14/12/2017

Back to Basics!

Não, não vou voltar a publicar fotos da nossa escapadela. 

Não fui ofendida como referi em tom jocoso mas custaram-me uma série de seguidores que desistiram de andar por aqui, talvez achassem que a publicação das fotos das nossas merecidas férias a dois seriam de alguma forma petulantes ou ofensivas, quando não era de todo a minha intenção.

Ter um blog é partilhar o melhor e o pior, não se deixem enganar, por trás daquelas fotos foram vividos alguns momentos de tensão motivados por um problema de saúde do A. que fez um esforço gigante para que o seu estado de saúde afectasse o menos possível a nossa viagem e tentamos aproveitar o máximo possível aqueles dias bons.

Estou de volta carregada de saudades para matar. 

Gosto de ir mas gosto ainda mais de voltar. 

Gosto da sensação de chegar à minha casa, às minhas coisas, aos meus lugares, às minhas pessoas e às minhas rotinas.

Uma vida cheia de rotinas não significa uma vida chata e monótona, ter uma rotina não significa ser rígida com os horários nem transformar a nossa casa num quartel general, mas ter acções previsíveis para o que é realmente rotineiro, é pisar terreno firme, saber ao que vou, saber o que me espera sem deslizes nem partidas desagradáveis, um porto seguro.

Gosto de acordar e entrar naquele a que chamo caos matinal mesmo que todos os dias me queixe, não fizesse o queixume de Mãe também faz parte da rotina,

Gosto da  simplicidade do dia, da correria e da azafama, de ir para o mesmo trabalho, ver e cumprimentar as mesmas pessoas,

Gosto de saber que todos os dias, no mesmo horário, receberei três beijos e três abraços das mesmas pessoas, 

Gosto de ter para onde voltar todos os dias, gosto de saber que estão lá, à minha espera.

Rotina não é fazer o de sempre, mas sim fazer como sempre.

O que muitos chamam de rotina eu chamo de oportunidade.

O tempo passa, as rotinas entrelaçam-se, os horários combinam e a vida torna-se mais estável e segura.

Achava que ia ter toda esta tão nossa rotina à nossa espera. 

Mas desta vez as rotinas desentrelaçaram-se, os horários não combinam e teremos dias longos pela frente até que tudo volte à nossa rotina. 

Vou estar mais ausente durante uns dias, o A. precisa de mim e eu preciso de estar focada a 100% na minha família por estes dias. 

E nunca, mas nunca, praguejem contra a rotina, pelo contrário, devemos comemorar quando tudo está normal.

Até já 

♥️♥️♥️♥️ 

06/12/2017

Mentiria...

Se dissesse que não tenho imensas saudades deles, que não me fazem falta, que instintivamente não os procuro, que não os oiço chamarem-me, que a cada sitio que vou não comento que por certo iriam gostar de estar aqui, que a cada loja não corro em busca de um presente para eles, que não estou sempre a pensar no que estarão a fazer, que não questiono se sentem a minha falta ou perguntam por mim, que não estou sempre a pensar na hora de lhes ligar, que desliguei completamente, que não mando recados à minha Mãe, que estes dias de férias não me estão a saber lindamente e que a maternidade não me trouxe um problema de bipolaridade!






❤️❤️❤️❤️

29/11/2017

Viva o amor!

Trabalho num grupo de empresas com administração de pessoas oriundas da Ásia. 

Uma das "minhas" chinesas é casada com um português. 

Ambos trabalham na empresa. 

Existem dois open spaces e cada um deles está no seu. 

Ela está grávida e está a comer uma maçã. 

Ele entra no nosso silencioso open space, e não se contendo no tom que utiliza, pergunta:

Então, o que é que estás a mamar? 

♥️♥️♥️♥️ 

28/11/2017

Vamos de férias...

e não os vamos levar!

Já falei sobre a primeira (aqui) e a segunda (aqui) vez que decidimos viajar sozinhos sem os levar, sobre isto da vida a dois precisar de ser alimentada, precisar de atenção, precisar de dialogo e precisar de fugir ao desgaste normal que os filhos trazem a um casal.

Como todas as Mães, ando cansada, tive um ano particularmente exigente a todos os níveis, e  mais do que fisicamente, sinto-me cansada psicologicamente que é para mim um cansaço muito mais difícil de gerir. 

Ao contrário das outras vezes em que fomos meia dúzia de dias, desta vez demos um grito de socorro e vamos 12 dias. 

12 dias inteirinhos sem filhos. 

Apesar de ter tido vários meses para me preparar, sei que vou a espernear, a olhar para as fotografias deles e a perguntar se não os deviamos levar connosco.

Mas depois rendo-me às evidências:

12 dias só para os dois, a conhecer um canto do mundo que vai certamente mexer com os nossos sentidos e com toda a certeza fazer muito bem à saúde do nosso casamento que às vezes também se constipa, ou está à beira de uma pneumonia, os filhos descansam de nós, nós descansamos dos filhos e voltamos muito mais calmos, muito mais felizes e muito mais preparados para lidar com as birras, com as brigas, com as chantagens, com os gritos, com os choros, com as dificuldades e com um casamento muito mais saudável.

Tirar férias dos filhos é poder deixar crescer a saudade, a nossa e a deles, é aprender a dar ainda mais valor a este NÓS que eu construo todos os dias. 

Nós vamos descansados carregar baterias enquanto eles ficam a descarregar outras baterias que nos permitem fazer esta loucura. (Obrigada Mãe ♥️ Força e Coragem eles são uns amores)

Daqui a uns dias chegam os abraços apertados cheios de saudades. 

Até lá, vou gozar os meus dias de férias dos meus filhos... mesmo sabendo que vou ter tantas mas tantas saudades, que me vão fazer falta e achando que já não sei ir à praia sem eles. 

♥️♥️♥️♥️

24/11/2017

Nosso Menu 48/52


A vida é demasiado curta para apenas ser feliz e valorizada no tão ansiado fim de semana. 

A vida é demasiado curta para ser pequena. 

A vida é demasiado curta para apenas nos focarmos no urgente e deixar o importante de lado.

É preciso engrandecê-la. 

E que o façamos sentados à mesa numa boa e feliz refeição em família. 

Bom fim de semana ♥️

♥️♥️♥️♥️

22/11/2017

Amar no caos...

É simples amar o que está bom, o que está bem, o que é bonito, o que é bem feito.

É fácil amar um filho quando come tudo, quando dorme a noite inteira, quando não chora, quando não faz birras, quando não grita, quando diz obrigado, se faz favor, com licença, quando não desobedece, quando não teima, quando não erra.

Mas e amar na dificuldade? 

Na desordem? 

Na contrariedade? 

No caos? 

Amar quando grita, quando se atira para o chão, quando responde de mau tom, quando não cumpre, quando não ouve, quando berra, quando corre, quando se irrita, quando desrespeita, quando nos leva ao desespero.

Como é que se faz para acalmar, quando por dentro sou dominada por um furacão, um turbilhão, um maremoto materno?

Mentiria se dissesse que a maternidade nunca me trouxe a raiva como sentimento, e isso não faz certamente de mim pior Mãe, admito que a maternidade me tem trazido momentos difíceis de gerir e que muitas vezes não sei como os gerir ou como solucionar.

Não nasci Mãe, estou também eu a aprender a gerir as novas emoções que a maternidade me apresenta todos os dias, e vou aprendendo a respirar antes de falar, a contar até 10, a engolir o grito, a saber que por vezes tenho que me retirar, a abraçar mesmo que julgue que não merecem, a procurar a  melhor solução e a colocar, sempre, o amor acima da raiva.

Todos os dias procuro não repetir os erros outrora cometidos, não aplicar as estratégias menos eficientes e fugir ao caos dando-lhe lugar à serenidade e harmonia.

Amar no caos podia perfeitamente ser o título de um livro.

Um livro que é escrito todos os dias por mim e por ti, todos os dias, nas nossas casas, o final feliz só depende de nós, porque o amor por um filho é incondicional, até no caos.

♥️♥️♥️♥️

14/11/2017

Hoje não!

Hoje acordei com o som de pés pequeninos a correrem para a minha cama.

Era um dos meus passarinhos madrugadores que pedia leitinho enquanto corria em busca de ninho.

Eu só queria puxar o edredon, tapar a cabeça e fingir que estava a dormir.

Hoje não! Em vez disso eu levantei-me, fiz leitinho e torradas e eles ainda me deram um beijo com lábios de manteiga.


Hoje antes de sair de casa ele perdeu a chucha pela 50ª vez.

Só me apetecia gritar, repreender e atirar a mala ao ar.

Hoje não! Eu abracei o menino choroso sem chucha e juntos fomos em busca da chucha perdida e à saída ele sussurou docemente: “Óbigadu Mamãxinha” enquanto me abraçava as pernas.


Hoje ao chegar a casa os meus passarinhos “cantarolavam” em tom alto.

Esse  tom alto parecia acentuar a rotina dos banhos e jantar que tinha para dar, a roupa que tinha que estender e a desarrumação que me rodeava.

Só me apetecia fechar a porta e pedir silencio, tinha tanta coisa para fazer.

Hoje não! Juntei-me aos gritos deles, fechei a porta ao que estava desarrumado e abri a porta do tempo para a brincadeira.


Hoje tinha como missão pô-los na cama cedo e cada um por si, foi um dia cansativo, só me queria deitar no sofá e ficar a fazer zapping. 

Hoje não! Ela pediu-me que a deitasse, perguntou-me se lhe dava a mão e se lhe contava uma história. 

Pelo meio perguntou-me: Achas que se não fizermos barulho ouvimos o coração a bater?

Enroscou-se em mim e encostou o ouvido no meu peito. 

Levei a minha mão ao peito dela e disse: Já viste que o meu e o teu coração batem ao mesmo tempo? 

Porque tu és minha Mãe - respondeu.

Ainda bem que hoje não. 

Ainda bem que hoje não recuei e optei ficar, não recriminei e escolhi relevar, não gritei e escolhi ouvir, optei dizer sim e não disse, não! Hoje não!

♥️♥️♥️♥️

10/11/2017

Nosso Menu - Semana 46/52


Esta semana convidei a Vera do blog As Viagens dos Vs para nos presentear com o menu semanal.

Foi também o blog que trouxe a Vera à minha vida.

Lembro-me de já seguir o seu blog havia algum tempo, entretanto a Vera engravidou da Laura e à semelhança de outras Mães, passaram-lhe pela cabeça algumas duvidas típicas de acharmos que nunca vamos gostar de um segundo filho de forma idêntica ao primeiro filho.  

Como acho que isto dos blogs é um excelente veículo para desmitificar alguns fantasmas que perseguem as Mães, tomei a liberdade de lhe enviar um post que escrevi quando estava grávida do Vicente na senda do que ela estaria a vivenciar. 

Fomos trocando algumas mensagens, a Laura nasce, entretanto começamos a seguir-nos no Instragram e por coincidência a Vera fez a sua recuperação de pós parto mesmo ao lado de onde trabalhava na altura e tentamos combinar dezenas de vezes encontrar-nos e conhecermo-nos pessoalmente, o que nunca era possível.

O tempo foi passando e este ano, sabendo que iríamos estar num mesmo local à mesma hora, trocámos números de telefones e a promessa de que seria nesse dia que nos iriamos conhecer pessoalmente. 

Com a enorme probabilidade de não nos conseguirmos encontrar num recinto com milhares de pessoas, a Vera telefonou-me, eu consegui atender e entre gritos e mensagens, conseguimos, finalmente, conhecer-nos e cumprir o prometido. 

No dia seguinte a Vera enviou-me uma mensagem, dizia que o marido quase não acreditava que era a primeira vez que nos tínhamos visto pessoalmente, que se tivesse que apostar diria que éramos amigas de longa data e com alguma intimidade, porque a conversa foi longa e com aquele jeito de "parece que estivemos juntas ontem".

A prova de que muitas vezes o mundo da blogosfera não tem barreiras e que afinal quem está por trás de um blog é uma pessoa igualzinha a quem nos está a ler, com as mesmas dúvidas, os mesmos receios, os mesmos medos, as mesmas tristezas e as mesmas alegrias. 

Obrigada Vera por aceitares o meu convite. 

BOM FIM DE SEMANA ♥️

♥️♥️♥️♥️

03/11/2017

Uma mão cheia de ti, 5! ♥️♥️♥️♥️♥️


Observo-te meticulosamente.

Admiro-te detalhadamente. 

Perco-me no teu sorriso, na tua maneira de ser e penso: Como é que já estás assim?!

Independente, senhora do teu nariz, menina que carrega doçura na alma, possuidora de gestos delicados e de uma meiguice ímpar, entregas os teus abraços sem que te seja pedido, prolongas os teus beijos que em nada são fugazes, tudo de forma espontanea e impulsiva, porque faz parte da tua essência essa entrega sincera e sentida. 

Cresceste muito. Cresceste tanto. Fizeste-me crescer. 

És a minha maior certeza, certeza absoluta que há amores sem medida nem limites. 

E tu sim, foste, és e serás o meu primeiro grande amor.

Parabéns meu Amor 💝

❤️❤️❤️❤️


02/11/2017

As Mães também fazem birras!



A maternidade tem coisas tramadas e uma das que me é mais difícil de gerir são as birras, as constantes birras que bem sei que na maioria das vezes, são reflexo do, ainda, descontrolo emocional e da dificuldade que os miúdos têm de gerirem as frustrações.

Até aqui tudo bem!

Quer dizer, tudo mal! Porque o problema é que a frustração deles também a mim me causa frustração, embirração e irritação e entramos na roda da complicação, e isto são demasiados "ão´s" para uma pessoa só. 

Que as Mães não são perfeitas já toda a gente sabe, tal como os meus filhos, também erro e também me zango comigo própria, com os outros e com a vida no geral.

A tensão acumulada, os medos, as inseguranças, o cansaço, o stress, a roda viva do dia a dia, a tal frustração, são muitas vezes uma mistura explosiva e muitas vezes a tal mistura explosiva não explode, mas deixa o rastilho ali à mão de semear e muitas vezes, talvez mais vezes do que gostaria, estas birras deles lançam um estilhaço,  caem no rastilho e PPUUUMMMMMM, é neles que acabo por descarregar, e é ali mesmo dentro da família que descarrego esse mal estar e me permito dar largas ao mau humor que por vezes está ali de mão dada com a cólera e com a embirração. 

Curioso isto de, mais facilmente nos irritamos com aqueles de quem mais gostamos por muito que não queiramos fazê-lo e por melhores que sejam as nossas intenções. 

Simplesmente há dias em que não conseguimos deixar o cansaço e a ansiedade reprimida do lado de fora da porta, e os filhos, sobretudo os mais pequenos, são o alvo perfeito do nosso desalento. 

Desculpem miúdos, mas às vezes também preciso de fazer birra, sim, as Mães também fazem birras.

♥️♥️♥️♥️

30/10/2017

em contagem decrescente...

já entramos oficialmente em contagem decrescente.

Mãe, quando é que eu faço anos? - Começou a ser a pergunta mais ouvida.

Depois de uma difícil e complicada indecisão finalmente decidiu o tema.

Os preparativos já estão todos em marcha e estamos na fase dos pormenores. 

O meu maior desafio é sempre o bolo. 

Desta vez vou arriscar num Drip Cake. 

Conseguiram ouvir a minha gargalhada desse lado. 

Se achava que o desafio nos anos do V. foi dificil porque não elevar a fasquia. 


Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest



Fonte: Pinterest

Desejem-me sorte! 

♥️♥️♥️♥️

27/10/2017

Nosso Menu - Semana 44/52


Esta foi uma semana que passou literalmente a correr. 

E estou mesmo a precisar deste fim de semana para preparar o nosso jantar de Halloween (vos fazer-lhes uma surpresa xiuuuuuuuuuuuuu não contem a ninguém) e começar a preparar o aniversário da gordinha lá de casa que vai fazer uma mão cheia de anos e eu ainda nem estou em mim. 

Vai ser um fim de semana em cheio!

Bom Fim de Semana ♥️

♥️♥️♥️♥️

25/10/2017

Da importância de ser activo na gravidez...

Durante a gravidez da Madalena, tentei manter-me activa fisicamente, lembro-me que depois de almoço caminhava sempre e fiz alguma ginástica pré parto, por volta das 29 semanas apanhei um susto valente e tive que moderar toda a minha actividade física e dexei por completo as caminhadas e a ginástica. 

Durante a gravidez do Vicente, estive a gravidez toda confinada a uma cama onde me foi vedado qualquer tipo de actividade física o que incluía uma simples ida à casa de banho.  

O facto de não ter tido uma gravidez saudável trouxe-me, além de uma tristeza enorme, problemas físicos que demorei a recuperar.

Confesso que sou daquelas mulheres que quando vejo uma grávida activa e saudável que fico com uma pontinha de ciumeira, e vem sempre ao de cimo aquela mágoa e só me apetece gritar: Aproveita tudo o que podes e consegues!

Sou da opinião que todas as gravidas deveriam praticar exercício físico durante a gestação e que devia até ser incluindo no Boletim da Grávida um pequeno plano de treino adequado a cada fase de gestação.  

Regra geral, a gravidez é um momento de muitas ansiedades, por isso é importante praticar um exercício que ajude a relaxar e aliviar as tensões, além do mais o exercício físico durante a gravidez traz os benefícios que todas nós já conhecemos, tais como: controlo de peso, postura, respiração, fortalecimento pélvico, melhora de dores na região lombar, diminuição dos edemas, flexibilidade, equilíbrio, relaxamento, força, uma melhor recuperação física depois do bebé nascer, e, para mim o mais importante, bem estar psicológico que se traduz em tranquilidade e serenidade. 

Foi a Mafalda do blog Pretty Fit que me desafiou a escrever sobre: A importância de ser activo na gravidez! 

Ao inicio achei meio caricato, e questionei, Porque eu?!, achando que não deveria ser a pessoa mais indicada para escrever sobre o assunto. 

A Mafalda discordava dizendo que eu seria a pessoa exacta para falar sobre o assunto, porque o facto de não ter praticado exercício físico, em particular, durante a gravidez do Vicente, fez com que eu não gozasse de qualquer beneficio físico acima referido, o peso desceu, perdi toda a massa muscular, tinha uma postura péssima, sofri de dores lombares, não tinha força e a recuperação pós parto foi fisicamente mais difícil e trabalhosa e que por esta razão, eu conseguiria "encorajar" todas as mulheres fisicamente capazes a dedicarem parte do seu tempo durante a gravidez ao exercício físico, para fortalecimento da sua condição durante e depois da gravidez. 

Esta é a Mafalda, grávida da sua terceira e quarta filha, sim gémeas :-) E estas são aquelas fotografias que acusam em mim a tal pontinha de ciumeira, a ela não preciso de gritar para aproveitar, tenho antes de lhe gritar que tem que acalmar o bichinho do exercício físico que nasceu com ela. 





Grávidas deste blog a Mafalda poderá ser uma boa inspiração, ajuda e ela sim capaz de encorajar qualquer grávida.

E não se esqueçam: Aproveitem tudo o que podem e conseguem!

♥️♥️♥️♥️

23/10/2017

Sobre escolher ser Mãe...

O cansaço das Mães acumula-se devagarinho, lentamente, noite após noite em que se dorme de forma intermitente, entre as refeições engolidas à pressa, nas discussões diárias sobre assuntos pouco relevantes, insignificantes até, sobre o relógio que te apressa o passo e te acusa o constante atraso, com as palavras que se atrapalham umas sobre as outras que te levam à dislexia que te tolda o discurso, as birras exaustivas e frequentes, quando se trabalha dentro e fora de casa, quando tentamos cuidar de nós mesmas, quando chegamos ao ponto de esforço para conseguir alimentar o Amor. 

Mas como gerir o efeito colateral deste Amor maior que é ter um filho? Porque o cansaço é nada mais nada menos do que a consequência inevitável de uma escolha livre. Ser Mãe!

E esta escolha faz-me viver sempre como se tivesse outros dois corpos para além do meu, corpos esses que também precisam de ser alimentados e cuidados, que me trazem angustia se ficam doentes, se não estão a respirar bem à noite, se não comem, se não estão a crescer como deveriam, outros dois corpos que tento proteger a todo o instante de toda e qualquer agressão, mas há ainda o meu corpo, que tem que existir e resistir porque aqueles outros corpos precisam de mim e às vezes o meu corpo não consegue. 

Não consegue, porque as escolhas livres às vezes também são insidiosas, tal como o cansaço das mães é insidioso, suga-te por dentro e torna-se quase uma condição crónica, e às vezes és envenenada pela falta de paciência, pela frustração, pelo julgamento, pela falta de consolo, pela culpa, pelo descontrolo, pelos gritos, pela vontade de fugir, pelas respostas tortas e menos correctas, porque és humana e falível, e tudo isto porque simplesmente, estamos cansadas.

Mas às vezes, e independentemente da decisão de ter filhos ter sido minha, eu preciso de me permitir deixar de sentir este cansaço e preciso de um tempo.

Mas precisas de um tempo como? Mas não são os teus filhos o meu melhor da tua vida?

O Amor pelos meus filhos não tem limites ao contrário da minha energia que é tantas vezes levada pelo cansaço, quase como se o Amor fosse o motor da maternidade e a energia o seu combustível, e sem combustível todo o Amor que sinto não será suficiente para trazer sempre ao de cimo o melhor de mim. 

♥️♥️♥️♥️

20/10/2017

Nosso Menu - Semana 43/52


Mais um fim de semana à porta!

Ali a partir de 4ª feira começo a contar os dias para o fim de semana, a fazer planos para os miúdos, a pensar no quanto preciso de estar mais tempo com eles e a ansiar que chegue 6ª feira para os aproveitar durante dois dias.

6ª feira deito-me com a sensação de alivio de quem vai poder (mais ou menos) dormir até lhe apetecer. 

Sábado pelas 11H já estou a proferir expressões tais como: "uma semana de trabalho é mais fácil do que um fim de semana com filhos".

Domingo acordo quase em coma do sábado anterior e na expectativa de que será um dia mais fácil que o anterior. 

2ª feira acordo cansada, mas com a sensação de alivio de que vou trabalhar e é bem mais fácil do que um fim de semana com eles. 

3ª feira já começo a pensar que amanhã é 4ª feira e começo a contar os dias para o fim de semana, a fazer planos para os miúdos, a pensar no quanto preciso de estar mais tempo com eles e a ansiar que chegue 6ª feira para os aproveitar durante o fim de semana. 

....

A maternidade traz tantas coisas, incluindo, a bipolaridade. 

Bom Fim de Semana ♥️

♥️♥️♥️♥️


18/10/2017

Para lerem quando crescerem* #9


                            
             

Miúdos,

(ainda vos posso continuar a chamar miúdos?! os MEUS miúdos ♥️)

Tenho a certeza que um dia vão ler este blog do principio ao fim. 

Vão ler sobre a felicidade, exaustão e a dificuldade que muitas vezes a maternidade me traz, ler sobre as queixas das vossas birras e da vida no geral, ler sobre o que sinto, ler sobre vocês e vão chegar a este post. 

Não sei qual é a vossa opinião sobre o que leram até agora, talvez tenham achado imensa graça ver parte da vossa infância, de certa forma, documentada em forma de blog, ou se estão super envergonhados por ter partilhado episódios e publicado fotos vossas que preferiam esconder no fundo do baú. 

Mas não me julguem, talvez seja uma boa ideia eu voltar a explicar-me, até porque, se chegaram até aqui, já perceberam a razão de existir deste blog.

A ideia foi partilhar e dividir a experiência da gravidez do Vicente, para "me ajudar" e talvez ajudar outros, mas com o passar do tempo e aos poucos, fui percebendo que aqui posso escrever sobre e como quero e me apetece e isso faz-bem. 

E como vocês os dois são 90% dos meus dias, é difícil não escrever sobre vocês.

Sem contar que, com vocês, as minhas fotos ficam sempre lindas.

Agora olhem lá um para o outro e vejam se:

- ainda são do mesmo tamanho;

-  continuam fisicamente parecidos;

- o Vicente ainda é do Benfica;

- continuam uns curiosos;

- vão ficar por aqui ou continuar a ler;

- acabaram de ler este post com um sorriso na cara.

Aposto que é Sim a tudo :-)

Mãe ♥️

♥️♥️♥️♥️

 *para quando souberem ler

13/10/2017

Nosso Menu - Semana 42/52


Hoje no trabalho fui apanhada por uma Colega, que não sabia que eu era a autora deste blog, a fazer o menu semanal.

Começou a gritar: Ahhhhh és tu que fazes isso! 

Virou costas, foi a correr buscar o telemóvel e mostrou-me no meio das suas fotografias o menu da semana passada que tinha guardado para o por em pratica.

Que bom que alguém os guarda e utiliza. 

Obrigada Ana Z., you make my Day ♥️

Bom fim de semana! ♥️

♥️♥️♥️♥️

12/10/2017

Fotografias que contam histórias#2 ♥️



         


A reter desta fotografia: A mão dele na cintura dela. ♥️

Se fossem gémeos não eram tão parecidos.

♥️♥️♥️♥️

11/10/2017

Era uma vez...


3 pessoas!

Pessoas essas que todos os dias me fazem preencher mais uma página no meu livro. 

A cada dia que passa a vida oferece-me uma página em branco. 

Acredito que muito do que escrevo neste livro corre por minha conta e que os meus sonhos e desejos são letras à espera de uma destas páginas em branco.

Estas 3 pessoas não são nem a introdução nem o final deste livro, são antes vários capítulos, aqueles capítulos que me fazem rir e chorar, capítulos inesquecíveis e quase perfeitos que preenchem em pleno as linhas da minha vida. 

Reservei todas as restantes páginas do meu livro para escrevermos juntos, eu e vocês.

♥️♥️♥️♥️

10/10/2017

Ontem precisei desta ajuda...

Sou Advogada, e embora esta seja uma suposta profissão liberal, há casos em que de liberal tem muito pouco ou nada. 

Trabalho em exclusivo com uma empresa numa área muito especifica, mas continuo a construir uma carteira de clientes pessoais, o que por vezes dá muito mau resultado, porque sozinha é-me muitas vezes difícil chegar a todo o lado, apesar de eu continuar sempre a acreditar que sim.

Andava há uns dias aflita para resolver uma situação junto do Registo Nacional de Pessoas Colectivas que me obrigava a ter que deslocar-me pessoalmente ao balcão não havendo outra forma de resolver a situação.

O meu Pai, o meu Bombeiro de serviço que é sempre quem apaga os meus fogos está de férias, e eu estava mesmo sem forma de me virar e a sentir a pressão de uma responsabilidade gigante às costas e confesso que estava a entrar em modo "desespero". 

Do nada lembrei-me do serviço Moço de Recados, pesquisei na net os preços, verifiquei serem fazíveis e liguei.

Eram 14H, o Registo Nacional de Pessoas Colectivas fecha às 16H e decidi tentar a minha sorte.

Do outro lado atendeu-me o Luís, com a voz mais calma e serena do mundo ao contrário da minha, expliquei tudo o que precisava, pediu-me para lhe enviar um email.

Depois de enviar o email, poucos minutos depois recebi uma mensagem no telemovel a dizer: "E-mail recebido."

A partir dai, não me preocupei com absolutamente mais nada. 

Mentira, confesso que comecei a ver o tempo a passar, eram quase 16H ninguém me dizia nada, mas a calmaria da voz do Luís levava-me a acreditar que eu não precisava de ligar e que ia correr tudo bem. 

E correu! Correu para lá de bem! Foi PERFEITO!

Posso dizer que o que pedi foi para me fazerem um pagamento de 75€, dinheiro que foi adiantado por eles, achava que jamais me iriam fazer o serviço sem eu primeiro fazer o pagamento dos 75€, mas fizeram. 

No fim paguei 20€ pelo serviço, um valor na minha opinião muito aceitável atendendo a todo o serviço que foi prestado. 

Este não é somente um post de publicidade, é também um post de agradecimento e para fazer prova de que o Moço de Recados não entrega só balões e flores e que trata igualmente de assuntos de cariz profissional e de extrema importância. 

Muito Obrigada Moço de Recados se não fossem vocês a esta hora estava tão tramada!

♥️♥️♥️♥️