17/11/2014

Das palavras que podiam ser minhas...

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Revi-me literalmente em todas estas palavras, quase que sou eu...

Morria de medo da prematuridade do V., quando às 32 semanas me foi dito que possivelmente teria que nascer para aliviar o meu sofrimento, disse que preferia continuar a sofrer o tempo que fosse preciso mas que não me tirassem, não queria chegar a casa de mãos e colo vazio, eu aguentava, às 35 semanas decidiram definitivamente que ele já não podia morar mais em mim, que o meu corpo já não lhe servia mais e que eu a mãe, aquele que o gerava, não lhe estava a fazer bem, lhe era prejudicial, a palavra incubadora gritava na minha cabeça, foi por pouco tempo, que sorte a nossa. 

Ainda me chateia que o suposto estado de graça me tenha faltado, que o meu corpo tenha falhado,

Ainda me entristece que a maternidade possa ser amarga, às vezes tão difícil.

Mas enche-me de felicidade saber que tivemos a sorte de conseguir, que tudo tenha corrido bem. 

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