22/02/2018

Ups...caiu!




Estava por um fio quando se deitou. 

Acordou bem disposta e sorriu-me. 

Não consegui esconder o meu espanto, a minha quase incredibilidade: 

- “Madalena o teu dente? Caiu! Engoliste-o durante a noite?” 

E ao ver a cara dela naquele preciso momento arrependi-me do que acabará de lhe dizer. 

Não vou esquecer a cara dela. Era receio com surpresa e também ela acusava incredibilidade. 

Olhou-se ao espelho, sorriu e começou a choramingar. 

E voltei a arrepender-me do que lhe havia dito. 

Choramingava porque não havia dente e a fada não iria aparecer. 

Disse que sim que aparecia e prometi-lhe que ia mesmo aparecer. Que mesmo não havendo dente, a fada sabia que nessa noite ela teria perdido o seu 1.º dente. 

Tudo isto aconteceu em segundos, tudo muito rápido, com demasiadas emoções à mistura. 

Tudo tão rápido como tu a cresceres ❤️ Hoje é dia de fazer magia ✨🧚‍♀️

 P.s. O dente estava na almofada 🙏🏻

♥️♥️♥️♥️

31/01/2018

Eu grito, Tu gritas...Nós gritamos!

Adorava poder dizer que sou a Mãe que não grita.

Sou uma Mãe que grita, que grita mais do que gostaria e mais do que seria esperado. 

Grito quando todas as  estratégias parecem falhar, quando me sinto desarmada de calma e paciência e quando a situação exige um ponto final.

O gritar funciona muitas vezes para acabar uma “crise”, outras, admito, funcionam para libertar o descontrolo das minhas emoções e da minha frustração.

Não sou uma Mãe perfeita, não tenho filhos perfeitos, sou uma Mãe imperfeita que tenta melhorar dia após dia, tentando perceber como posso ser uma pessoa melhor e uma Mãe melhor que tem filhos maravilhosos mas que como qualquer criança desafiam limites.

Eu sei, eu sei que eu é que sou a adulta nesta relação de Mãe e Filhos, e bastou-me chegar ao dia em que a M. me gritou e eu gritei de volta a dizer que não me podia gritar, para mais uma vez perceber que há aqui qualquer coisa que a adulta está a fazer de errado - a Mãe, a Mãe está a errar, a Mãe que deveria ser capaz de gerir as suas próprias emoções! 

Tenho na minha cabeça em modo repeat, que os filhos são o reflexo do que somos e não do que ensinamos, do que somos e não do que ensinamos, do que somos e não do que ensinamos, do que somos e não do que ensinamos, DO QUE SOMOS E NÃO DO QUE ENSINAMOS!

A família é a primeira experiência de socialização das crianças e os filhos são o reflexo do que somos e não do que ensinamos.

Ser Mãe não torna a mulher numa pessoa perfeita, livre de erros porque ninguém é imune a falhas e, intuitivamente, sei que não é de berros que se fazem as famílias, regra geral grito quando entro em modo desesperada, cansada, frustrada, irritada e não sei mais o que fazer (sim, às vezes também não sei o que fazer), é quando entro num tal descontrolo emocional, vindo logo atrás o arrependimento, a culpabilização que acaba por apertar este coração durante alguns momentos.

E sendo o coração de Mãe um coração tão grande às vezes também cabe lá dentro todo o ar de um grito! 

♥️♥️♥️♥️

30/01/2018

E a vencedora do Passatempo | vamos com (C) alma é...


Eu sei que temos que ir com (C)alma mas isto foi calma demais para anunciar o vencedor deste passatempo, não?!

Desculpeeeemmmmmmm o atraso!!!!

Já falei sobre tudo isto no post de ontem, sobre isto de não conseguirmos chegar a todo lado e do tempo correr mais depressa do que queremos.

Mas vamos ao que interessa :-) 

E a Vencedora é...

Célia Pinho

Parabéns!


         



Por favor contacte directamente a página da A Casinha das Manas ♥️ 


Muito obrigada a todos os que participaram, muito obrigada pela vossa paciência!

♥️♥️♥️♥️

29/01/2018

A vida não tem que ser perfeita...

... e o meu blog também não. 

Nem tudo na vida começa pela ordem com que acaba. 

Nem sempre existe ordem antes de haver caos.

Olhamos para dentro e vimos caos, muitas vezes fugimos dele em vez de o ordenarmos, achamos que conseguimos viver assim, dia após dia, mês após mês, anos após ano e todos os dias nos enganamos a nós próprios e acabamos por não fazer nada da forma correcta, com pés e cabeça, e por vezes atabalhoamos só para não querer falhar, mas falhamos. 

Tento organizar as coisas boas e menos boas, as que me fazem mais feliz, as que me fazem melhor e trazem ao de cimo o melhor de mim e começo a criar vontades e prioridades e daquele caos que se chama - falta de tempo - nasce então a ordem, que me serve para fazer continuar a andar para a frente na direcção da minha vontade e das minhas prioridades. 

Por vezes é preciso abrandar, fechar os olhos e respirar fundo várias vezes e perceber o que nos deixa instáveis, cansados e desmotivados.

No meio desta azafama que é a vida o tempo escasseia mas aprendo a arte de ordenar o que importa. 

Entro nos 38 com a palavra PONDERAÇÃO a gritar em eco na minha cabeça.

Esta semana o blog será a prioridade.

Desculpem a ausência. ♥️

Tinha saudades vossas!

♥️♥️♥️♥️

17/01/2018

38 ♥️


Dentro de mim sinto que ainda há uma miúda que demasiadas vezes sonha com os pés fora dos sapatos, que almeja pela estabilidade, que nunca pensou que um diria seria loira, que é demasiadas vezes insatisfeita e difícil de convencer, que tem tanto para dar mas que às vezes não consegue chegar lá, que tem uma dificuldade enorme em gerir a injustiça, que tem a sede de por as coisas certas no lugar certo, que baixa os braços mais do que deveria porque está toldada pelo cansaço, que tem dificuldade em aceitar um não, que sabe que deveria dar mais de si a algumas pessoas que merecem tanto, que pensa demasiado, que raramente age por impulso, que muitas vezes começa e não acaba, que não consegue guardar-se e não se dar a conhecer, que entra com o coração todo, que não tem a família perfeita mas é a melhor que poderia ter, que guarda a esperança de um dia alcançar profissionalmente o que ambiciona, que ainda quer rir e dançar muito, que ainda não mergulhou em todos os mares, que não consegue chegar a todo o lado, que às vezes é preguiçosa, que inocentemente acredita que todas as pessoas gostam dela, que tem o seu sonho mais bonito realizado nos seus filhos, que se cala quando precisa de se ouvir, que prefere as coisas simples, que ri mais facilmente do que chora, que agarra com firmeza o fio invisível que a liga a quem mais gosta, que segue sempre o seu coração, que se esquece de agradecer todos os dias, que tenta dar o seu melhor, que anda descalça ou de saltos altos com a mesma graciosidade, que tem alguns planos na cabeça mas que a vida ainda não os escolheu, que ainda tem tanto para fazer, para dizer e para ser! 

Bem vindos 38 ♥️

♥️♥️♥️♥️

15/01/2018

Passatempo | C3 ao Cubo

Conheci a Sílvia quando iniciei a Bechamel, num mercado em Alenquer. 

Eu que tenho esta dificuldade nata em falar com pessoas (cof.. cof.. cof...) sabia quem ela era porque já a seguia no Instagram e fui apresentar-me. 

A Sílvia podia ter sido antipática, podia ter sido simpática e ter ficado por ali, mas não, deu-me conversa e a realidade é que desde ai acho que não há mês que passe sem falarmos uma com a outra. 

A Sílvia é mãe de três C´s, e foram as suas filhas que deram o mote para o nome do seu projecto. 

A C3 c ao cubo é uma marca de produtos essenciais do dia-a-dia e de brinquedos para bebé e criança, que prima pelo conforto e simplicidade.

Os brinquedos e os jogos são elaborados com o objectivo de desenvolver os sentidos e as competências dos mais pequenos, e todos os artigos são feitos de forma artesanal, com muito carinho e dedicação sendo dessa forma artigos únicos.

E como estou quase quase quase a fazer anos a Sílvia deixou-me escolher um dos seus produtos para oferecer a quem está desse lado das palavras. 

Escolhi esta girafa amorosa com animais da quinta que é uma roca para bebé com som, diversidade de cores e texturas, para proporcionar a descoberta dos sentidos do bebé enquanto brinca.




Para se habilitarem a ganhar esta girafa basta fazer o seguinte:

1. Fazer LIKE na página de facebook da C3 c ao Cubo
2. Fazer LIKE na página de facebook do Para Lerem quando Cresccerem
3. Comentar identificando 3 amigas/os
4. Partilhar publicamente no Facebook 

Podem participar até às 24h00 de 2ª feira dia 22.01.2018

A/O vencedora/o será seleccionada/o via Random.org e será anunciada/o dia 23 de Janeiro (3ª Feira)

Só é válida uma participação por pessoa 

Nota: As participações deverão ser feitas na página de facebook do blog.

Boa sorte!

Obrigada Sílvia ♥️

♥️♥️♥️♥️

Dos dias...



Vamos deixar-nos de merdas.

Há dias em que não suporto o som da tua voz.

Outros haverão que tu não suportas o meu.

É duro isto da vida a dois, nem tudo é o tal mar de rosas.

Mas depois há outros dias, dias em que somos um só, em que suportamos os sons e tons de voz e esquecemos as insuportabilidades.

Enquanto vivermos assim neste equilíbrio tão nosso e enquanto me continuares a dizer que continuo igual desde o dia em que me viste pela primeira vez, há quase 18 anos atrás, está tudo bem! 👫

♥️♥️♥️♥️

13/01/2018

Às vezes é difícil...


Esta foi uma semana particularmente difícil.

Mente quem diz que a maternidade em tudo é maravilhosa. 

Esta semana confessava a duas amigas algo que pensava mas que jamais tinha partilhado, nunca tinha contado a ninguém que quando me imaginava Mãe só me conseguia ver com um bebé nos braços, no limite a ajudar a dar os primeiros passos e nunca me imaginava e pensava mais além, não me imaginava e pensava na fase em que esse bebé ganha vontade própria total. 

Na verdade não estava, acho que não estou, mas talvez no fundo ninguém esteja, preparada para isto de educar alguém para a vida, isto de gerir e moldar uma personalidade que já nasce connosco e já tem forma de estar e pensar própria.

Ninguém nunca me contou o quando isto de ajudar a crescer, de educar e formar alguém é difícil, desafiante, exaustivo, complexo, desesperante, injusto, duro e que por vezes me faz chorar e pensar se estou a fazer como deve ser feito, se estou a ir pelo caminho certo. 

E não me digam que é só uma fase, que tudo compensa, que vai passar, que vai melhorar, que vai chegar a altura em que tudo é mais fácil, que eles são maravilhosos, que são o melhor do mundo, porque isso, isso, eu já sei!

♥️♥️♥️♥️

10/01/2018

Passatempo | vamos com (C) alma


Já uma vez falei sobre A Casinha das Manas aqui

Por muito que tente explicar por palavras, todas elas ficarão muito aquém daquilo que se sente ao chegar a este local mágico, onde cada canto e espaço nos convida a ficar, onde somos envolvidos pelo cheiro da comida deliciosa, original, toda preparada com o ingrediente do amor e onde cometemos pecados atrás de pecados sem peso na consciência porque vale a pena cada experiência. 

Mas estas manas são para lá de empreendedoras e não se ficam só pela cozinha, a Andreia é a mana mais nova da A Casinha das Manas, concluiu o seu projecto pessoal e lançou, ontem, um livro (e-book) dedicado à alimentação dos nossos bebés, chamado "vamos com (c) alma".

Esta aventura começou quando nasceu a sua primeira filha, a "baby assistente", e sendo ela uma comilona e cheia de vontade de descobrir novos sabores e texturas inspirou a Mãe a experimentar comidinhas saudáveis. 

Este é para mim, muito mais do que um simples livro de receitas, é de facto um livro com receitas, mas também com partilhas, desabafos de Mãe e alguns contos. Um livro que vale mesmo a pena ter ainda que tenhamos que ser nós a imprimi-lo. (Alguma editora que abra os olhos) 

Segundo a Andreia: "As nossas crias são grandes mestres que nos inspiram. Elas fazem-nos reflectir e renascer. Todos os dias. Um bocadinho que seja. É um livro sobre amor. Porque nutrir é amar. Nutrir com comida. Com um abraço apertado. Um beijo repenicado. Um "bons sonhos e amo-te mil milhões e infinito e mais além". É o nascimento de um projecto muito intimo e familiar. Esperamos que ele ajude a abrandar um pouco. A respirar fundo. A dar mais importância às coisas simples da Vida. A ganharmos ainda mais presença. Para vivermos e desfrutarmos dos nossos mais que tudo com muita (c)alma ♥️" 

A Andreia teve a gentileza de partilhar comigo e com todos vocês este seu projecto. 

Tive a sorte de a Andreia me presentear com este seu livro e depois de quase devorar as suas partilhas de Mãe, emocionar-me ao passar cada página dos seus contos e perder-me em sonhos e pensamentos entre os scones de beterraba e alfarroba, rodelas de maçã e canela e risotto de legumes caramelizados, só posso dizer que está tão mas tão bonito tão cheio disto que a maternidade nos traz e que por muito que se tente não se consegue descrever porque é tão único. Tão cheio de Amor.

Como acho que há presentes que têm que ser partilhados, a Andreia vai partilhar com um dos leitores deste blog este seu projecto tão especial.

Para se habilitarem a ganhar o livro (e-book) "vamos com (c) alma" basta fazer o seguinte:

1. Fazer LIKE na página de facebook da A Casinha das Manas
2. Fazer LIKE na página de facebook do Para Lerem quando Cresccerem
3. Comentar identificando 3 amigas/os
4. Partilhar publicamente no Facebook 

Podem participar até às 24h00 de 3ª feira dia 16.01.2018

A/O vencedora/o será seleccionada/o via Random.org e será anunciada/o dia 18 de Janeiro (5ª Feira)

Só é válida uma participação por pessoa 

Nota: As participações deverão ser feitas na página de facebook do blog.

Boa sorte!

♥️♥️♥️♥️

Para mais informações sobre o livro da Andreia: vamoscomcalma15@gmail.com

05/01/2018

Nosso Menu 1/52


Com o inicio do Ano Novo somos muitas vezes incentivados a fazer algumas alterações ao nível dos hábitos alimentares procurando fazer escolhas mais saudáveis e que nos tragam mais saúde. 

A minha primeira convidada de 2018, é muitas vezes um bom apoio quando procuro receitas novas, diferentes e saudáveis não fosse ela uma curiosa por natureza que anda sempre à procura de receitas do bem aliado ao facto de ser uma grande "atleta". 

A Rita é a autora do divertido e bem disposto blog "Os Devaneios da Mãe" do qual tenho imenso orgulho em ter sido o like nº 1. 

Da Rita destaco o apuradíssimo sentido de humor, o sorriso, o ar fresco e fofo com que acorda TODOSSSSSSSSSSSSS os dias, a disponibilidade, a sinceridade e a entrega plena em tudo o que faz. 

Já preciso de três mãos para contabilizar os anos que a Rita está na minha vida, as nossas vidas cruzaram-se através do Sr. Engenheiro (quem segue o blog da Rita sabe a quem me refiro), e no exacto momento em que o Sr. Engenheiro nos apresentou, num qualquer segundo entre 2005 e 2006, tenho a sensação que ficamos amigas logo ali, naquele preciso segundo a empatia e a cumplicidade fizeram-se sentir, e a prova disso é o facto de juntas termos partilhado e vivido muitos dos bons e dos menos bons momentos da nossa vida. 

Estas linhas são parcas para falar sobre a Rita e corria o risco de tornar este texto demasiado lamechas, porque isto das amizades também pode ser lamechas, acho que eu e a Rita temos uma história muito nossa e muitas vezes num mundo completamente à parte, mas gosto disso de achar que temos um mundinho que só a nós pertence e onde só nós conseguimos comunicar e entender o que por ali vai. 

Obrigada querida Rita ♥️

Bom fim de semana!

♥️♥️♥️♥️

03/01/2018

2018 ❤️

     


Não tenho por hábito fazer resoluções porque não quero viver com o peso da promessa incumprida e com o sentimento de objectivo falhado. 

Prefiro antes viver ao sabor da vida e na expectativa de que amanhã vai ser melhor que hoje e que os planos que ela tem para mim vão dar certo.

Ao contrário de todos os inícios de ano em que nunca faço resoluções, confesso que este ano abro uma pequena excepção a pequenos objectivos, só os traçando porque a minha intuição, que é como que uma bússola que me guia, me diz que na vida também há alturas em que devo tentar e arriscar sem pensar muito.

Entro em 2018 inteira, com os pés bem assentes na terra, com o coração todo, sem pontas soltas, mesmo sabendo que nem tudo na vida acontece como queremos.

Se não acontecer, volto ao dia de hoje leio estas palavras e penso de que forma as escrevi, confio que o tempo vai acertar os ponteiros, que o lado bom da vida me vai inspirar, que vou conseguir respirar fundo, acreditar e que o caminho é em frente. 

Sou do verbo ir. Vamos lá 2018! Please be kind!

❤️❤️❤️❤️

30/12/2017

Em 2017...


... as notícias do mundo em geral tiraram-me várias vezes o fôlego e decidi várias vezes não querer saber do que ia acontecendo, vi a minha mãe perder a melhor amiga e desde então todos os dias penso nisso, vi Portugal ganhar a Eurovisão e vibrei de emoção, mudei de trabalho (passo a vida nisto mas tenho a certeza que qualquer dia a estabilidade me vai bater à porta), abracei o projecto mães.pt com imenso orgulho mas com menos disponibilidade do que desejaria, fiz promessas que não cumpri, vivi os primeiros divórcios de quem me está perto e custou-me, tive demasiadas vezes vontade de desistir do blog, deixei ir o que me fez menos bem, apurei dia após dia a capacidade de ser indiferente ao que não gosto e ao que não quero, enriqueci e cresci profissionalmente, apertei ainda com mais força alguns laços  de amizade, inscrevi-me no ginásio e embora não tenha ido tantas vezes como queria fui as suficientes para me conseguir apaixonar pela prática do Yoga, vivemos demasiadas birras e pensei várias vezes que ia ensandecer, fiz uma sessão fotográfica inesquecível com duas amigas que adoro, fui duas vezes à televisão partilhar duas das histórias mais importantes da minha vida, andei 12 vezes de avião, viajei muito e estive em sítios incríveis, li o resto do meio livro que tinha começado em 2016, o V. foi operado e ganhou qualidade de vida, revi num jantar de turma Colegas de faculdade que não vi-a desde 2005, foi um ano em que me senti particularmente cansada, a maternidade foi exigente e difícil, a proximidade de idades da M. e do V. fizeram-se sentir,  estive 12 dias fora sozinha com o A., senti uma necessidade extrema de organizar tudo o mais possível, houve momentos em que falhei como Mãe, mas houve outros em que dei tudo de mim, tive menos medos e receios e tornei-me mais autónoma e confiante, chorei pouco, sorri menos do que gostaria, gritei com eles, bati a porta e às vezes não quis saber, amei os meus filhos desenfreadamente, às vezes exagerei, até nos beijos e nos braços que para mim nunca são demais, dei muito mais importância a quem me dá importância, quis saber de quem quer saber de mim, fiz menos fretes, fui sempre fiel aos meus princípios, a operação de urgência do A. levou-nos uns dias em Dezembro para a "outra casa", dos vários jantares de Natal decidi apenas ir a um motivada pelas pessoas que lá iria encontrar e abraçar, não cumpri todos os planos, mas alcancei objectivos inesperados, constato mais uma vez que o amor é a base de tudo, para ano ímpar o balanço é até bastante positivo. 

Não gosto de fazer resoluções, mas para 2018 traço alguns planos e objectivos cheia de confiança de que os vou fazer acontecer.

Feliz 2018!

♥️♥️♥️♥️




28/12/2017

Do nosso Natal...


                                     


Ressalvo: Os miúdos  vestidos de igual que é coisa rara com muita pena (devia fazê-lo mais vezes), o A. que parece que engoliu um garfo, consequência da operação à coluna, o bigode que deixou crescer (acho que deve ter feito uma promessa: “se voltar a andar depois da operação só faço o bigode em 2018” ainda bem que estamos quase lá 🙏🏻🙏🏻😂😂😂😂😂), o facto de provavelmente ser uma das últimas fotos em que estou a pegar os dois ao colo ao mesmo tempo, o ar sereno da M. ❤️ o sorriso de felicidade do V. ❤️, uma sala cheia de pessoas que gostamos muito por trás da máquina fotográfica, a ansiedade para ir abrir todos os embrulhos que desarrumam a foto. 

Ainda assim, esta é a nossa melhor foto da noite de Natal 2017🎄

❤️❤️❤️❤️

14/12/2017

Back to Basics!

Não, não vou voltar a publicar fotos da nossa escapadela. 

Não fui ofendida como referi em tom jocoso mas custaram-me uma série de seguidores que desistiram de andar por aqui, talvez achassem que a publicação das fotos das nossas merecidas férias a dois seriam de alguma forma petulantes ou ofensivas, quando não era de todo a minha intenção.

Ter um blog é partilhar o melhor e o pior, não se deixem enganar, por trás daquelas fotos foram vividos alguns momentos de tensão motivados por um problema de saúde do A. que fez um esforço gigante para que o seu estado de saúde afectasse o menos possível a nossa viagem e tentamos aproveitar o máximo possível aqueles dias bons.

Estou de volta carregada de saudades para matar. 

Gosto de ir mas gosto ainda mais de voltar. 

Gosto da sensação de chegar à minha casa, às minhas coisas, aos meus lugares, às minhas pessoas e às minhas rotinas.

Uma vida cheia de rotinas não significa uma vida chata e monótona, ter uma rotina não significa ser rígida com os horários nem transformar a nossa casa num quartel general, mas ter acções previsíveis para o que é realmente rotineiro, é pisar terreno firme, saber ao que vou, saber o que me espera sem deslizes nem partidas desagradáveis, um porto seguro.

Gosto de acordar e entrar naquele a que chamo caos matinal mesmo que todos os dias me queixe, não fizesse o queixume de Mãe também faz parte da rotina,

Gosto da  simplicidade do dia, da correria e da azafama, de ir para o mesmo trabalho, ver e cumprimentar as mesmas pessoas,

Gosto de saber que todos os dias, no mesmo horário, receberei três beijos e três abraços das mesmas pessoas, 

Gosto de ter para onde voltar todos os dias, gosto de saber que estão lá, à minha espera.

Rotina não é fazer o de sempre, mas sim fazer como sempre.

O que muitos chamam de rotina eu chamo de oportunidade.

O tempo passa, as rotinas entrelaçam-se, os horários combinam e a vida torna-se mais estável e segura.

Achava que ia ter toda esta tão nossa rotina à nossa espera. 

Mas desta vez as rotinas desentrelaçaram-se, os horários não combinam e teremos dias longos pela frente até que tudo volte à nossa rotina. 

Vou estar mais ausente durante uns dias, o A. precisa de mim e eu preciso de estar focada a 100% na minha família por estes dias. 

E nunca, mas nunca, praguejem contra a rotina, pelo contrário, devemos comemorar quando tudo está normal.

Até já 

♥️♥️♥️♥️ 

06/12/2017

Mentiria...

Se dissesse que não tenho imensas saudades deles, que não me fazem falta, que instintivamente não os procuro, que não os oiço chamarem-me, que a cada sitio que vou não comento que por certo iriam gostar de estar aqui, que a cada loja não corro em busca de um presente para eles, que não estou sempre a pensar no que estarão a fazer, que não questiono se sentem a minha falta ou perguntam por mim, que não estou sempre a pensar na hora de lhes ligar, que desliguei completamente, que não mando recados à minha Mãe, que estes dias de férias não me estão a saber lindamente e que a maternidade não me trouxe um problema de bipolaridade!



                                         


♥️♥️♥️♥️

29/11/2017

Viva o amor!

Trabalho num grupo de empresas com administração de pessoas oriundas da Ásia. 

Uma das "minhas" chinesas é casada com um português. 

Ambos trabalham na empresa. 

Existem dois open spaces e cada um deles está no seu. 

Ela está grávida e está a comer uma maçã. 

Ele entra no nosso silencioso open space, e não se contendo no tom que utiliza, pergunta:

Então, o que é que estás a mamar? 

♥️♥️♥️♥️ 

28/11/2017

Vamos de férias...

e não os vamos levar!

Já falei sobre a primeira (aqui) e a segunda (aqui) vez que decidimos viajar sozinhos sem os levar, sobre isto da vida a dois precisar de ser alimentada, precisar de atenção, precisar de dialogo e precisar de fugir ao desgaste normal que os filhos trazem a um casal.

Como todas as Mães, ando cansada, tive um ano particularmente exigente a todos os níveis, e  mais do que fisicamente, sinto-me cansada psicologicamente que é para mim um cansaço muito mais difícil de gerir. 

Ao contrário das outras vezes em que fomos meia dúzia de dias, desta vez demos um grito de socorro e vamos 12 dias. 

12 dias inteirinhos sem filhos. 

Apesar de ter tido vários meses para me preparar, sei que vou a espernear, a olhar para as fotografias deles e a perguntar se não os deviamos levar connosco.

Mas depois rendo-me às evidências:

12 dias só para os dois, a conhecer um canto do mundo que vai certamente mexer com os nossos sentidos e com toda a certeza fazer muito bem à saúde do nosso casamento que às vezes também se constipa, ou está à beira de uma pneumonia, os filhos descansam de nós, nós descansamos dos filhos e voltamos muito mais calmos, muito mais felizes e muito mais preparados para lidar com as birras, com as brigas, com as chantagens, com os gritos, com os choros, com as dificuldades e com um casamento muito mais saudável.

Tirar férias dos filhos é poder deixar crescer a saudade, a nossa e a deles, é aprender a dar ainda mais valor a este NÓS que eu construo todos os dias. 

Nós vamos descansados carregar baterias enquanto eles ficam a descarregar outras baterias que nos permitem fazer esta loucura. (Obrigada Mãe ♥️ Força e Coragem eles são uns amores)

Daqui a uns dias chegam os abraços apertados cheios de saudades. 

Até lá, vou gozar os meus dias de férias dos meus filhos... mesmo sabendo que vou ter tantas mas tantas saudades, que me vão fazer falta e achando que já não sei ir à praia sem eles. 

♥️♥️♥️♥️

24/11/2017

Nosso Menu 48/52


A vida é demasiado curta para apenas ser feliz e valorizada no tão ansiado fim de semana. 

A vida é demasiado curta para ser pequena. 

A vida é demasiado curta para apenas nos focarmos no urgente e deixar o importante de lado.

É preciso engrandecê-la. 

E que o façamos sentados à mesa numa boa e feliz refeição em família. 

Bom fim de semana ♥️

♥️♥️♥️♥️

22/11/2017

Amar no caos...

É simples amar o que está bom, o que está bem, o que é bonito, o que é bem feito.

É fácil amar um filho quando come tudo, quando dorme a noite inteira, quando não chora, quando não faz birras, quando não grita, quando diz obrigado, se faz favor, com licença, quando não desobedece, quando não teima, quando não erra.

Mas e amar na dificuldade? 

Na desordem? 

Na contrariedade? 

No caos? 

Amar quando grita, quando se atira para o chão, quando responde de mau tom, quando não cumpre, quando não ouve, quando berra, quando corre, quando se irrita, quando desrespeita, quando nos leva ao desespero.

Como é que se faz para acalmar, quando por dentro sou dominada por um furacão, um turbilhão, um maremoto materno?

Mentiria se dissesse que a maternidade nunca me trouxe a raiva como sentimento, e isso não faz certamente de mim pior Mãe, admito que a maternidade me tem trazido momentos difíceis de gerir e que muitas vezes não sei como os gerir ou como solucionar.

Não nasci Mãe, estou também eu a aprender a gerir as novas emoções que a maternidade me apresenta todos os dias, e vou aprendendo a respirar antes de falar, a contar até 10, a engolir o grito, a saber que por vezes tenho que me retirar, a abraçar mesmo que julgue que não merecem, a procurar a  melhor solução e a colocar, sempre, o amor acima da raiva.

Todos os dias procuro não repetir os erros outrora cometidos, não aplicar as estratégias menos eficientes e fugir ao caos dando-lhe lugar à serenidade e harmonia.

Amar no caos podia perfeitamente ser o título de um livro.

Um livro que é escrito todos os dias por mim e por ti, todos os dias, nas nossas casas, o final feliz só depende de nós, porque o amor por um filho é incondicional, até no caos.

♥️♥️♥️♥️

14/11/2017

Hoje não!

Hoje acordei com o som de pés pequeninos a correrem para a minha cama.

Era um dos meus passarinhos madrugadores que pedia leitinho enquanto corria em busca de ninho.

Eu só queria puxar o edredon, tapar a cabeça e fingir que estava a dormir.

Hoje não! Em vez disso eu levantei-me, fiz leitinho e torradas e eles ainda me deram um beijo com lábios de manteiga.


Hoje antes de sair de casa ele perdeu a chucha pela 50ª vez.

Só me apetecia gritar, repreender e atirar a mala ao ar.

Hoje não! Eu abracei o menino choroso sem chucha e juntos fomos em busca da chucha perdida e à saída ele sussurou docemente: “Óbigadu Mamãxinha” enquanto me abraçava as pernas.


Hoje ao chegar a casa os meus passarinhos “cantarolavam” em tom alto.

Esse  tom alto parecia acentuar a rotina dos banhos e jantar que tinha para dar, a roupa que tinha que estender e a desarrumação que me rodeava.

Só me apetecia fechar a porta e pedir silencio, tinha tanta coisa para fazer.

Hoje não! Juntei-me aos gritos deles, fechei a porta ao que estava desarrumado e abri a porta do tempo para a brincadeira.


Hoje tinha como missão pô-los na cama cedo e cada um por si, foi um dia cansativo, só me queria deitar no sofá e ficar a fazer zapping. 

Hoje não! Ela pediu-me que a deitasse, perguntou-me se lhe dava a mão e se lhe contava uma história. 

Pelo meio perguntou-me: Achas que se não fizermos barulho ouvimos o coração a bater?

Enroscou-se em mim e encostou o ouvido no meu peito. 

Levei a minha mão ao peito dela e disse: Já viste que o meu e o teu coração batem ao mesmo tempo? 

Porque tu és minha Mãe - respondeu.

Ainda bem que hoje não. 

Ainda bem que hoje não recuei e optei ficar, não recriminei e escolhi relevar, não gritei e escolhi ouvir, optei dizer sim e não disse, não! Hoje não!

♥️♥️♥️♥️