dizer porque não percebia nada do que diziam, respondi-lhe que falavam chinês. 

- O que é chinês Mãe? 

- Chinês é uma língua diferente do português assim como o Inglês que aprendes na escola. 

- Mas chinês é no Portugal? 

- Não filha, chinês é a língua que se fala na China, e são os chineses que vivem na China e falam chinês. Os chineses são aquelas pessoas que têm os olhos mais rasgados que os teus. Assim como a Sara a amiga do Ruca. Não viste que as meninas chinesas tinham os olhos assim (enquanto gesticulo com os dedos nos meus olhos)?

- Não Mãe, as meninas eram igual a nós!

                     


♥️♥️♥️♥️

30/06/2016

Do Desapego...

As Mães são afeiçoadas, dedicadas, apegadas... diria que é quase uma condição inata à maternidade. 

Apegam-se aos filhos que chegam como se fossem a sua própria continuação, e naquele período de dúvidas, de mudança e agitação que dura alguns meses após o parto, Mãe e bebé vivem quase que em modo simbiose.

É preciso alguma resignação para aceitar que, apesar do bebé ter sido só seu durante nove meses, quando nascem, estes bebés "desapegam-se" para o mundo e a unidade Mãe e filho transforma-se em relação, em vínculo, em laços. 

Ao perder-se a "fantasia" da tal unidade, a mulher que foi Mãe, precisa de voltar a reencontrar-se em si própria muito além do seu papel de Mãe.

Mas não, as Mães continuam a apegar-se, mas agora a uma função, a um papel que a mais ninguém cabe, que mais ninguém sabe ocupar, que mais ninguém tem capacidade, como se, sem a Mãe, o bebé perdesse a fonte onde encontra tudo que precisa para ser no mundo.

Viver nesta "fantasia" faz de nós indispensáveis e faz com que deixemos de pensar no que há para além de ser Mãe.

As Mães são como que gerentes da própria vida e da vida familiar no geral, assumem responsabilidades domésticas, cuidam dos filhos, frequentam a farmácia com mais regularidade que o cabeleireiro e manicure, dormem pouco ou nada, comem a meias, em prestações ou às escondidas, enloquecem regularmente, olham-se ao espelho com ar de espanto por deixarem de ter sido aquela que eram antes de ser Mãe ...

... mas às vezes as mulheres que somos gritam para continuar a existir, estão cansadas de ser Mãe, cansadas de ser gerentes, as que cuidam de tudo, as que tentam manter a paz, o futuro dos filhos, o bem estar da casa, e às vezes só querem ser apenas elas próprias, debilitadas, cansadas, humanas, Mulheres, e nós, nós mandamos calar.

Esta sou eu...

Sem vergonha nenhuma de dizer que não sei praticar o desapego!

♥️♥️♥️♥️

27/06/2016

E estes biberões Twistshake? ❤️

                     


Baby M. com 3 anos e Baby V. com 2 anos ainda bebem o seu leitinho no biberão, há quem diga que devia acabar com isto e que deveria começar a incutir o leitinho no copo. 

A realidade é que o facto de eles ainda usarem biberão não me incomoda minimamente e começarei a insistir que o deixem de usar quando achar que estiverem prontos para a mudança. 

Defendo que têm tempo para crescer e que o uso do biberão uma vez por dia é um momento de conforto e felicidade para ambos. 

Posto isto, biberões lá em casa ainda não estão a mais :-)

Quando vi pela primeira vez os biberões da Twistshake, fiquei com pena que não existissem há mais tempo, além de MUITO MUITO giros, acho todo o conceito inovador, extremamente útil e diferente.

Os biberões Twistshake são ideais para a transição da amamentação para o biberão, a tetina flexível assemelha-se ao mamilo das Mães e ajuda a manter o padrão de sucção natural, a tetina é feita num tipo de silicone super macio, livre de BPA e existe em 4 fluxos diferentes de acordo com cada fase do bebé.

O Twistshake é feito num material que permite manter o calor por mais tempo, tem uma válvula anti cólica que cria um fluxo uniforme para reduzir as cólicas - o TwistFlow - que é um sistema desenvolvido para evitar cólicas e perturbações no fluxo da garrafa e a rede misturadora dissolve de forma eficaz todos os pequenos grumos do leite em pó e reduz o risco de entupimento da tetina permitindo assim assegurar um fluxo uniforme para o bebé e trás ainda um recipiente para colocar o leite em pó. 

Mas este é um biberão que consegue acompanhar o crescimento do bebé, a existência do TwistFlow permite tornar a água das crianças mais divertida e saborosa, podendo colocar-se frutas no biberão e criar a própria agua de fruta natural sem nunca entupir a tetina, assim como o recipiente poderá passar a servir para guardar os cereais ou bolachinhas dos lanches das crianças.

O que mais gosto nestes biberões são além da funcionalidade inovadora o design e as cores.

O Twistshake existe em seis cores que podem ser combinadas entre elas e três tamanhos (180ml, 260ml e 330ml) cá para casa escolhi a cor pêssego a pensar que seria uma cor mais unissexo mas parece que Baby M. ficou a ganhar :-) 

Quem quiser adquirir um biberão destes vão a Twistshake.com e usufruam de 20% de desconto na compra de qualquer biberão mesmo os que já estão em promoção introduzindo o código: cronica20

Obrigada Twistshake :-) 

❤️❤️❤️❤️

* Crónicas de Uma Grávida Acamada foi presenteada com o Twistshake contudo, a opinião e experiência sobre o produto são pessoais


Baby M. with 3 years and Baby V. with 2 still drink the milk at the bottle, some people say I should stop this and should begin to instill the milk at the cup.

The reality is that the fact that they still use bottle does not bother me at all and begin to insist stop using them when they are ready for change.

I argue that they have time to grow and the use of the bottle once a day is a time of comfort and happiness for both.

Said that, baby bottles at home are still not the most :-)

When I saw the bottles of Twistshake, I was sorry they didn't exist more time, they are VERY VERY beautiful, and all the innovative concept, extremely useful and different.

The Twistshake bottles are ideal for the transition from breastfeeding to bottle feeding, flexible teat resembles mother nipple and helps maintain the standard of natural suction, teat is made into a kind of super soft silicone, BPA-free and there in 4 different flows according to each baby stage.

The Twistshake is made of a material that keeps the heat longer, has an anti colic establishing a uniform flow valve to reduce colic - the TwistFlow - which is a system developed to prevent cramping and disturbances in the flow of the bottle and the network mixing dissolves effectively all the small lumps of milk powder and reduces the risk of clogging of the teat thus ensuring a uniform flow to the baby back and also a container to put the powdered milk.

But this is a bottle that can monitor the baby's growth, the existence of TwistFlow allows make water the most fun and tasty kids, being able to put up fruit in the bottle and create their own water natural fruit without ever clogging the teat, so as the container may move to serve to store cereals or cookies for snacks for children.

What I most like these bottles are beyond innovative feature design and colors.

The Twistshake exists in six colors that can be combined between them and three sizes (180ml, 260ml and 330ml) here home I chose the peach to think that would be a more unisex color but it seems that Baby M was to win :-)

Who wants to buy a bottle of these Go to Twistshake.com and benefit of 20% discount on any bottle even those who are already are on sale by entering the code: cronica20

Thanks Twistshake :-)

 * Chronicles of A Pregnant Bedridden was presented with the Twistshake however, the opinion and experience of the product are personal

23/06/2016

o melhor do meu dia #4

E cada vez que recebo emails com este teor acredito ainda mais que partilhar a gravidez de baby V. não foi, é, será, apenas útil para mim.

Partilho estes emails porque em cada um deles há uma partilha inevitável, porque cada mulher vive a sua gravidez de forma própria, porque cada mulher vive os seus medos e receios também eles próprios, na realidade podem ser diferentes mas também semelhantes e podem ser por vezes uma ajuda/solução a quem se pensa tal como a S., diferente, quando na verdade somos todas iguais embora com contornos ligeiramente diferentes. 

Olá, o meu nome é S. e sou uma futura Mãe de Primeira viagem..
Sempre fui uma pessoa muito ativa, fisioterapeuta e amante incondicional de desporto!
Após muiiitos anos de amor, decidimos aumentar a Família... se eu sabia o que significava, o que podia ou não acontecer..  não, de todo.. seguimos o coração, e à primeira, lá estava o nosso bebé! Se estava preparada.. acho que não! Mas como estar?
Tive alterações hormonais, julgo eu, que me levaram a crises de ansiedade e insónias. Como sou pessoa de pedir ajuda, fui a uma psicóloga que me ajudou a sair da crise. :) que alivio senti..
Tudo rolava, até às 20 semanas, quando fui atirada para a cama, com risco de aborto prematuro...
Cá vim.. tenho uma Família do caraças, e à minha Mãe nunca conseguirei agradecer tudo o que tem feito.. A minha outra metade, também à sua maneira, tem me ajudado..faz tudoo em casa! Só não é de muitos afetos, e ñ consegue entender estas minhas ansiedades e angústias... e como uma pessoa fica sensível e carente nestas alturas...
Portanto, fui me aguentando até agora, com quase 30 semanas...
E aqui surge a minha admiração por si... como aguentou???
Será que eu serei diferente por me estar a ir abaixo? Serão normais todas estas minhas dúvidas? Será que afinal não fui feita para ser Mãe?
Será mesmo verdade que quando os vemos tudo vale a pena? Eu que nunca acreditei em amor à primeira vista!
Desculpe este meu desabafo, mas só quem passa por elas é que percebe... qualquer palavra sua, me irá  ajudar a suportar melhor...
Como muito carinho, admiração e respeito.
S.

Querida S., espero sinceramente que as minhas palavras a tenham ajudado a suportar melhor esta fase que está quase quase a acabar. 

❤️❤️❤️❤️

22/06/2016

Quando se fecha uma porta...

Soube desde logo que o caminho que começara a traçar seria mais uma vez temporário, acreditava de forma convicta que ainda não tinha decidido o que queria fazer e não me enganei. 

Bem sei que os caminhos mais difíceis são aqueles que nos dão maior prazer até porque por vezes é no caminho que está a alegria e não no destino.

Que esta janela que se abriu e que me levará a todo um mundo novo e desconhecido seja finalmente o caminho certo!

❤️❤️❤️❤️

16/06/2016

O melhor do meu dia... #3

No dia 14 de Outubro de 2014 a S. escreveu-me, dizia:

Olá Vanessa. Felicito-a pelo seu blog e acima de tudo por ser uma mãe coragem. Não sou mãe...à semelhança do seu post de 12 de agosto "das coisas que não se perguntam"...tive perdas, mas não gosto de falar disso. Ficam as mágoas guardadas na gaveta do coração, sendo que deitei fora a chave que a abre. Continue a escrever dessa forma. Na maioria das vezes faz-me rir e em outras situações admito que fico com os olhos marejados de lágrimas.

Entre várias coisas, a S. falou-me da sua dificuldade em manter as gravidezes, contou-me que estava em processo de adopção, descobrimos que é familiar da minha grande amiga X., manteve-se até hoje numa das seguidoras mais assíduas e participativas do blog, tornamo-nos amigas pessoais no facebook e não nos conhecemos pessoalmente, AINDA!

Ontem dia 15 de Junho de 2016 a S. volta a escrever-me e por uns minutos o meu mundo parou, fez-se silêncio e os meus olhos não desviaram um segundo das suas palavras:  

Olá, sei que alguns de vós conhecem-me desde sempre e outros mais recentemente e outros ainda, conhecem-me apenas virtualmente, mas, com todos vós, e por um motivo ou outro da minha vida, os nossos caminhos cruzaram-se. Talvez nos próximos tempos eu vá estar ausente, a ser feliz. Ou melhor...a continuar a ser feliz...mas com uma nova agitação na minha vida: Vou ser mãe!!! Muitos de vós estão a pensar: Mãe??? Como assim? Eu respondo em alentejanês: Assim “derepentemente”!!! Bom … não foi de repente...muito menos ao fim de 9 meses...como é o normal. Vou ser mãe de coração (e de corpo e alma e com documentos oficiais) de duas crianças – o E de 4 anos e a M de 2. Sucintamente vou apelar a alguns mitos e verdades acerca de todo este processo e do que o antecedeu de uma forma socialmente correta, pois existem frases e observações que me deixam os pelos ouriçados (se bem que com isto não estou a dizer que sejam vocês a deixarem-me com os cabelos em pé) Assim e para desmistificar: - É mito a história da coitadinha que não pode ter filhos: De facto, não tenho qualquer problema em engravidar. Inclusivamente engravidei umas vezes, mas de todas perdi os bebés (tenho dificuldade em manter a gravidez, mas não tenho qualquer problema associado ou diagnosticado). Se doeu? Sim, Muito! Se isso foi o mote para adotar? Não. Podia ter tido a bravia que outras mulheres tiveram de fazer uma gestação totalmente acamada e sem certezas de um final feliz, à semelhança da B. das Crónicas de uma Grávida Acamada, mas NÃO. Não arrisquei. Puseram-se sempre tantas coisas a camuflar esse receio (o emprego, logística, as questões de saúde minhas e da própria criança, etc, etc.) que arrisquei não o fazer. Cobardia, talvez... ou forma desajeitada de defesa, nem sei bem. Depois de saradas as feridas e por ser uma pessoa muito bem resolvida com a vida, e por achar-me com a maturidade suficiente para um novo desafio, embarquei no mar revolto da adoção. Comecei pela Adoção Internacional com muitas aventuras e desventuras (desde a prisão da minha advogada indiciada por tráfico de criancinhas - o que me fez desistir de imediato) e acabei na Nacional, ao fim de quase 5 anos de espera. O que infelizmente nem se percebe, para que quem como eu queria uma adoção tardia e sem bebés de colo, sem etnia ou raça específica. Crianças são crianças em qualquer credo ou cor. Não me julguem boazinha ou caridosa neste ato. Qualquer pessoa que me conhece, vê que à 1ª vista (embora simpática q.b.) que o adjetivo “boazinha” NÃO se aplica a mim (principalmente a nível profissional). Para mim a adoção foi e é um processo totalmente EGOÍSTA, que vem ao encontro do meu desejo e vontade de criar uma família. Adoção não é um gesto heroico ou de caridade. Adoção é somente, e tão somente, uma forma legítima de filiação que permitiu tornar-me mãe. Não fizemos caridade. Muito menos me digam coisas como “Mas adotaste um já crescido em vez de um bebe" Pois, como referi se tivesse querido
 bebe tinha-o tido. Eu sou egoísta. Nesta fase da minha vida não queria (pese embora ainda vá ter) fraldas, biberons, noites mal dormidas, e como adoro viajar...quero pegar nos miúdos e ir...sem muita logística atrás de mim! Não é por ser mais crescido que o vou amar menos ou ela a mim. Afinal quantas vezes conhecemos amigos e conseguimos amá-los tanto ou mais do que família de sangue? Não me digam...como já me disseram: “Ainda bem que adotaste, assim na velhice não vai ficar sozinha: Hello??? Eu quis ter um filho...não um enfermeiro geriátrico! Ou ainda: “Mas não tens vontade de ter um filho que se pareça contigo de verdade? Que tenha seu sangue?”Hello novamente: - Não. Para isso teria que ser clonada como a ovelha Dolly!!! E estes meus filhos não são de verdade??? São meus!!! Com sentença judicial e tudo!!! Claro que também é um ato de amor, e é preciso estarmos preparados para amar um/uns "estranho (s)" e tornar-nos mães/pais dele (s), mas isso também é verdade que acontece com o nascimento, apenas é de outra maneira, pese embora estes meus seres tenham personalidade própria e verbalizem o que lhes vai na alma. Foi um longo caminho e vai sê-lo pela vida fora. O verdadeiro desafio! Tal como o de todos vocês que são mães e pais de forma biológica. Morro de ansiedade de os ter comigo e já só falta um bocadinhooooooo!!! Um bj grande e um abracinho apertado para vocês. S.

A S. acabava de comunicar ao mundo que ia ser Mãe! ❤️
  
Mas não terminava e comunicava-me só a mim que: 

Obrigada querida Vanessa. Você tem uma importância significativa porque ao ler o seu blog eu vi o quanto corajosa foi e o quanto receosa eu o fui por não ter tentado estar na sua situação! A vida tem destas coisas. Penso que por vezes é preciso perder uma coisa na vida para ganhar uma muito boa. Sofri muito desde 2010/2011 até agora. Esperei...esperei e esperei pelos meus filhos. Sei que ainda vai demorar um mês a tê-los comigo e sim...parece-me uma eternidade. Mas sei que no dia em os tiver comigo...vai ser para a vida toda. Aliás saiu-me o Jackpot Dois em um!!! Desde a semana passada que passo os dias com lágrimas nos olhos...de felicidade. Estou com medo, insegura e estou a viver num mês o que as mães vivem em 9 meses. Sei que um dia vamos conhecer-nos pessoalmente e sim, sou eu quem quer muito dar-lhe um abraço. Até lá... e se eu tiver duvidas e receios, espero socorrer-me dos seus conselhos e da sua experiência. Um beijo do tamanho do mundo. Obrigada

Querida S.,
Estou desejosa para conhecer os seus filhos, estou desejosa de os ver no seu colo, no seu abraço.
Obrigada pela referência mas... quem sou eu perante tamanho acto de coragem por quem se diz não a ter. 
Até breve! 

Caramba, e é isto, para mim é isto a essência do meu blog. 

Obrigada 

❤️❤️❤️❤️ 

Resultado Passatempo Bechamel

 

Antes de revelar a identidade da vencedora tenho que agradecer a todos (e foram alguns incluindo maridos apaixonados e pais babados) os que participaram. 

Deixaram-me, sem dúvida, com vontade de voltar a repetir a experiência de um passatempo.

E agora… tcham tcham tcham tcham... a vencedora do passatempo é ...

Joana Freitas

Parabéns! 

Por favor entre em contacto directo com a Bechamel  através de mensagem na página de Facebook! 

Mais uma vez, muito obrigada a todos :-) 

❤️❤️❤️❤️




08/06/2016

Para lerem quando crescerem* #8


Despreocupem-se.
Libertem-se.
Soltem-se e abandonem tudo o que vos faça mal.
Interrompam cada pensamento negativo e afastem-se do que vos magoa.
Desliguem-se do que vos atormenta.
Sorriam sempre.
Sintam o silêncio, escutem apenas o vosso coração bater!
Por vezes esqueçam as horas, as obrigações.
Reflictam.
Sintam o que há de bom em serem vocês próprios.
Sejam o que quiserem ser.
Imaginem, realizem e não deixem nada por fazer.
Desgastem-se com o que vos dá prazer.
Sintam a paz, apreciem-na.
Sonhem. Fantasiem.
Apaixonem-se.
Amem-se e amem.
Deliciem-se com a vida.
Isto tudo.
Para que sejam felizes.

 *para quando souberem ler

Mãe 

❤️❤️❤️❤️