20/07/2016

Há dias de poucas palavras...



Há mais silêncio do que letras, e as que se ouvem, são para mim vazias de sentido.

O coração encosta-se ao estômago, e é à coluna a quem cabe a tarefa e o esforço de desfazer este nó e manter-me direita para seguir o caminho.

E mesmo com dúvidas, incertezas e hesitações a pulsarem na minha cabeça, palpitarem no meu coração e a latejarem na minha alma, prefiro manter-me no silêncio e na ignorância.

Prefiro calar-me quando só o meu silêncio é capaz de abafar o barulho incómodo da minha própria indignação.

Preciso de me manter calada para que os “desafectos”, não afectem a minha paz, nem me arranhem o juízo.

Procuro no meu silêncio inspirar a calma e a tolerância da qual estou sedenta.

Procuro com o grito do meu silêncio fazer com que alguns ouvidos se apercebam dos seus enganos.

Prefiro o silêncio ao retruque e às palavras que não constroem,

Prefiro a calma à inquietude,

Prefiro a tolerância à provocação.

Quero ser imune aos erros dos outros.

Quero a paz e a tranquilidade.

Há dias assim, de poucas palavras... e muito por dizer.

♥️♥️♥️♥️

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