20/06/2017

O V. foi operado #2

PRÉ OPERATÓRIO:

Decidi dividir o facto do V. ter sido operado em mais do que um post, porque isto de operar um filho necessita de toda uma preparação.

Para a Mãe claro!

No meu caso precisei de vários meses para me convencer que o V. realmente precisava de ser operado, agarrava-me a questões tais como:  Ele vai crescer e passa! e ia empurrando a situação.

A realidade é que foram precisos vários exames e mais do que um médico a explicar-me que além de não passar, o facto de eu evitar a cirurgia, a longo prazo teria consequências, tudo isto, aliado ao facto de eu saber que ele não tinha qualidade de vida, o que me incomodava muito.

Depois de me mentalizar e ceder: Ok, tudo bem vamos operá-lo, seguiu a mentalização para o dia da cirurgia em si. 

Fiz muitas perguntas ao Otorrino que acompanha o V., o maravilhoso Dr. António Marinho, que me explicou tudo, e mais outras tantas questões na consulta de anestesia, umas das quais: Contar ou não contar ao V. o que vai acontecer? 

CONTAR E EXPLICAR SEMPRE! 

Procurei no google imagens felizes, conforme sugerido pela Médica Anestesista e expliquei todo o processo:

- Vão-te por uma touca na cabeça, vão-te colar medalhas por seres um valente, vão-te por uma máscara para soprares um balão, e depois de lhe explicar algumas vezes ele rematava com: E pronto!

(Imagem retirada do Google)

(Imagem retirada do Google)

(Imagem retirada do Google)

(Imagem retirada do Google)

(Imagem retirada do Google)

E pronto! para ele, para mim nem por isso, que com tanta pergunta e preparação, nunca ninguém me tinha explicado que ver um filho ser anestesiado não é de todas as experiências a mais simpática e fácil de ver, ninguém me explicou que há um espécie de momento de transição para a anestesia em que parece que eles vão começar a berrar a qualquer momento e que se começam como que a contorcer e a revirar os olhos e eu, eu não estava preparada para isto.

Sai chorosa, embora calma e serena, mas estava em pânico com o acordar da anestesia.

Já  tinha ouvido histórias difíceis de crianças que tiveram inclusive de voltar a ser sedadas por acordaram extremamente chorosas, descontroladas ou até violentas.

Tinha-me também sido dito que a forma como adormecia teria influencia com a forma como acordava e foi nesse sentido que o (me) tentei preparar.

Não sei se fiz realmente bem o trabalho de casa ou se simplesmente tivemos sorte, mas o V. acordou uma primeira vez ligeiramente choroso e agitado, saltou para o meu colo onde dormiu uma hora e voltou a acordar como adormeceu, calmo e tranquilo.

♥️♥️♥️♥️

O V. foi operado #1

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