04/09/2014

4 anos

4 anos de casados no ano em que passámos a ser 4 

Voltei uns anos atrás, fui ao esquecido blogue dele e "roubei" o post que escreveu quando fomos atingidos pela seta do cúpido, quando os nossos chacras se alinharam como tantas vezes ele diz: 

Desde de Dezembro que não escrevo nada no meu Blog.
Não sei se isso é bom se é mau, só quem tem paciência para perder tempo a lê-lo é que pode dizer. 
Em Janeiro tive muito perto de escrever qualquer coisa de novo, mas apesar de ter uma ideia do que queria escrever, qualquer coisa bem lá no fundo de mim dizia-me que ainda não era o momento, nem existia ainda a inspiração certa.
Veio Março e a minha ideia além de ter amadurecido, o que vivi nesse mês e no seguinte fez com que chegasse a altura de meter um novo Post no meu pseudo, confuso, abstracto e mal arranjado blog.
Todos os que me conhecem sabem o quanto adoro a neve e que acima de tudo gosto mesmo é de sentir que quando estamos lá em cima no topo do mundo, os problemas não nos chateiam,nem as vozes que não queremos ouvir nos incomodam, tudo congela acima dos 2500 metros de altura, ainda bem!
Mas no meio de tanto frio houve uma coisa que descongelou durante a viagem à neve este ano, o meu coração. Consegui voltar a ter a capacidade de amar alguém outra vez e por muito bom que isso seja, torna-se melhor ainda porque esse amor é correspondido. E é correspondido de uma maneira tão incrível que todos os dias me belisco para confirmar se não estou a sonhar. 
Ando todo marcado dos beliscões, tão bom. A vida tem destas surpresas, quando pensamos que estamos numa pista verde e que não vão acontecer surpresas eis que de repente tudo muda e estamos a descer uma pista vermelha, tudo porque não olhei para o mapa, tudo porque me deixei ir.
Estava numa pista que garantidamente iria descer sem dificuldades e de repente deparo-me com uma pista cheia de curvas e saltos para fazer aqueles tricks todos, que tanto gosto. Sei que posso cair a qualquer momento, mas se isso acontecer, por muito que me aleije, ganhei uma coisa de volta, a capacidade de me entregar a alguém de corpo e alma. 
Sentimento que há muito andava perdido dentro de mim ou eu dentro dele, não sei bem. Nunca tive medo de amar ninguém, simplesmente não conseguia. Também não é uma coisa que se aprenda, ou sentimos ou não sentimos.Podemos cultivá-lo, enriquecê-lo mas nunca obrigá-lo a existir quando ele não dá sinais de vida. Nada acontece por acaso, cada vez acredito mais no destino e se amanhã a pista for preta e as dificuldades forem maiores cá estarei para cravar ao máximo de forma a que o destino traçado se for complicado se descomplique, nem que tenha que ir por um fora de pista para ir ter contigo.

O nosso casamento é um caminho que percorremos juntos, o caminho tem pedras, subidas e descidas, o caminho que temos percorrido tem tido alguns percalços, às vezes perdemo-nos um do outro nesse caminho e vai cada um para o seu lado, ao fundo, na esquina, na bifurcação, onde quer que seja voltamos a encontrar-nos e seguimos juntos.

Não somos um casal perfeito, estamos tão mas tão longe disso, somos um casal comum, um casal como tantos outros.

Somos felizes? sim somos. 

Somos infelizes? sim, às vezes também somos. 

Ele faz-me rir, mas também me faz chorar, mas não é depois da chuva que vem o arco íris? 

Que juntos continuemos a percorrer o caminho! 

           
Fotos - Catarina Zimbarra


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