20/02/2017

Vamos falar de pipis?

Quando me pediram para escrever sobre este assunto não hesitei...

Passado um tempo de ter ficado grávida da M. decidi começar a fazer ginástica pré parto e comecei a ouvir falar em assuntos sobre os quais nunca tinha antes pensado tais como a necessidade do fortalecimento do pavimento pélvico.

- "Procurem na net tudo sobre Kegel"
- "Imaginem que introduzem o dedo no pipi e agora comprimam o dedo"
- "Agora vão para casa e treinem enquanto estão a ver televisão"

Era desta forma que era explicada a forma de fazer alguns exercícios o que por vezes resultava para algumas mulheres em risinhos pequeninos, duvidas para outras e constrangimento para tantas.

A questão é que o desenvolvimento deste conjunto de músculos é muito mais importante do que parece e não só durante a gravidez, porque este é um conjunto de músculos que suporta todos os órgãos reprodutores e de função urinária. 

Sabiam que, os desportos de alto impacto, o envelhecimento, a gravidez e o parto, ou até mesmo ficarem sentadas ao computador durante todo o dia, são factores que podem contribuir para o enfraquecimento do pavimento pélvico? 

E sabiam que o enfraquecimento do pavimento pélvico pode resultar em incontinência urinária, descida dos orgãos como a bexiga, recto ou útero ou até mesmo a perda de desejo sexual?

Mas eis que surge o Elvie que veio revolucionar não só os exercícios do pavimento pélvico mas também a forma de os realizar.



O Elvie é inserido como um tampão e liga-se à app através do Bluetooth. 

O sistema patenteado de sensores de movimento e força do Elvie medem o movimento dos músculos do pavimento pélvico e a app permite-lhe ainda visualizar os exercícios, monitorizar o seu progresso e corrigir a sua técnica em tempo real. 



Cada exercício de cinco minutos, foi concebido por peritos da Imperial College London e da Universidade de Oxford e são recomendados por fisioterapeutas, obstetras e PT de todo o mundo.

O facto de ser ergonómico, discreto e portátil permite que faça facilmente parte da rotina de qualquer mulher, em particular, das Mães que experienciam partos difíceis que lhes trazem mazelas físicas que interferem em particular com a vida sexual.

Um grande uauuuuuuu para o Elvie que vem sem dúvida facilitar e desmistificar este assunto!

P. s. Fiquem atentas em breve terei um para oferecer.

♥️♥️♥️♥️

17/02/2017

As Mães de hoje...

A minha Mãe mal lê o meu blog.

Diz que, por não ser adepta das novas tecnologias não o faz de forma diária e que o lê quando calha ou quando se lembra, e que depois lê todos os posts de uma só vez. 

Às vezes pergunto-lhe o que acha, encolhe os ombros, não comenta, quase que arrisco a dizer que não acha piadinha nenhuma ao blog nem ao que escrevo.

O pouco que comenta, diz não concordar com esta nova forma de encarar a maternidade, que as Mães de hoje são complicadas, são picuinhas, são estupidamente competitivas entre si.

E pergunto-lhe como era ser Mãe na altura em que foi, aparentemente, no passado, as Mães cobravam-se menos, eram, talvez, menos complicadas, não havia qualquer tipo de competição entre si, e que eu não posso falar muito porque eu não sei o que é lavar fraldas à mão, além disso as Mães de hoje, têm acesso a mais informação e até têm a vida bem mais facilitada porque antes não existiam fraldas descartáveis ou papinhas prontas.

É verdade que temos mais informação, é verdade que existem papinhas prontas e também é verdade que existem fraldas descartáveis.

Mas eu sou uma Mãe de hoje e para compensar, nos dias de hoje temos uma pressão sobre as múltiplas facetas da identidade feminina e quase que arrisco a dizer que o que nos rodeia agora é muito mais complexo, as Mães de hoje que são como que “esmagadas”, têm que dar conta dos filhos, do marido, da casa e ainda ser bem sucedidas no trabalho, as Mães de hoje que têm que trabalhar porque lhes é cobrada a obrigatoriedade da contribuição financeira na casa e por outro lado, algumas são acusadas de abandonar a família em busca de uma carreira, as Mães de hoje sujeitas a muitas cobranças, diversas funções simultâneas, sejam elas entre trabalhos domésticos, vida profissional, vida familiar, o marido, os filhos e os amigos, as Mães de hoje que vivem neste conflito, as Mães de hoje a quem são cobrados padrões estéticos, socias e até sexuais, as Mães  de hoje que desejam ser uma mistura de Barbie, Mãe do Ruca e Profissional de sucesso, uma verdadeira façanha quase impossível de  acontecer, as Mães de hoje que vivem na/e com culpa, culpa essa que as faz cometer erros em relação à educação dos filhos, as Mães  de hoje que são autenticas Mãelabaristas para conseguirem atender a todas as exigências do dia a dia, as Mães  de hoje que se esquecem de ouvir a elas próprias, as Mães de hoje que querem chegar a todo o lado e que se recusam a aceitar as suas limitações.

É verdade Mãe, nunca lavei fraldas à mão!

♥️♥️♥️♥️

14/02/2017

Feliz dia dos Namorados ♥️

Maridos, namorados, companheiros e amigos coloridos, o que é que estão a pensar a esta hora? 

Nos presentes? Nos jantar? Nos hóteis? Nas flores? Nos peluches? 

Desejosos por esta noite aposto.

Ou ainda estão a pensar que têm uma grande bota para descalçar? 

- Querida, surgiu aqui no trabalho um relatório de última hora chego mais tarde! 

- Amor, o Zé sentiu-se mal vou ter que o ir levar a casa!

- Fofinha, acreditas que me deixaram fechado no escritório! 

- Amorzinho, tu não vais acreditar nisto?! Chegou o Director Geral da China e vou ter que ir jantar com ele! 

Ajudei na tanga?! 

Como é que afinal vão dividir esse: "És o nosso grande amor"(gritado em voz cavernosa) com o vosso (este sim verdadeiro) Amor (susurrado baixinho)? 

Mulheres de Benfiquistas como é que vai ser hoje? Verdade ou consequência?

Estou solidária! 

♥️♥️♥️♥️

13/02/2017

Mas a M. ainda usa chucha?!



A M., à excepção da escola (que não o permitia), sempre fez uso livre da chucha.

Em Novembro do ano passado, no dia em que a M. fez 4 anos, decidi marcar este dia com a primeira foto que lhe tirará, que por acaso foi com chucha.

Surgiram alguns comentários como: "Mas ainda usa chucha?!" e surgiu o pedido da D. que me pediu que escrevesse sobre isto do uso da chucha pois a sua filha C. também estaria perto de fazer 4 anos e também estava dependente do uso da chucha.

Como em tudo na maternidade este é um assunto em que há opiniões diversas e começa logo assim que o bebé nasce: 

- "Não lhe ofereças chucha enquanto não souber mamar". 

- "A chucha deve ser reservada para os momentos em que o bebé a solicitar para se tranquilizar como para adormecer ou quando está mais aborrecido ou doente".

- "A partir dos 18 meses de idade o seu uso deve restringir-se à hora de dormir".

- A partir dos 2 anos e meio/3 anos no máximo a criança já não deverá usar chucha. 

E se a criança ultrapassar todos estes supostos limites?

- Vai ficar com os dentes todos tortos!

- Isso vai ter implicações ao nível da fala!

- Ai que feio uma menina TÃO GRANDE a usar chucha!  

- O seu processo de autonomia será mais lento!

Confesso que a M. fazer uso de chucha com 4 anos, não era uma situação que me agradasse, mas não fazia disto um cavalo de batalha, recusava recorrer a qualquer tipo de humilhação ou proibição, comparação com o V., fazer da chucha moeda de troca como a história do Pai Natal, fazer propositadamente um buraco para que não lhe soubesse bem evitando a todo o custo causar-lhe qualquer tipo de frustração com este assunto. 

Não queria correr o risco de que ela fosse em busca de alternativas como chuchar no dedo, optei antes por não forçar o processo e começar a prepará-la psicologicamente para o adeus à chucha. 

Comecei por lhe dizer que já fazia bolos comigo, que ajudava a por a mesa, que fazia recados na escola à Professora e que isso fazia dela uma crescida, que já estava a começar a aprender os números e as letras, que já dizia palavras em Inglês e que está quase quase a começar a aprender a ler e a escrever e que se calhar devia começar a pensar em dizer adeus à chucha. 

Este foi um processo de mentalização diária, levado com muita calma, não vale olhar para as crianças como adultos em ponto pequeno, porque não o são. O processo de mentalização leva tempo, assim como a criação de rotinas também leva tempo, e o tempo dela acabou por chegar...

no dia 25 de Dezembro quando a fui deitar ela olhou para mim e disse-me de modo natural, convicto e convencido:

- Mãe, já não quero usar mais chucha!

e nunca mais usou, e nunca mais perguntou, e nunca mais quis saber da sua chucha.

O adeus à chucha é um processo natural e vai acontecer, mais tarde ou mais cedo.

O nosso aconteceu talvez mais tarde do que é suposto mas aconteceu sem choros, sem birras, sem frustrações e exigências,

Esperar é uma virtude, também para nós Pais.♥️

♥️♥️♥️♥️

07/02/2017

Para ti MÃE de 1ª viagem!

Querida Mãe de 1ª viagem,

Ainda me lembro quando estava no teu lugar, dos medos, dos receios, das dúvidas, dos “ses ”...

Sim, tal como tu, também tinha essa necessidade de saber todas as estatísticas e explicações para o valor de cada exame e cada análise, mas acredita, basta saberes que está tudo a correr bem, confiar no Médico que te acompanha e deixar para ti assuntos como, a decoração do quarto e guardares a Médica e Enfermeira que há em ti para quando o bebé nascer.

Vive a tua gravidez com serenidade, longe de perguntas, de medos e do Dr. Google.

Controla essa tendência de querer planear tudo, o dia em que o bebé vai nascer, o tipo de parto, a amamentação em exclusivo, não te preocupes com isso do desconhecido, há coisas que só sabemos depois de acontecerem, deixa os dias acontecerem, um a seguir ao outro, um de cada vez.

Vais ter medo, da dor, do parto, da amamentação, das noites mal dormidas, da exaustão e da responsabilidade de ter de cuidar de alguém 24h por dia para o resto da tua vida.

E quando um dia deres por ti, atrás de uma porta de casa de banho a chorar, e sem saber porquê, não fiques preocupada, acredites ou não, faz parte e é normal. Aos poucos, as coisas vão entrando nos eixos, começas a criar a tua/vossa rotina, vais conseguir tirar o pijama, tomar banho, dormir 3 horas seguidas, e responder a perguntas básicas como: Como é que te chamas?

Não acredites que vais ter dificuldades para cuidar do teu bebé ou para manter a tua sanidade no turbilhão que é (sim não é mito, é mesmo!) ter um bebé em casa, pois existe uma coisa chamada instinto que nunca te vai falhar e que se vai manifestar em TODOS os momentos que precisares.

Também vais morder a língua, todas nós mordemos em algum momento, mas também está tudo bem, até porque não te podes nem te deves cobrar nunca, assim como não deves ler tudo o que existe, nem absorver tudo o que ouves sob pena de enlouqueceres com tanta opinião, conceitos e valores que tantas vezes nem vestem a tua pele, mas como a vizinha fez também vou fazer. 

Não vais nada! 

Tenha a certeza que tu vais construir a tua própria maneira de levar a maternidade e acredita, que será única, pessoal e intransmissível.

Ah sim, claro que vais andar cansada, aliás, esgotada é o termo mais apropriado, e se deres por ti a perguntar-te: “O que eu fui fazer da minha vida?” também é normal. 

Vais conseguir superar os dias difíceis, e saborear os bons, até porque, quando aquele gordo mais querido cor de rosa solta um gemido e encosta a sua mão minúscula de pele macia e cheirosa na tua pele, o teu mundo vai parar e vais esquecer tudo ali, naquele momento.

O tal amor arrebatador incondicional encantador total absoluto e integro que tudo explica é o único sentido de toda esta experiência.

E lembra-te as horas podem parecer muito longas, os dias podem parecer muito tempo, mas confia em mim quando eu digo, os anos são curtos e é mesmo, mas mesmo verdade, que passa e crescem num instante. 

Boa viagem!

Vais ser capaz ♥️ 

♥️♥️♥️♥️

06/02/2017

Vamos falar de PMA? (Procriação Medicamente Assistida)

Antes de conseguir engravidar pela 1ª vez, o que demorou quase um ano, achei que engravidar iria ser de facto um problema para mim. 

Depois engravidei uma vez, e perdi o bebé, depois engravidei a segunda vez e voltei a perder o bebé, até que pela terceira vez engravidei da M. e da quarta vez do V. 

Durante todo este processo de tentar engravidar e de engravidar e perder os bebés, em algum momento pensei que talvez pudesse ter um problema de infertilidade. 

Arrisco a dizer, que esta é uma questão que muitas mulheres colocam antes de começarem e quando estão a tentar engravidar. 

A realidade é que este acabou por não ser um problema para mim (tive outros), mas foi, e é, para amigas que me são próximas.

Da experiência que tenho, felizmente parca, sobre este assunto, este continua a ser um assunto tabu para muitas mulheres e não o deveria ser...

A IVI  (já falei AQUI sobre o Instituto Valenciano de Infertilidade), no seguimento da nova lei de PMA que permite que todas mulheres tenham acesso a tratamentos de fertilidade, AMANHÃ dia 07/02/2017 pelas 19H00 às 20H30, vão organizar uma sessão de esclarecimento no IVI Lisboa. 

A entrada é livre, mas os lugares são limitados.

Inscreva-se e partilhe!


                               

E nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, desistam!

♥️♥️♥️♥️

26/01/2017

Eu não me chamo MÃE!

A partir do momento em que aqueles dois traços apareceram deixei de ter nome. 

Começou logo nas primeiras consultas em que lentamente as Enfermeiras me começaram a baptizar ainda que a medo: a Mãe está de quantas semanas? 

As primeiras vezes achei imensa graça e esboçava um enorme sorriso para aquele que iria ser o meu novo estatuto, MÃE!

Depois a barriga vai crescendo, e vai crescendo também a confiança das Enfermeiras: Ó MÃE esse peso está acima do que é suposto! dos Médicos: Ó MÃE isso do sushi é que nem pensar! dos Farmacêuticos: Ó MÃE o seu médico receitou isto? dos Formadores de Pré Parto: Ó MÃE vai dar de mamar certo? dos Professores de Ginástica: Vamos embora MÃE, ou não está já mortinha para por um biquíni? dos Directores das Escolas: Ó MÃE não se preocupe que se houver vaga nós ligamos!

E sem saber ler nem escrever e ainda sem ter um filho nos braços, estou empossada de um verdadeiro estatuto e baptizada com um novo nome, MÃE! 

Chega o dia do parto e... agora sim, depois de 15 horas de trabalho de parto, de bufar e me contorcer com dores: ah Valente! Muito bem! Parabéns MÃE! meia atordoada (deve ter sido do clister) é a primeira coisa que oiço ainda antes de ela chorar! 

Depois vêm as Enfermeiras outra vez com aquela conversa que o meu A. às vezes também faz: Ó MÃE deixe-me lá ver essas mamocas! Se não tivesse sido cesariana, presumo que também dissesse: Ó MÃE deixe-me lá ver esse pipi! Really?! Sounds weird! 

Mas, ainda mais weird, very weird, e que, verdadeiramente me encanita (adoro encanita), são os casais que depois de serem pais se começam a tratar por MÃE e PAI! Ó MÃE o teu filho está a chorar! Ó MÃE passa-me essa perna de frango assado que tem tão bom aspecto! Ai PAI não faças isso que estão ali os miúdos! Isto não é romântico! Nada mesmo! Acreditem em mim!

E outra coisa que eu adorava, era encontrar a Educadora da minha filha na noite (a do meu filho já me chama pelo nome ufaaa) cada uma de nós com um gin na mão, e queria ver se ela ao som do Love You Better do Crazy White Boy (adoro esta musica) e com cara de “mas esta com dois filhos sai à noite” me conseguia dizer: Olá MÃE, está boa?

Deixem o "Ó MÃE" para os meus filhos, ok? 

♥️♥️♥️♥️

17/01/2017

37 a 17.01.2017


Mas o que é isto de fazer 37 anos?

(A última foto com 36 anos)

é sentir que talvez já tenha amadurecido o suficiente, é saber utilizar o sorriso certo para o momento exacto, é saber que não é com vinagre que se apanham moscas, é não ter o percurso com que sonhei, nem como imaginei, mas ser certamente, igualmente feliz, é ter uma colecção de amigos invejável, é utilizar saltos altos ou andar descalça com a mesma graciosidade, é elogiar muito, agradecer sempre, apreciar vinho tinto, é rir mais do que chorar, é pensar e ponderar antes de agir, é errar menos mas continuar a aprender com os erros, amar com intensidade sem medo de entregas, ter menos ilusões mas sem nunca deixar de sonhar, é ver os primeiros cabelos brancos e as primeiras rugas a aparecer e aprender a lidar com isso, é perceber que tenho menos tempo agora do que antes, mas sobretudo perceber que as marcas deixadas na vida, no corpo e na alma, não começaram aos 37 mas sim ao longo deste "eu" que tenho vindo a construir que me faz ser o que sou. 

37 a 17.01.2017 tem tudo para ser bom!

♥️♥️♥️♥️

09/01/2017

A poucos dias...


de entrar nos 37... 

O ano passado, e pela 1ª vez, fiz boicote ao dia do meu aniversário, primeiro não queria nada, depois quando decidi que queria festejar, tudo o que tentava planear me saia furado, depois desejei que alguém o fizesse por mim, ninguém fez, depois quando voltei a tentar ouvi demasiadas desculpas e "não posso" e acabei por passar a meia noite com 3 pessoas das importantes, e por fim decidi que no dia queria apenas um pijama e uma manta, que estava bom, que era o me que bastava e assim foi! 

Passado uns meses fiquei com a sensação de que não tomei a opção certa e que se calhar devia ter insistido comigo e não me ter deixado levar. 

Hoje, a poucos dias de entrar nos 37 a mesma sensação está a apoderar-se de mim. Mas como é que é possível estar a 3 dos 40? Como é que é possível? quando ainda me sinto presa a uma miúda. quando ainda sinto que falta qualquer coisa. quando ainda sinto que me falta viver tanta coisa. quando ainda há coisas que não me bastam. quando ainda me sinto insatisfeita. quando ainda sinto que não cheguei à minha plenitude. quando ainda sinto que tenho tanto para receber e muito mais para dar. Isto está a passar tudo depressa demais e eu não estou a conseguir acompanhar. Ou serei demasiado ambiciosa ou demasiado insatisfeita?! ou até demasiado complexa?!

Se há uns bons anos atrás me tivessem perguntado como é que eu achava que iria estar a minha vida quando fizesse 37 anos garantidamente que a resposta seria bem diferente de como está a minha vida  agora a ser vivida. 

Confesso-me desiludida com algumas decisões, confesso-me errada com algumas escolhas, assim como me confesso agradavelmente surpreendidas com algumas opções.

E se o ano passado ansiava pela serenidade este ano anseio pela resiliência, não fosse 2017 um ano que se afigura cheio de adversidades que não serão nada mais do que novas oportunidades.

e este ano, não me vou deixar levar!

♥️♥️♥️♥️

03/01/2017

Não vou fazer resoluções...

o dia-a-dia de correria...

o tempo que passa sempre demasiado rápido...

Depois, seguem-se e somam-se os dias, os meses, os anos, uns atrás dos outros e tantas vezes limitamos a nossa existência ao: “esperar”, "adiar", "deixar andar"...

Esperamos por dias melhores, pessoas melhores, vidas melhores ou apenas que qualquer coisa acabe para que depois seja melhor e se consiga.

Adiamos coisas que queríamos fazer porque "agora não é o momento certo" e quem sabe mais tarde, o tal momento certo chegue e ainda bem que se adiou.

Deixamos andar porque agora não conseguimos, não é o tempo de e para, afinal temos medos, receios, não arriscamos, sempre isto do "não é o momento", talvez daqui a um tempo, porque ai sim, vai ser melhor.

Não faço resoluções porque não quero viver com o peso da promessa incumprida, com o sentimento de objectivo falhado e prefiro sim "esperar", "adiar", "deixar andar" mas sempre com a esperança de que tudo vai ser melhor!

❤️❤️❤️❤️

30/12/2016

Em 2016...


…fiz boicote à chegada dos meus 36 anos e enfiei a cabeça na areia como uma avestruz, viajamos os dois sozinhos pela 1ª vez desde que somos pais, vi casar uma das minhas melhores amigas num dia maravilhoso, voltei a mudar de trabalho (sim mais uma vez) e o desafio não podia ter sido mais gratificante e enriquecedor, a festa de aniversário do V. foi memorável, vi nascer a C., a M. e o A. três sobrinhos do coração, a independência da M. fez-se notar, assim como os terrible two do V., continuei a rir mais do que a chorar, fiz nascer outro blog com duas amigas das preferidas mas o tempo não nos dá tréguas, casei o meu Pai, este blog foi considerado por duas vezes um dos melhores blogs de maternidade (ainda me pergunto porquê? E como?), alterei a imagem do blog como tanto desejava, iludi-me, desiludi-me e certamente provoquei o mesmo sentimento em algumas pessoas, percebi que posso fazer mais e melhor e que por vezes não faço o suficiente e como o deveria fazer, tirei uma foto com o Toy e com a Maria Leal, passamos um fim de semana os 4 “pelos caminhos de Portugal”, li meio livro, fui ao cinema ver desenhos animados, fiz um programa de rádio, acabei de vez com as amigdalites, vibrei pela 1ª vez com a Selecção Nacional,  não cresci emocionalmente como queria, senti que por vezes gosto e dou mais do que os outros, não fui  a Mãe que gostaria, deixei-me toldar muitas vezes pela impaciência e cansaço, recuperei amizades e deixei esfriar outras, disse demasiadas vezes “não consigo chegar a todo o lado”, fiz promessas que não cumpri, amei os meus filhos desenfreadamente, ralhei com eles, gritei com o A., não lhe pedi desculpa, disse-lhe menos vezes do que devia que o amo, escrevi muito pouco neste blog, continuei a não conseguir ir à televisão falar sobre o mote deste blog (ainda não perdi a esperança), tive medos e receios assim como fui destemida e acreditei, pela 1ª vez a morte de uma figura pública mexeu comigo, perdi a esperança nos anos pares e transponho-a para o ano impar que ai vem, amuei mais do que devia, fechei-me mais do que a idade devia permitir, mas dentro de toda esta mediocridade fui feliz. 

Feliz 2017!

♥️♥️♥️♥️

26/12/2016

Do Natal...

tenho a dizer, FINALMENTE acabou!

Eu juro...

Eu juro que tento entrar no espírito...

mas o consumismo desenfreado, o rasgar o papel sem olhar com atenção para o que vem embrulhado, o pedir a prenda seguinte enquanto se está a olhar à volta para ver quantas ainda estão por abrir e quantas a si pertencem, os pijamas fofinhos e o pandãns natalicios, os amuos familiares porque se vai para a sogra e não se vai para a Mãe, o almoço é cabrito mas eu preferia peru, a correria, a azafama, o engolir o sonho enquanto se mira as filhoses "estas são boas mas as da minha Avó é que eram as melhores", as expectativas que se criam, há quem goste de lhe chamar magia, eu prefiro chamar treta.

Eu prefiro chamar uma grande TRETA para tudo isto.

Sorry!

Ufa...

♥️♥️♥️♥️

06/12/2016

Ideias Low Cost para este Natal #1


Felizmente tenho a minha família junta todo o ano e são vários os Natais que vamos festejando ao longo do ano, pelo que, este Natal de Dezembro apenas nos traz de diferente a troca de presentes. 

Não escondo que não adoro o Natal e o quanto me irrita ter que comprar presentes apenas por comprar. 

Dá-me cada vez mais gosto os presentes DIY que oferecem o que de melhor e mais valioso temos na vida - DEDICAÇÃO, AMOR e TEMPO. 

Hoje deixo ideias de presentes low coast para os nossos BOYS onde apenas será necessário comprar uma moldura ou washi tape (fita cola decorativa) para pendurar estes posters:

















Todos os posters via Pinterest - AQUI

♥️♥️♥️♥️

30/11/2016

Parabéns A. ❤️


Quantas vidas cabem em uma vida? 

Pergunto-me eu... várias vezes... na soma dos dias... 

e enquanto divago, imagino a minha vida como uma panela de doce que é dividida em vários frascos, 1,2,3,4,5....100...1001...

e vou vivendo cada vida, vou vivendo cada frasco - cada um de seu sabor - na esperança de no final ter conseguido viver a panela toda. 

Hoje é o teu dia!

Fazer anos é nada mais nada menos do que, somar os sabores dos frascos que já vivemos, e ansiar e recear pelos frascos que ainda nos faltam abrir e pelas vidas que nos faltam viver.

Tinha pensado em todo um texto elaborado para assinalar este dia, mas, na hora de passar à textualização, apenas te consigo dizer que na vida em que a minha vida se tocou com a tua, os meus frascos tinham o mesmo sabor que os teus, na vida em que a minha vida se tocou com a tua há ainda muitos frascos para (em conjunto) abrir, na vida em que a minha vida se tocou com a tua há ainda muitas vidas para (em conjunto) viver(mos)!  

♥️♥️♥️♥️

10/11/2016

Como transportar os bebés no automóvel?


Este é um assunto que me fez, e ainda faz, perder algum tempo, não estivessem os meus filhos em constante crescimento.

Quando a Madalena nasceu, eu tinha um carro com dois lugares e tinha que arranjar forma de a conseguir transportar sem me ver obrigada a trocar de carro. Por esta razão entrei a fundo neste mundo de ovos e cadeirinhas, sempre na procura do que seria mais seguro, confortável e que durasse mais tempo, para não me ver obrigada a constantemente estar a trocar de cadeirinhas, mas sempre, com a consciência de que estas têm sempre de ser adaptadas quer ao peso quer ao tamanho dos meus filhos. 

Consultei, comprei e tirei sempre as minhas dúvidas numa loja da especialidade, e estou em crer que os meus filhos andam em segurança quando são transportadas nas viagens de automóvel. 

Contudo, existe uma associação que eu desconhecia, que ajuda os pais nesta matéria.

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), há mais de 20 anos a olhar pela segurança infantil, trabalha para promover comportamentos e práticas e, para a criação de ambientes e produtos seguros que garantam às crianças e jovens um crescimento saudável. 

O seu objectivo principal é reduzir o número e a gravidade de todo o tipo de acidentes e das suas consequências nestas faixas etárias.

Entre várias coisas, a APSI ensina a transportar bebés com segurança no automóvel.

A quem está a pensar comprar ou trocar de cadeira, a APSI vai promover no dia 12 de Novembro, entre as 11h e as 12h30, no Hospital de Cascais, uma formação para ajudar os pais a escolherem a cadeira mais adequada para o transporte das crianças e ensiná-los a instalar correctamente a cadeira no automóvel.

Não sendo a escolha da cadeira e a sua instalação no automóvel tarefas fáceis para os pais, esta formação vai contar com demonstrações práticas da instalação das cadeiras que vão ajudar a proteger as crianças durante as viagens.

O workshop é gratuito, mas exige uma inscrição prévia obrigatória que deve ser realizada para apsi@apsi.org.pt. 

Os interessados devem enviar um e-mail com o nome, data do parto/idade do bebé e contactos. 

Todos os participantes têm ainda acesso a descontos nos serviços para famílias da APSI.

Este workshop tem o apoio da Bébéconfort.

Na esperança de que vos seja útil :-) 

Bom workshop!

♥️♥️♥️♥️

* Este post NÃO é patrocinado

07/11/2016

Das nossas tradições...

Todas as famílias em construção vão adquirindo as suas tradições...

Acredito que as tradições nos ajudam a definir enquanto pessoa, que nos ajudam a fortalecer enquanto família, e que, e essencialmente, nos ajudam a criar boas memórias para todos.

As tradições dizem muito do espírito, da cultura e da identidade de uma família e são, para mim, fundamentais para manter a família unida, porque as tradições alimentam o propósito da família.

Na nossa família, e desde que a Baby M. nasceu, que decidimos preservar a tradição de nos fotografarmos nesse dia.

Já falei neste blog várias vezes sobre a Catarina, que dispensa apresentações neste mundo da blogosfera, já referi várias vezes que entrou na nossa vida ainda quando Baby M. morava em mim e lembro-me que sem a conhecer me apaixonei pelo seu trabalho através da sua forma de escrever, trocamos umas mensagens e passado uns dias ela entrou na nossa casa e nela tem permanecido. 

Já perdi a conta às vezes que fomos fotografados pela Catarina, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui foram algumas das vezes, e arrisco dizer sem lhe perguntar, que fomos a família que mais vezes a sua lente captou. 

Mas a Catarina não é uma fotografa qualquer, a Catarina teve o privilegio de ver o Vicente pela primeira vez ao mesmo tempo que eu, a Catarina a par com o A. estavam comigo para o receber e mais uma vez arrisco dizer sem lhe perguntar, que nunca tinha até então fotografado um bebé com tão poucos minutos de vida. 

Por isto e muito mais, além de querermos manter a tradição de sermos fotografados no aniversário da Madalena, queremos manter a tradição de a manter como a fotografa oficial da nossa família.

Obrigada Catarina por nos teres deixado estrear o teu novo e maravilhoso estúdio, que orgulho termos sido os primeiros.

E o 4ª aniversário da Madalena fica registado desta forma: 









Há dias felizes!

♥️♥️♥️♥️

04/11/2016

4 anos de ti... ♥️


Hoje fui eu...

Hoje fui eu quem quis aninhar-se na tua cama e por lá pernoitar. 

Acordei-te com um beijo, no meio dos meus braços e com poucas palavras. 

Queria ser a primeira a beijar-te, a abraçar-te, a contemplar-te sem distracções no teu primeiro dia com 4 anos. 

Hoje é importante que te diga como tu és importante para mim.

Hoje é importante que te diga que todos os dias me ensinas um bocadinho mais. 

Hoje é importante que te diga que foste tu quem conseguiu explicar com um simples sorriso o significado de palavras que só conhecia do dicionário.

Menina que sorri com os olhos, de jeito firme quando quer ir para lá dos seus limites, dona de uma doçura única, menina dos meus encantos.

Há quatro anos atrás estavas dentro de mim, eras só minha e partilhar-te com o mundo é quase uma obrigação, mas és demasiado maravilhosa e seria demasiado injusto guardar-te só para mim. 

Estás a crescer MINHA menina, MINHA Madalena, MINHA filha!

Parabéns MEU amor, todos os dias felizes ♥️ 

♥️♥️♥️♥️

31/10/2016

Era uma vez um/a vencedor/a de um passatempo...


que se chama...

SANDRA FIDALGO

Parabéns




Por favor entre em contacto com a Era uma vez através de mensagem na sua página de Facebook

Muito obrigada a todos os participantes. 

Quem sabe voltamos a repetir :-) 

♥️♥️♥️♥️

Minha Madalena ♥️


E se me perguntassem o que te tem trazido a idade, diria sem pensar: 

"Uma maior doçura, a meigueza sentida e a tranquilidade". 

Mentiria se dissesse que és a Filha perfeita, na mesma medida em que também eu sou uma Mãe perfeita.

Mas por favor não te quero perfeita, quero-te FELIZ. 

Estamos em contagem descrescente...

4 anos! 

(nem acredito)

Madalena da Mãe ♥️
Minha Madalena ♥️
Meu amor ♥️

♥️♥️♥️♥️